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De 02 a 17 de janeiro de 2007 W. Felippe e o amigo Emílio, acompanhado de suas esposas e filhos realizaram uma viagem 4x4 de Florianópolis/SC até San Pedro do Atacama, no Chile. W. Felippe nos relatou como foi a viagem.
Participantes: Toyota Hillux SW4: Emilio, Lizete, Karine e Daniel. Chevrolet S10 4.3 e 4X2: Felippe, Mara e Luiza.
Saímos de Floripa/SC às 6h e nos encontramos com o Emilio em Carazinho/RS às 14h30min. Seguimos para Santo Ângelo com a intenção de dormirmos na cidade. Chegamos cedo e resolvemos tocar direto para São Miguel das Missões para ver o show nas ruínas, à noite. Chegando lá avistamos uma pousada ao lado das ruínas e fomos ver. Gostamos e já nos instalamos. Pousada das Missões (piscina, ar, tv, café da manhã, estacionamento, 150m das ruínas) Diária casal + cama adic. R$: 98,00 Ac. Cartão.
À noite vimos o show de som e luz com duração de quase 1 hora e gostamos bastante. Durante o dia fotografamos as ruínas. É um passeio que não se deve perder. Saímos cedo com destino a Porto Xavier para cruzar a fronteira. Notamos por todo o trajeto placas indicando várias outras missões jesuítas e museus. É uma região para se voltar e conhecer tudo. Na fronteira tudo 10. Aduana OK. Imigração OK. Aproveitamos e já compramos uns pesos argentinos para as pequenas despesas até chegar a uma cidade maior (R$1,00 = $1,77 peso).
Entramos em Posadas e fomos ver se conseguíamos os tais de "Cambão" para rebocar carro, exigidos pela Legislação de Trânsito da Argentina. Estamos procurando desde a fronteira e a maioria não sabe o que é, e os que sabem não tem pra vender. Além disso, levamos os outros itens obrigatórios: dois triângulos, caixa de 1ºs socorros e uma caixa de fósforos??? Fomos a um grande supermercado e também não encontramos. Aproveitei e comprei um compressor que liga no acendedor de cigarros do carro e serve pra encher pneu. Aqui se acha por R$: 60,00. Lá comprei por R$: 24,00.
Nosso próximo destino era um Hotel Fazenda Atalaia em Berón de Astrada, localidade situada após Ituzaingó. Chegando lá não conseguimos achar a tal fazenda. Seguimos adiante, resolvidos a ir até Corrientes. Entrando nas cidades íamos direto a um posto de combustível e pedíamos um mapa da cidade. Sempre tem um mapa do centro da cidade que ajuda muito na locomoção. Chegamos já noite e fomos em busca de Hotel. Ficamos no Hotel Orly, (o qual não recomendamos).
No outro dia pela manhã seguimos rumo a Avia Teray, localidade que fica na região do Chaco, que é extremamente quente. Nosso destino era outro Hotel Fazenda (Hotel Fazenda Las Curiosas) que fica a 700m do entroncamento para Pampa Del Infierno, que é um local de má sinalização e que a maioria que viaja pra lá erra o caminho e pode perder até 400 km no erro. Achamos o hotel, visitamos e gostamos. Construção estilo espanhol, rústica, bem decorada. Não ficamos por sentirmos que não estava bem estruturada para receber turistas e os preços divulgados pela Internet foram menores que os informados na visita. Almoçamos no restaurante no entroncamento (Harghhhhh!!!) e seguimos viagem para Salta. Isso significava uns 450 km de reta e calor sufocante. Meu problema: o ar-condicionado da S10 para de funcionar. Vamos de janelas abertas derretendo as orelhas.
Diferentemente das viagens de moto que já fiz por esse trecho, desta vez a Polícia não nos cobrou pedágio. Raramente nos paravam. O negócio é com as motos mesmo. De qualquer maneira vamos deixar registrados os locais onde eles estão: 1º a 50 km após Pampa Del Infierno, 2º depois de 63 km, em Pampa de Los Guanacos, 3º depois de 149 km e 4º depois de 35 km. Novamente chegamos no final de tarde e corremos para achar hotel.
Na minha relação tinha uns 10 hotéis. Procuramos os mais próximos da Praça 9 de julho, que é onde tem o agito à noite. Paramos no Hotel Marilian (ar, tv, cochera (garagem), Internet, desayuno (café manhã), muito bem decorado) Diária de $145 pesos (R$: 110,00) para Casal + cama adicional. À tarde chega o filho do Emilio, o Daniel, que veio de Buenos Aires de avião para seguir com a gente. No outro dia fui consertar o ar. Passei na Motomax para visitar os amigos e pedir uma indicação de um Tailler de Aire Condicionado. Segui a sugestão e fui à luta. Estava com um vazamento e escapou o gás. Resolvido em 1 hora.
Como, depois de Floripa, Salta é a primeira cidade com GNV, fui abastecer o cilindro da S10. Surpresa: o bico dos Argentinos é maior que o dos Brasileiros. Vou à luta e acho uma instaladora de GNV que troca na hora a peça do terminal. Tanque cheio. À tarde fomos ao Teleférico avistar a cidade do alto. Bom passeio. Aproveitamos ainda para fazer câmbio, sacar nos "cajeros automáticos" e baixar as fotos. É claro que à noite fomos direto pra Praça comer Empanadas regadas a "unas cervezas Salta de 1 litro". No outro dia saímos em direção a Jujuy.
Fomos pelo caminho da serra (Cornissa), pois é mais bonito que pela auto-estrada. Embora estivesse chovendo, o visual foi muito legal. Chegando em Jujuy fomos almoçar num bom restaurante que não lembro o nome. Depois do almoço fomos em direção a Purmamarca com a intenção de subir a Quebrada de Humauaca. O nome "Quebrada" é dado ao acidente geográfico que identificamos como um vale, onde as montanhas de cada um dos lados são completamente diferentes em estrutura de solo, visual, etc...
Chegamos a Purmamarca e fomos para a Hosteria Terrazas de la Posta. Excelente hostal. Rústico seguindo o estilo próprio de Purmamarca, com uma arquitetura de babar. É claro que daqui pra cima é tudo sem ar-condicionado. Diária de $140 pesos (R$: 110,00) casal + cama adicional e desayuno. Fizemos nosso passeio à Quebrada, visitando as cidades de Hornillos, Maimará, Tilcara, Huacalera e Humauaca. Locais belíssimos. Tiramos umas fotos do marco do Trópico de Capricórnio. Em Tilcara fomos visitar Pucará de Tilcara que são ruínas (10.000 AC) de um povoado indígena. "Pukara", na linguagem Queshua, quer dizer fortaleza, que se localiza em um morro de difícil acesso.
No término da visita encontramos dois viajantes de bike, vindos de Floripa. Grandes papos e muita risada, mas não conseguimos mais encontrar a dupla que seguia pra San Pedro de Atacama. Um deles é o Felipe (deve ser gente boa com esse nome) e mora em Uberaba/MG. Voltamos pra Purmamarca e fomos matear um pouco antes de dormir.
Continua...
Fonte:
W. FELIPPE Cidade:
Florianópolis-SC-Brasil Fotos: W. FELIPPE Publicado: Renata Machado Date: 22/01/2007
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