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Aventura em Gran Chaco

Entre os dias 16 e 28 de dezembro de 2006, Alexandre Sampaio, juntamente com cinco amigos, realizou uma viagem ao Gran Chaco, na Argentina. Sampaio conta ao INEMA o que essa aventura representou.

Alexandre Sampaio conta que a idéia inicial desta viagem era conhecer o Paraguai. Há 2 anos ele pensava em rodar esse país e associado a essa vontade, no começo do ano, resolveu fazer a viagem com motos pequenas para divulgar o Moto Turismo entre proprietários de Moto Clubes.

O planejamento final desta viagem foi realizado em 60 dias. ''Mas depois, o Nick ''estragou'' o plano, e fomos ao Peru'', revela. Acostumado a fazer viagens deste tipo, a preparação de Alexandre foi mecânica. ''Não me preocupei muito, pois já sabia o que era preciso'', conta.

Os amigos que acompanharam Alexandre nessa aventura foram: Lasareno Cardoso, de Candiota/RS, em Honda Biz 125, Nick e Topo Uruguaios de Rio Branco/UY, divisa com Jaguarão/RS, em Koremy 110, motos similares a Biz antiga, produzidas na China e vendidas por US$ 960 no Uruguai, Cézar Ceolin, de Bagé/RS, em Suzuki Intruder 125, e Geraldo Pierozan, de Bento Gonçalves/RS, em Yamaha XT 225,a maior moto do grupo.

O Natal dos aventureiros foi comemorado em Ollantay Tambo, uma cidade Inca. ''Foi muito legal, pois éramos como parte da família que administra o hotel em que ficamos'', conta. Depois de terem passado o dia em Machu Pichu, uma ceia simples e agradável completou a confraternização. Segundo Alexandre, para os peruanos, a Natividad (Natal) tem um significado similar ao do Brasil, porém, sem tanto comércio. ''Aqui só as crianças recebem presentes, os adultos trocam presentes no Dia de Reis. Sendo assim, é muito valorizado o sentido do nascimento, ou renascimento'', destaca.

Alexandre comenta que foi muito marcante a chegada de todos à entrada da Trilha Inca, em Ollantay, pelo objetivo alcançado. Também foram marcantes as duas travessias do trecho de estrada de chão entre o Paraguai e Bolívia, onde tudo correu bem, garantindo o sucesso da viagem.

Dificuldades focaram por conta da altitude, que judiou mais do grupo do que a distância. ''Com o Saroche, ou mal da Puna, e o frio, alguns integrantes perderam muito o rendimento, mas no fim tudo correu bem''.

A boa recepção do povo por onde passaram e o cultivo das tradições, principalmente das línguas ancestrais, como o Tupi Guarani, o Aymara e o Quéxua chamaram a atenção de Alexandre. De acordo com ele, o acelerado desenvolvimento que Paraguai, Bolívia e Peru estão vivendo, lugares ermos e inacessíveis, agora contam com bons acessos asfaltados e cidades prósperas e bem estruturadas.

A principal atividade realizada por Alexandre em Gran Chaco foi andar de moto, afinal, eram em média 10 horas por dia de estrada, fora paradas para outras coisas. Sempre que possível, eles saboreavam a comida local e tomavam algumas cervejas geladas. ''Enquanto vamos andando com a moto, vamos vivenciando as paisagens, sons e cheiros'', destaca. Alexandre conta que ter ido mais devagar, com mais paradas, teria sido melhor, mas para a maioria dos integrantes o prazo era determinante.

Vila Montes e Santa Cruz de La Sierra, na Bolivia e Ollantay, no Peru, foram lugares marcantes para Alexandre. Pois foram lugares onde o grupo ficou muito a vontade. ''Fomos bem recebidos e eram locais agradáveis'', afirma.

Sobre o relacionamento com as pessoas, Alexandre avalia que conta muito ser brasileiro. ''Isso abre muitas portas quando se chega a um lugar estranho nesta América Latina''. Para o aventureiro, os brasileiros são bem vistos e como o grupo era bastante agitado, a simpatia das pessoas foi imediata, tudo muito natural.

Para Alexandre, essa viagem serviu para passar 16 dias ''desplugado'', fazendo o que mais gosta. Embora o corpo volte um pouco cansado, Alexandre afirma que a cabeça volta renovada e inspirada para outro ano de trabalho. Além disso, a viagem também representou a renovação da amizade entre os integrantes do grupo, ''um sexteto imbatível'', como diz Lasareno. A viagem foi uma oportunidade para Alexandre matar a saudade de Machu Pichu.

A sensação de liberdade é o mais gratificante para Alexandre, que revela que enquanto está viajando, sentindo a estrada, o vento, o entorno, tudo se resume nisso e suas conseqüências imediatas. Sem as preocupações normais do dia a dia como: salário, moda, família, trabalho, obrigações, tudo está muito longe para fazer diferença.

A maior gratificação, acredita Alexandre, seja ver que enquanto ficamos fora, por mal ou por bem, as coisas continuam tendo seu ritmo. ''Embora façamos falta, as coisas que dependiam de nós ficaram nos esperando, e mal ou bom, não fizemos tanta falta assim, e podemos continuar sumindo uma vez por ano que tudo bem'', finaliza.

Equipe INEMA

Fonte: Alexandre Sampaio
Cidade: Gran Chaco-Argentina-Ex-Argentina
Fotos: Alexandre Sampaio
Publicado: Fabiane Castro
Date: 09/01/2006 <%insert_data_here%>

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  Evento 5027 - Viagem ao Gran Chaco

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