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Do dia 27 de janeiro a 14 de fevereiro de 2007, o casal Tatiane Kremer, pilotando uma Hornet e seu marido, Luciano Kremer, numa BMW R1100GS foram até o sul do Chile. Eles contaram a equipe INEMA como foi essa maravilhosa aventura.
Arrumamos nossa barraca e fomos ao centro da cidade, procurar uma das agências que organizam trekkings ao cume do vulcão. Encontramos uma empresa super organizada, na avenida principal, que nos explicou todo o roteiro. Combinamos o horário para o dia seguinte. Não precisaria nem dizer que a janta quase não desceu e dormir então... Ficamos super ansiosos. Às 6h da manhã estávamos prontos e nos dirigimos ao local combinado, onde o grupo, formado por 15 turistas e dois guias se encontrou. No grupo, além de nós, havia outro brasileiro, de São Paulo, quatro americanos, dois alemães e os demais eram chilenos.
Subimos por quarenta minutos com a van até o ponto inicial do trekking, aos pés do grande vulcão. O céu estava bem azul, o que garantiu belíssimas fotos. Até 1.400 metros sobe-se de teleférico. Daí em diante é uma longa caminhada de quase 3 horas sobre a neve, que vai se transformando aos poucos em uma escalada na montanha. Ao longo do caminho há cinco pausas para descanso, onde aproveitamos para tomar água e comer frutas, cereais, sanduíches... Sobe-se em fila indiana, onde o primeiro guia "faz a frente" e todos os outros devem pisar na pegada deixada pelo colega anterior. O problema é que alguns escorregavam no gelo, destruindo a pegada. Então era necessário criar um novo rastro, sempre cravando o "grifo" (espécie de bengala pontiaguda de metal) a cada passada. A fila vai subindo pelo vulcão em ziguezague, pois o terreno vai ficando cada vez mais vertical. O segundo guia fica por último na fila e acompanha as pessoas com dificuldade na subida.
Até o terceiro ponto de descanso parece tudo tranqüilo, só que daí em diante a subida começa a ficar cada vez mais íngreme, a neve fofinha vira gelo duro, o que não permite uma passada firme e a sensação de escorregar é bem freqüente. A temperatura muda bruscamente, o vento aumenta, o ar fica mais escasso. São 2.840 metros de altitude. Mas todo o esforço vale a pena. A sensação de vitória, de espiar a lava borbulhando nas entranhas do vulcão é única. Esquece-se todo o cansaço. Lá do alto, a vista é maravilhosa. As cidades de Villarrica e Pucón, com o lago Villarrica à direita e os vulcões Lanin e Quetrupilán à esquerda.
A descida do vulcão é em grande estilo: escorregando. O guia nos instruiu a colocar o que ele chamou de "pampers", uma espécie de fraldão de lona, presa ao corpo sobre as grossas calças de escalada. Nos deslocamos até a primeira canaleta de gelo e daí em diante foi só diversão. O vulcão Villarrica virou um tobogã gigante. Escorregávamos sentados por 50, 100 metros e quando o embalo terminava, lá estava o guia para nos levar até o outro ponto de descida. Foram aproximadamente uma hora e meia assim. Divertidíssimo!!! Depois, mais 30 minutos de caminhada sobre os pedregulhos vulcânicos até onde a van estava nos esperando para levar de volta à Pucón. Valeu o dia! Retornamos ao camping por volta às 17 horas, super cansados, mas de alma lavada.
Continua...
Fonte:
Luciano Kremer Cidade:
Sapucaia do Sul-RS-Brasil Fotos: Luciano Kremer Publicado: Renata Machado Date: 14/03/2007
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