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A Copa Enduro de Verão 2007 contou com a presença de três mulheres, que certamente deixaram a prova mais bonita! Confira a nossa conversa com uma das participantes, Patrícia Fuhr!
Dezembro de 2006: ao perceber a verdadeira paixão da mulher pelo motociclismo, Gregório a presenteia com uma moto. Esse foi o primeiro passo para despertar o gosto de Patrícia pelas competições. No início de janeiro ela se saiu bem no motocross, de três provas ela faturou três troféus.
Praticante do motocross, Patrícia nunca escondeu sua vontade de participar de um enduro. Ela estava sempre acompanhando o marido, Gregório, que participa das provas. Quando as pessoas contavam o quão boa é a prova, ela só ficava com mais vontade de participar. O único problema seria convencer outra mulher a realizar a prova com ela.
Marcos Copetti, organizador do evento, sempre deu a maior força para Patrícia, sempre dizia para ela participar da prova, ainda mais quando ficou sabendo da vontade que ela tinha. Convencida a participar do Enduro de Verão 2007, só faltava achar uma parceira para dividir com ela os melhores (e os não tão bons!) momentos da prova. Depois de insistir um pouco, convenceu a amiga e xará Patrícia Ferreira e seu marido, Giovani, a participarem da prova.
Sem preparação alguma, as amigas não se intimidaram ao competir com os homens e mandaram ver em cima das motos! Mesmo se perdendo na trilha, mesmo levando alguns tombos (que deixaram alguns machucados!) elas não desistiram. Segundo Patrícia, um grande amigo, Xanto, as ajudou na hora que se perderam.
Ela diz que não é fácil competir ao lado dos homens, eles têm mais preparo e o mais importante: eles têm mais força! Aliás, força foi algo indispensável para a conclusão da prova. Nas outras provas de moto os maridos sempre estão juntos para ajudar se preciso, para levantar a moto, diferente do enduro, em que elas tiveram que contar com a ajuda (e com a sorte!) de alguém que estava passando.
"É fantástico ter mulheres participando do enduro. Sempre que eu vejo uma falando nisso eu já coloco pilha para participar com a gente. As equipes são de até 20 pessoas. Quem sabe na próxima tenha uma equipe só de mulheres?", diz Patrícia.
Todo o pessoal que participou do Enduro de Verão era parceiro, as ajudavam quando elas tinham dificuldades durante a prova. O marido de Patrícia já tinha avisado que o enduro é bem diferente das pistas, que nunca se sabe o que vem pela frente, que tem que andar em pé pra enxergar o próximo obstáculo. "Meu marido me deixou bem consciente quanto à dificuldade da prova", comentou. No seu primeiro tombo, a moto caiu em cima dela, mas mesmo assim a força de continuar a prova foi maior. Depois Patrícia caiu e a moto foi sendo arrastada, arrebentando o cabo do acelerador. Quando ela pensou que a prova pra ela tinha acabado ali mesmo, Giovani, marido de sua amiga Patrícia apareceu e trocou de moto com ela. "O Giovani veio acelerando a minha moto no dedo, imagina se eu ia conseguir fazer isso?", conta Patrícia.
Casada e mãe de duas meninas, Patrícia consegue conciliar perfeitamente a paixão pelo motociclismo e os momentos com a família. Quando vai para a pista ou para as trilhas, sempre leva as duas filhas junto. A paixão pelo esporte já está presente no sangue das gurias, que ganharam uma motinho cada uma para acompanhar de perto a mãe. "As minhas filhas são muito metidas, sempre querem competir, sempre voltam esfoladas. Elas estão sempre gritando e torcendo por mim. Elas realmente gostam disso, o que facilita minha dedicação para o esporte" comenta.
Muito vaidosa, Patrícia brinca quando perguntamos como ela faz para cuidar-se: "Nossa, a gente volta toda roxa, toda esfolada. Eu não agüentava nem passar a mão no meu cabelo, estava todo sujo, cheio de pó! Eu ainda tenho mania de andar com a boca aberta. Aí tu já viu né? Engoli um monte de poeira! Mas vale a pena, depois é só tomar um banho e passar um creme no corpo e no cabelo e partir pra outra".
O momento mais difícil é o que Patrícia considera como o melhor: a travessia do rio. O rio era cheio de pedras, só ficava o banco e o tanque da moto para fora d'água, segundo ela. "Nós entalamos no rio! Os guris passavam e a gente ficava pensando se nenhum ia parar e nos ajudar. De repente apareceu um e nos ajudou. Naquela hora eu nem sabia se ria ou se chorava, nem tinha mais forças", disse.
Todo o pessoal já estava chegando e nada das duas amigas. Gregório já estava preocupado com a mulher, pensando se tinha acontecido alguma coisa. Quando viu a cara do marido a esperando, Patrícia viu que valeu a pena, pois ele foi um grande incentivador. Todo mundo deu os parabéns para a dupla, parabéns pela coragem e pela força de vontade de acabar a prova. Assim que acabaram a prova, as duas amigas voltaram ao rio para tomar um banho e comemorar.
Para encerrar, Patrícia gostaria de agradecer a marido por todo o apoio que ele sempre deu. Agradecer ao Copetti que a incentivou a fazer a prova, ao amigo Xanto que as ajudou quando precisaram e aos amigos Patrícia e Giovani, pois sem eles ela não teria feito a prova.
Equipe INEMA
Fonte:
Patrícia Fuhr Cidade:
Osório-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Daniela Silveira Farias Date: 05/02/2007
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