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3º Open de Vôo Livre

Nos dias 15, 16 e 17 de dezembro de 2006, aconteceu o 3º Open de Vôo Livre, em São Vicente/SP.

Decolagens radicais, manobras arrojadas, vôos rasantes, disputas acirradas entre pilotos, alguns pousos equivocados sobre árvores e até sobre um poste de iluminação da Praia do Itararé, emoção de sobra. O 3º Open de Vôo Livre do Litoral Paulista (3º São Vicente Open de Vôo Livre), que terminou no último domingo (17), reuniu todos os ingredientes que fazem do parapente um dos esportes radicais de maior prestígio.

A competição aérea, que teve início na manhã da última sexta-feira (15), na rampa de decolagem do Morro do Voturuá, em São Vicente, contou com disputas nas categorias race (prova de velocidade em que os competidores devem realizar o percurso pré-determinado em menor tempo) e precisão (prova de regularidade em que os atletas devem permanecer por 15 minutos em vôo e, ao término desse período, pousar o mais próximo possível de um alvo - pouso oficial, na Praia do Itararé).

Na categoria race, o 3º Open, organizado pelo Clube de Vôo Livre do Litoral Paulista (CVLLP) e Espaço Livre Eventos, também constituiu a terceira e última etapa do Campeonato Santista de Parapente 2006. Alguns dos pilotos que participaram da prova somaram pontos para o ranking santista, que terminou com Roberto Nunes Pinheiro em primeiro lugar (com 1.210 pontos), Cláudio Duarte na segunda colocação (1.082 pontos) e Rogério Carrett na terceira posição (1.052 pontos). O vencedor levou para casa R$ 1 mil. O vice ganhou R$ 500,00 e o terceiro, R$ 300,00.

''O Santista teve esta última etapa realizada aqui em São Vicente. As duas primeiras etapas aconteceram em Minas Gerais. Acho importante que a competição também tenha provas realizadas em locais fora da Baixada. As condições de vôo do interior são mais fortes e exigem maior perícia dos pilotos. Esse intercâmbio é bom para o aprimoramento técnico dos pilotos aqui da Baixada e para a evolução do esporte aqui na região'', fala Roberto Nunes.

Em paralelo à disputa do Santista, a competição também distribuiu prêmios em dinheiro para os cinco primeiros colocados das categorias race e precisão.''Alguns pilotos que participaram da categoria race estavam disputando o santista. No entanto, havia outros que estavam buscando apenas a premiação da etapa. Não participavam do ranking. Mas todos, ranqueados ou não, competiram juntos na mesma prova'', explica o presidente do CVLLP e vice-presidente da Associação Brasileira de Parapente, Sílvio Goulart.

. Os vencedores da race (open) foram Alberto Lourenço (199 pontos), Rogério G. de Lima (103), Roberto Nunes Pinheiro (98), Lincoln C. Silva (98) e José Roberto Cesário (96). Na precisão, os premiados foram Dhiego F. F. Rendeiro (2.431 pontos), Rogério Carrett (2.193), José Roberto Gerônimo (2.076), Vitor A. Lemos Júnior ( 1.998) e Carlos Manoel Torres (1.984).

Em cada uma das duas categorias, o vencedor levou R$ 1 mil. O vice ficou com R$ 500,00. O terceiro colocado ganhou R$ 300,00; o quarto, R$ 200,00; e o quinto, R$ 100,00.

Também houve premiação para as escolas de vôo livre que participaram do campeonato. O ranking ficou com Wind Coast (26 pilotos inscritos e 23.951 pontos somados), Dinâmica do Ar (17 pilotos e 14.811 pontos), Ar Livre (12 pilotos e 9.162 pontos), Fator Paragliding (6 pilotos e 5.469 pontos) e Paraglider Brasil (2 pilotos e 1.297 pontos).

''Acho que o balanço da competição foi muito positivo. O contato dos pilotos da Baixada com o pessoal que vem da Capital e do interior é muito produtivo. Há um intercâmbio sobre novos equipamentos e mais informações sobre diferentes condições de vôo'', conclui o sócio-proprietário da Espaço Livre Eventos, Nelson L. Salce.

A competição, que teve 65 pilotos inscritos (da Baixada, Capital e interior), contou com o apoio da Libra Terminais, Sol Paragliders, Cotton Republic, Associação Brasileira de Parapente, Prefeitura de São Vicente, rádio 98 FM e Jornal Vicentino.

Expoente mundial

Além do 3º Open de Vôo Livre, as acrobacias aéreas executadas por Renato Lopes, piloto da Sol Tribal Acro, também tiraram o fôlego de pilotos e público no Morro do Voturuá.

Renato, 24 anos, pratica o parapente há cerca de 11 anos e é o sexto colocado no ranking mundial de acrobacias com paraglider. ''O campeonato mundial tem cinco etapas. São duas na França, uma na Suíça e outras duas na Itália. Comecei o ano no 31º lugar. Depois das cinco etapas, estou em sexto lugar. Também venci uma competição na Áustria, mas ela não contava pontos para o mundial''.

O piloto, natural de Poços de Caldas, em Minas Gerais , também ocupa a terceira colocação do ranking mundial na categoria vôo sincronizado. ''Essa modalidade funciona como o nado sincronizado. Eu e um outro piloto da minha equipe, o Renato Papa, de Florianópolis, temos que executar os mesmos movimentos com o paraglider durante o vôo''.

No Brasil, Renato tem se dedicado apenas às exibições promocionais. ''Cheguei a participar de uma prova que aconteceu em Guapé, em Minas Gerais, no mês de novembro. Fiquei em terceiro lugar. Aqui no Brasil eu tenho me dedicado aos vôos promocionais, como os que fiz aqui em São Vicente para divulgar o meu patrocinador, e a testes de equipamento para a Sol''.

Fonte: Marcio Bernardino
Cidade: São Vicente-SP-Brasil
Fotos: Marcio Bernardino
Publicado: Luciana Estudier Martins
Date: 19/12/2006 <%insert_data_here%>

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