|
De 02 a 17 de janeiro de 2007 W. Felippe e o amigo Emílio, acompanhado de suas esposas e filhos realizaram uma viagem 4x4 de Florianópolis/SC até San Pedro do Atacama, no Chile. W. Felippe nos relatou como foi a viagem.
No dia seguinte seguimos para Susques. Na subida (de 2.200m para 3.600) notei que a S10 começa a aquecer. Chegamos nas Grandes Salinas e na hora que parei ela bota toda a água pra fora. Consegui água a muito custo, pois o pessoal percorre 10 km pra buscar tonéis de água para o seu consumo. Ali a água é preciosa. Mas, para uma emergência, foram muito atenciosos. Aliás, diga-se de passagem, que todos os Argentinos e Chilenos que nós contatamos foram muito gentis e atenciosos e sempre, fizeram de tudo pra resolver nossos problemas.
Resolvi voltar para Jujuy, pois seguir em frente poderia ser o fim da viagem. Botei água na bicha e começamos a descer a curvalhada. O Emilio resolveu seguir viagem e combinamos de nos encontrar em San Pedro de Atacama. Na descida mais duas fervidas e chegamos em Jujuy. Como era Domingo, só fui ver onde era a concessionária Chevrolet e sair à caça de hotel. Achamos a revenda chamada ANTIS. Andamos pela cidade e não nos agradamos. Resolvi voltar até Salta, pois a S10 tinha parado de aquecer. Mistério! Em Floripa a S10 ficou uma semana na oficina e ninguém conseguiu resolver o problema do aquecimento. Aí resolvi viajar assim mesmo.
No outro dia bem cedo fui pra revenda ANTIS de Salta. Logo me atenderam e levaram a S10 pra oficina. Três mecânicos fuçando. De vez em quando um vinha e me perguntava algum detalhe. Uma hora depois vem o gerente e mais dois mecânicos e me enchem de perguntas. Aí me diz que o problema é a tampa do radiador. Eu desanimei, porque já tinha trocado duas por sugestão dos mecânicos do Brasil. Mas a explicação do Gerente me deixou com esperança. Achei que iam me dar uma facada, pois foram três mecânicos durante quase uma hora, mas o Gerente me entrega a chave e diz que está tudo certo. Não me cobraram nada. Achei de uma cortesia sem igual. Como eles não tinham a peça fui a umas lojas de "repuestos" indicadas por eles. Na segunda achei a tampa adequada, instalei e não deu mais nenhum problema.
Era metade da manhã, fui para o Hotel e encerrei a conta. Pegamos a estrada novamente. Chegando em Jujuy entrei na cidade para abastecer de GNV e na saída do posto acende a luz no painel do ABS. Era só o que me faltava. Como já conhecia, fui direto até a ANTIS. Chegando lá fui atendido pelo atencioso Nacho Daz. Pessoa 100% que procurou agilizar tudo pra gente seguir viagem. Não era nada demais, só uma reconfiguração do sistema pelo computador, embora tenham levado mais de 2 horas. Nesta me cobraram R$: 40,00. Durante a espera me ofereceram o Mate com açúcar que eles fazem. Até que não é um desespero. A água é quente como nós usamos e a gente estranha no começo o gosto do açúcar, que no terceiro mate já não pega mais. Eles ficaram encantados com a S10 cabina estendida, porque lá só conheciam pela Internet. Em compensação eles estão com um lançamento de uma semelhante à F250, mas a gasolina, motor 8c em V e 300hp, que não vem pro Brasil.
Mas aí, resolvido o problema, seguimos viagem. Como já estava tarde pra enfrentar o Passo Jama, resolvemos dormir em Purmamarca. O Hostal anterior estava lotado e fomos para o Hostal Refugio de Coquena. Lindíssimo e bem mais caro, mas não tinha tempo de ficar procurando muito. Coquena é um Deus Inca que cuida dos rebanhos de lhamas e alpacas. Este hostal fica no pé do Cerro de Las Siete Colores. É um espetáculo! Tomei um mate no final de tarde que ficou na lembrança. No outro dia bem cedo fomos para o asfalto novamente. Como já tínhamos visitado o Salar, passamos direto e chegamos a Susques para o último abastecimento até San Pedro de Atacama. Aí conhecemos um hotel na beira da estrada, ao lado do posto de abastecimento, que não é um Sheraton, mas deve ter pelo menos uma estrela pra iluminar a gente num aperto. Hostal Pastos Chicos. E vamo que vamo!
Chegamos no Passo Jama. Aduana e imigração rápidas. Seguimos filmando e fotografando porque as paisagens são incríveis. Finalmente chegamos a San Pedro de Atacama e vou procurar um dos hostais já selecionados. Primeiro fui no de sempre: Hostal Jama, que é o mais barato ($20.000 pesos por dia = R$: 80,00), mas sem banheiro no quarto. Aí fomos no segundo: Residencial Chiloé (é o nome da ilha que o Paulinho visitou há alguns dias atrás no sul do Chile) que negociei por $75.000 pesos por três dias (R$: 100,00/dia) casal + cama adicional.
Depois de um bom banho, fui pra Internet, porque fazia já uns dois ou três dias que eu nem chegava perto de um micro. Aí vejo um e-mail do Emílio, dizendo que estava em outro hotel. Mandei resposta e disse pra gente se encontrar no centro às 20h30min. No horário nos encontramos e fomos pro La Casona escutar o trio tocar umas músicas brasileiras e tomar umas "cervezas." Combinamos de fazer no dia seguinte os passeios que eles já tinham feito e o resto, faríamos juntos. Eles pensavam em voltar para Salta no outro dia, porque o Daniel tinha vôo marcado para o dia 13.
Saímos cedo e fomos conhecer o Museu Gustavo Lê Paige no centro de San Pedro. Bom programa. Depois, de carro (em San Pedro a gente anda sempre a pé), fomos conhecer a Pucara de Quitor (fortaleza) e a localidade de Katarpe, no norte de San Pedro. Valeu a pena conhecer as ruínas! À tarde fomos conhecer o Valle de La Luna, onde nos sentimos em outro planeta, pelos tipos de formações rochosas e cavernas do local e a aldeia de Tulor, com seu sítio arqueológico espetacular. No outro dia fomos às Termas de Puritama, há 15 km de San Pedro, onde eu e a Lu mergulhamos nas águas calientes (34º C). À tarde fomos com o Emilio e família até a cidade de Toconao, a cerca de 40 km, para visitar o Salar de Atacama e Laguna Chaxa (Reserva Nacional Los Flamencos) onde assistimos a um vídeo e percorremos o Salar com um guia. Tivemos a sorte de poder filmar os três tipos de Flamengos que habitam o local. O Emilio, que já tinha visitado o Salar foi até o Salar de Águas Calientes para tomarem um banho salgado.
À noite fomos todos ao Bar Adobe para uma janta e muitas cervas. Estamos lá festejando quando entra um cara com uma fantasia toda de tiras brancas e uma máscara branca. Eu, como já estava meio pronto, fui sentar ao lado do cara e mandei ver um papo castelhano, quando descobri que já conhecia o tipo. Ele é o motorista de ônibus que encontramos em 2005 em Socaire, quando ele estava vestido de SuperMan. O cara tá em todas. Ele disse que no dia seguinte iria no Adobe de Homem Aranha. Então, o Emilio me diz que eles fizeram uma reunião familiar e que vão com a gente pelo Passo Sico, porque afinal, este era o plano inicial.
Resolvi ir até a Aduana porque lembrei que eu e o Neco, em 2006, tivemos que esperar abrir às 8h para passar. Falei com os caras e convenci a Imigração a nos liberar à noite. Com a condição de que a Aduana também liberasse. Fui no outro lado e convenci a Aduana. Fomos todos para lá e às 22h estávamos todos liberados para sair no dia seguinte mais cedo.
Continua...
Fonte:
W. FELIPPE Cidade:
Florianópolis-SC-Brasil Fotos: W. FELIPPE Publicado: Renata Machado Date: 22/01/2007
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|