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Confira o relato da viagem de bicicleta à Pinhal, realizada em 25 de fevereiro de 2007, por Marly Maravalhas e Rodrigo Hart.
No último dia 25 de fevereiro, aproveitando a melhora do tempo, já que a previsão era de chuva, resolvemos de última hora fazer um pedal para o litoral, aproveitando o final de temporada.
Com o objetivo de tomar um banho de mar e fugir do calor úmido que sucede os dias de chuva, saímos pela RS 040 com destino inicial de chegar em Tramandaí ou Cidreira, mas como o tempo era curto, optamos por ficar em Pinhal, primeira praia para quem vai de Porto Alegre para o litoral por Viamão.
Nossa saída se deu pouco antes do meio dia, saindo da Avenida Ipiranga na altura do Jardim Botânico, em Porto Alegre, passando pelas avenidas Cristiano Fischer e Bento Gonçalves, que na seqüência, dão acesso à RS 040.
Mesmo nos trechos iniciais, mais ondulados, seguimos em ritmo leve, passando por diversos bairros até o centro de Viamão, sem grandes problemas com trânsito, considerando que esses pontos são normalmente movimentados nos demais dias da semana e em ocasiões de ida e volta das praias. Por ser um domingo, como de fato se confirmou, o movimento se concentrava na pista oposta e este sim, chegou a ser um problema, como relataremos abaixo.
Logo que passamos o centro de Viamão, seguiu-se a maior descida (para quem vai) do trajeto, que nos aguardaria no dia seguinte com um calor senegalês, no retorno. E como tudo que sobe, desce e vice-versa...
Mas voltando à ida, seguimos pedalando até realizar nossa primeira parada no pedágio de Viamão, onde pegamos uma água gelada e descansamos alguns minutos. Seguimos viagem, aproveitando o fraco movimento para rodar de forma tranqüila, tendo cuidado apenas com os veículos maiores que nos obrigavam a descer para o acostamento, ora bom, ora bem acidentado.
Seguimos assim até os 76 km de viagem. E conforme íamos nos aproximando e as horas passando, crescia o trânsito no sentido oposto, formado por filas de carros cada vez maiores. Com isso, a imprudência foi se revelando na forma de ultrapassagens cada vez mais ousadas, para vencer as longas filas de carros. Com isso, várias vezes fomos obrigados a sair da pista, pois os motoristas chegavam ao ponto de rodar no extremo da pista oposta, sem considerar que éramos parte do trânsito.
Nesse trecho, que citamos acima, faltavam mais ou menos 35 km para chegarmos e paramos em um posto de gasolina em Capivari do Sul, onde fizemos um lanche com iogurte, cereais e compramos algumas rapaduras, além de abastecer as caramanholas.
Por volta de 17h, chegamos ao Túnel Verde, um dos trechos mais bonitos da viagem, onde aproveitamos para bater fotos e fazer alongamentos. Pouco depois, passávamos pelo entroncamento que dá acesso à Cidreira, entrando nos limites de Pinhal. Nos úlltimos 40 km de viagem, pegamos vento contra, um pouco incômodo, mas nada grave, esse trecho final tornou-se mais ameno. O crescente movimento continuava a incomodar, justamente pelas ultrapassagens, mesmo em trechos proibidos ou com velocidade controlada.
Aliás, analisando o comportamento de significativa parcela dos motoristas que viajam para o litoral, descobriremos que se tratam de pessoas acostumadas a circular basicamente pela capital e região metropolitana e não têm muita vivência do comportamento seguro em uma estrada, sem contar que o convívio litorâneo em épocas de férias e o calor sempre dão ensejo a uma cervejinha a mais...
Por volta de 106 km, a paisagem mudava e começamos a avistar casas e várias dunas à esquerda da pista, mas já ansiosos pelo mar. Paramos para pedir informação sobre um local para pernoitar e seguimos. Chegamos na beira mar ainda com sol, após 112 km rodados e média 19 km/h em pouco mais de seis horas. Depois de um tempo na praia com direito a um banho de mar, assistimos ao show da banda Acústicos e Valvulados, que se apresentou no início da noite. Após, seguimos em busca de um local para descansar.
A cidade conta com algumas pousadas, mas a maioria se destina a receber as famílias que viajam por temporadas. Por isso, nada de serviço de quarto. Precisávamos de um quarto com toalhas e roupas de cama limpas, para nos refazermos e voltar à Poa de manhã cedo. Assim, ficamos em um dos dois hotéis da cidade, que são bem simples, mas para quem estava só de passagem era o suficiente.
Continua...
Fonte:
Marly Maravalhas Gomes Cidade:
Pinhal-RS-Brasil Fotos: Marly Maravalhas Gomes Publicado: Renata Machado Date: 13/03/2007
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