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Do dia 27 de janeiro a 14 de fevereiro de 2007, o casal Tatiane Kremer, pilotando uma Hornet e seu marido, Luciano Kremer, numa BMW R1100GS foram até o sul do Chile. Eles contaram a equipe INEMA como foi essa maravilhosa aventura.
No dia seguinte, levantamos acampamento e deixamos Pucón para trás, em direção à Puerto Varas. Meu coração apertava cada vez que, olhando pelo retrovisor, percebia o vulcão Villarrica ficar menor. Chegamos a Puerto Varas no final da tarde, com o céu azul e o vulcão Osorno imponente. Estacionamos as motos na beira do lago LLanquihue e tiramos muitas fotos, com o vulcão ao fundo. Foi a nossa sorte: nos dois dias seguintes o tempo nublou e não era mais possível enxergar o vulcão na sua totalidade.
Arrumamos uma hospedagem super aconchegante, de frente para o lago e os vulcões. Esta opção de acomodação é bem mais em conta e existe muito no Chile e na Argentina. É um pouco mais caro que ficar em camping e muito mais barato que ficar em hotel. Puerto Varas, assim como outras cidades da região, tem forte colonização alemã. A igreja local, um dos símbolos da cidade, foi reformada a pouco tempo, com auxílio do governo alemão. Além do vulcão Osorno, há outros dois vulcões próximos, o Calbulco e o Pontiagudo. Ao redor do Lago LLanquihue existem várias cidadezinhas, uma mais charmosa que a outra: Puerto Octay, LLanquihue, Ensenada, Frutillar... E há o Parque Nacional Vicente Perez Rosales, onde se visitam os Saltos Del Rio Petrohue.
Fizemos a volta no lago, passando por todas as cidades e conhecemos os saltos: passeio imperdível. Várias trilhas e passarelas nos levam à beira do rio, com suas inúmeras quedas d'água de uma cor esmeralda. O tempo estava fechado. Se não fosse por isso o cartão postal estaria completo pela presença do vulcão Osorno sobre o rio. Mas não ficamos chateados por causa disso, pois estes lugares merecem várias visitas. Breve voltaremos! Das cidades que abraçam o lago, nos apaixonamos por Frutillar. Foi onde sentimos mais forte a colonização alemã: casas de madeira coloridas, jardins floridos com gramas bem aparadas, muitos bancos de frente para o lago e o vulcão. Frutillar parece aquelas cidadezinhas das histórias infantis, com tortas esfriando nas janelas. A respeito disso, em cada esquina há um quiosque onde vendem-se tortas variadas, conservas, cucas, tudo feito em casa. Se você está de dieta é bom não ir para lá!
Aproveitamos aqueles bancos de frente para o lago para tirar dos baús das motos nosso companheiro de jornada: o chimarrão. É incrível como um hábito como este chama tanto a atenção: muitas pessoas, locais e turistas, vinham conversar conosco a respeito desta bebida. Para acompanhar o "chima", uma cuca de framboesa! Puerto Varas foi nossa "cidade base" no sul do Chile. Como encontramos um bom local de pernoite, de P. Varas saíamos para nossos passeios. Foi assim para dar a volta no lago, para conhecer os Saltos de Petrohue e para conhecer Puerto Montt. Pela ruta 215 rumamos à divisa Chile x Argentina. O caminho é lindo e as aduanas são descomplicadas. Passa-se por dentro de dois parques nacionais, um chileno (Puyehue) e um argentino (Nahuel Huapi), por Villa La Angostura e à medida que vamos nos aproximando de Bariloche, os lagos vão se revelando. Um verdadeiro show da natureza. Tiramos mais de uma centena de fotos, a cada curva, uma nova paisagem. Deve-se passar por aí sem pressa. Entendi então o dito... "El que se apura en la Patagonia pierde su tiempo".
Aproveitamos bem nossa estadia na famosa cidade Argentina. Fizemos um passeio de teleférico ao Cerro Otto, onde fica a famosa confeitaria giratória. A base é fixa e as mesas giram sobre um anel que a cada 20 minutos completa uma volta. Quando você senta, está de frente para a cordilheira e em poucos minutos sua visão é do lago Nahuel Huapi e de Bariloche. É um passeio muito bacana! Mas o passeio que não esqueceremos é o passeio ao Cerro Tronador. Ele fica a 90 km de Bariloche, em direção a El Bolson. São 45 km de asfalto e 45 km de um rípio que vai ficando bem ruim à medida que sobe as montanhas, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi.
No Cerro Tronador, há um glaciar negro, não tão grande como os de El Calafate, mas bem peculiar quanto à sua coloração. É conhecido como "Ventisqueiro Negro". O nome "Tronador" deve-se ao ruído produzido pelas avalanches que constantemente ocorrem junto ao Ventisqueiro. É um espetáculo! E a cereja no bolo foi o vôo de dois condores sobre nós enquanto a montanha "tronava".
Continua...
Fonte:
Luciano Kremer Cidade:
Sapucaia do Sul-RS-Brasil Fotos: Luciano Kremer Publicado: Renata Machado Date: 14/03/2007
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