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Urubici Total de Bike-Carnaval 2007

Nos dias 17,18 e 19 de fevereiro aconteceu a 17ª Edição do Urubici Total de Bike, um pedal realizado na cidade de Urubici/SC, o qual Paula Cristinne Nunes participou relatando-nos sua experiência.

Como acontece a 17 anos seguidos, este ano tivemos o prazer de participar da 17ª Edição do Urubici Total de Bike, um pedal realizado na cidade de Urubici/SC, no feriado de Carnaval. Todos eles sempre organizados pelo Boos.

Urubici além de ser considerada a cidade das hortaliças, é também conhecida por ter o ponto mais alto de Santa Catarina, o Morro da Igreja, com seus 1.822m de altitude.

Como da última vez que participamos, alguns ciclistas já fazem a viagem pedalando e outros vão de carro até a cidade, participando das pedaladas somente no sábado, domingo e segunda-feira. Foi o caso do nosso grupo (Bike 100 Limites) que contou com a presença do Marcos Luciano (''fotógrafo oficial''), Denílson, Adélcio, e o casal Neco e Paula.
As saídas estavam previstas sempre para às 9h da manhã, apesar de sempre sairmos um pouquinho depois do horário marcado. Tudo dentro do normal.

No sábado (17/02) o percurso foi o Morro do Parapente, um trajeto de bastante empurra-empurra, com pessegueiros e ameixeiras que faziam as paradas no caminho serem obrigatórias. Chegando no topo do morro se tem uma bela visão de toda a cidade. A descida foi numa trilha passando por dentro de uma fazenda. Diferente da última vez que retornamos pelo mesmo caminho.

Logo em seguida nos dirigimos para a Cachoeira do Avencal, do outro lado da cidade. O caminho de início é uma estrada estreita, e logo vira uma trilha. Largamos as bikes e tivemos que seguir a pé, pois para se ter acesso a ela, é preciso seguir por um caminho cheio de pedras. Linda e muito alta. Realmente é de encher os olhos quando nos deparamos com ela a nossa frente. A natureza nos presenteia com imagens maravilhosas.

Em seguida, para encerrar com a programação do primeiro dia, seguimos para o Observatório do Campestre, conhecido como a Pedra Furada II (já que a Pedra Furada fica no Morro da Igreja). Na minha opinião, essa foi sem sombra de dúvida a paisagem mais linda de todo o passeio. Logo na chegada da Fazenda Morro da Cruz se vê no alto a Pedra Furada II. Se de longe ela já é majestosa, de perto é muito mais que isso.

A subida é bem forte, tanto que num determinado ponto resolvemos esconder as bikes em alguns arbustos e seguimos a pé até o topo. Lá de cima o que se vê é de tirar o fôlego. O vale de Urubici é deslumbrante. A imagem do rio Canoas cortando o todo o vale nos fazia pensar estar olhando para um cartão postal. Ficamos algum tempo curtindo o visual e tirando fotos. Depois descemos e nos dirigimos para a cidade novamente.

Antes de encerrar o pedal nesse dia, demos uma parada estratégica numa plantação de maçãs para vermos de perto a colheita. Colhemos algumas para nós, com a devida permissão do proprietário, e retornamos ao centro da cidade, encerrando o nosso primeiro dia de pedal.

No domingo (18/02) o roteiro seria o famoso Morro da Igreja e Pedra Furada, onde se encontra do Cindacta. São 17 Km de subida. Haja fôlego e pernas! O dia amanheceu nublado, mas ainda sem sinal de chuva. Seguimos animados, pois para alguns dos participantes seria a primeira vez que subiriam pedalando o tão comentado morro.

Alguns já sumiram na frente, como foi o caso do Denílson, enquanto nós quatro e outros amigos, seguíamos devagar para garantir a chegada. Na metade do trajeto começou a chover. Concordamos que entre um sol de rachar e uma chuva refrescante, a chuva com certeza estaria sendo mais viável para a subida. Conforme íamos pedalando e subindo, a chuva também foi ficando mais forte.

Nesse momento alguns que haviam chegado ao topo já estavam descendo e passavam ''voando'' por nós. Dentre os primeiros a descer, apareceu o Denílson. Brincando, o convidamos a subir novamente para nos acompanhar. E não é que ele topou? E lá veio ele para fazer novamente mais uns 7 ou 8Km de subida.

Chuva forte, cerração mais ainda, chegamos no Cindacta pelas 13h45min. Conforme íamos chegando no portão da área militar, também fazíamos nossa festa particular, parabenizando cada um pelo desafio vencido. Até o sanduíche encharcado de água estava apetitoso, pelo fato de estarmos lá em cima.

Com a chuva e vento forte, o frio começou a judiar. Como estamos em pleno verão, não imaginamos que poderia ficar tão frio, e por isso alguns não estavam com agasalhos suficientes. Com os dedos já ficando duros e os dentes começando a bater, descemos os 17 Km abaixo de chuva, vento e neblina forte.

Apesar do tempo fechado e a pouca visibilidade em toda subida, o trajeto teve sua a beleza. Uma cena bem diferente do que esperávamos, mas não menos gratificante e bela.

Já na estrada de retorno ao centro da cidade, paramos numa casa colonial onde nos servimos de café quente, chimarrão e alguns goles de Dreyer. Tudo com o objetivo de esquentar o corpo, claro. Depois de um bom e longo papo com os proprietários do comércio, encerramos o pedal visitando outro ponto turístico, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes.

O pedal em Urubici ainda previa o terceiro dia de passeio, mas em virtude do mau tempo, chuva e frio, acabamos retornando a Blumenau na segunda-feira.
Alguns amigos ainda continuaram em Urubici, mas soubemos que retornaram no dia seguinte, também em decorrência do tempo.

Valeu galera! Até a 18ª Edição.

Paula Cristinne S. Fornari Nunes
Bike 100 Limites - Blumenau/SC.

Fonte: Paula Cristinne S. Fornari Nunes
Cidade: Urubici-SC
Fotos: Marcos Luciano
Publicado: Kenia Almeida Ferraz
DATA: 26/02/2007 <%insert_data_here%>

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