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Os amigos Jonas Padoin Chielle, 27 anos e Ricardo Gorski de 28 realizaram uma viagem de moto até o Rio de Janeiro. A saída foi no dia 29 de janeiro e a chegada, 20 de fevereiro de 2007. Confira como foi essa incrível aventura!
Esse é um resumo rápido de uma viagem de muitas emoções e principalmente uma maneira de quebrar paradigmas! Fomos ao RJ entre dois e em duas motos, uma NX4 Falcon e uma Yamaha Fazer 250. Digo a vocês, a maior dificuldade é vencer a pressão que parentes, familiares e conhecidos, que ficam manifestando opiniões contrárias a tal realização.
Contamos com o apoio de vários amigos dos quais não temos nenhum vínculo de sangue e essas são as pessoas que fazem a diferença nas jornadas mais difíceis durante a vida. Algumas vezes, nem um pai ajudaria tanto um filho quanto um verdadeiro amigo de fé. Tanto que meu companheiro de viagem, Ricardo, era uma cara que eu nem conhecia até poucos meses atrás, mas dentre vários consultados incluindo amigos de longa data, ele foi o único a aceitar tal desafio. Ir ao Rio de Janeiro de moto!
Equipamos as motos com baú, Alforge, pára-brisa e muitos extensores para amarrar barracas e sacos de dormir, pois não sabíamos exatamente onde iríamos pernoitar. Na madrugada do dia 29 de janeiro encontramos uma chuva intensa na saída, a fim de testar nossa persistência em realizar a viagem, mas existia um motivador, na noite anterior falamos com nosso amigo Pepe, que estava em Florianópolis e nos daria abrigo ao chegar em Floripa. Tivemos um fator bom nisso, viajar durante a semana. O movimento era bem menor, mas mesmo assim o pior trecho em toda a viagem é do Rio Grande do Sul a Floripa ainda mais com chuva! É o único lugar com pista simples em todo o percurso e obras por todo o caminho.
Confesso, realmente um trecho muito perigoso. A chegada em Floripa foi uma glória, comemorada com uma praia, um bom churrasco e pela maravilhosa receptividade e companhia de nosso amigo Pepe. Por incrível que pareça, lá em Floripa a chuva parou! A saída de lá foi tentadora, o dia seguinte estava com um sol maravilhoso e a vontade ficar era imensa, mas temos que seguir. De Floripa pra cima, é tudo diferente, pista dupla (às vezes tripla!) o tempo todo, estrada boa e velocidade limite de 110 km. Estrada realmente muito bonita, principalmente subindo a serra após Joinville.
Chegando em Curitiba/PR, fomos até o centro da cidade para conhecer umas das capitais mais organizadas do Brasil, e é de fato. Saindo de Curitiba no outro dia pela manhã encontramos após a cidade de Registro em SP, um trecho muito ruim de estrada, comparado ao trecho do RS, mas em menor extensão. Muitos buracos e alguns trechos com pista simples com movimento intenso, a grande glória, é que os caminhoneiros daquele trecho ajudam muito o tráfego permitindo a passagem dos veículos mais rápidos com facilidade, outra mentalidade em comparação aos que encontramos no restante do trecho. Pegamos um pouco de chuva no caminho, mas nada comparado ao Sul.
Chegando em São Paulo-capital, entramos dentro da cidade para conhecer como funciona a maior cidade da América Latina e ficamos na casa do Fabiano. Fomos recepcionados pela Ana Paula, que trabalha na casa dele, com uma salada Árabe e uma comida simplesmente espetacular! Conversamos muito tempo com o Fabiano e conhecemos a avó dele que esbanja vitalidade e disposição. Toda a gratidão é pouca para explicar como fomos bem recebidos por essas pessoas. Saindo de lá, cedo da manhã o outro dia, ou último trecho e o mais esperado: São Paulo - Rio de Janeiro.
Continua...
Fonte:
Jonas Padoin Chielle Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Jonas Padoin Chielle Publicado: Renata Machado Date: 28/03/2007
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