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Aconteceu no dia 18 de março de 2007 o Audax em Ijuí, em Ijuí/RS. Luiz Faccin marcou presença no evento. Ele contou a equipe INEMA como foi!
Dia 17 de março
Este audax com certeza seria diferente, um Audax novo, organizador estreante, trajeto desconhecido e também porque pela primeira vez a minha família estaria viajando comigo para um Audax. Desta vez teria torcida organizada? A ida a Ijui foi tranqüila, apesar das perdidas. Depois da vistoria fomos ao hotel para um banho e retorno para o Briefing.
No briefing logo percebi a preocupação do pessoal com o atendimento e a segurança na prova e também o que foi a marca registrada do evento, os sorvetes IGLU. Tinha sorvete no briefing. Depois fomos para uma casa de massas onde estávamos em uma grande família, eu e a minha, Carlos, Silvia e Manoela, Omar, Bagatini e Milton. Não foi por acaso que lembrei de quando fui para a Bahia, pois a massa demorou uma eternidade de quase 2 horas para ser servida. Se não fosse o sorvete do Briefing e a conversa com o grupo, acho que teria dormido ali mesmo. O atraso nos fez dormir tarde para quem tinha que acordar às 4 horas.
Dia 18 de março
Na madrugada peguei uma carona com o Milton e Carlos até o local da largada. Estava com saudade daquela movimentação e arrumações antes de largar em um audax. Me senti até importante quando fui entrevistado pela RBS TV local. Largada com neblina a chuvisqueiro e o evento prometia ser tranqüilo com aproximadamente 40 participantes. Como sempre eu estava lá "liderando" a prova entre os primeiros, mas sem intenção de melhorar tempo ou bater algum recorde. Pedalar, curtir a paisagem e melhorar o condicionamento que não estava dos melhores devido ao pouco tempo para pedalar.
No escuro e com neblina não havia como ter noção exata do tamanho das subidas e decidas por onde estávamos cruzando. O dia clareou e ainda com neblina e um frio eu estava pedalando no segundo pelotão com o Roberto Trevisan, Rubens Galdolfi e mais alguns ciclistas locais. O ritmo era bom, mas caia muito a subir e aumentava muito na decida. A descer eu ficava para trás e a subir ultrapassava a todos do grupo, mantendo um ritmo melhor, mas sem forçar muito. Se quisesse poderia ter alcançado o primeiro grupo em uma das subidas mais longas, ma não via motivo.
Chegamos no primeiro PC quando o primeiro grupo estava saindo. Banana, água e sorvete. Aproveitei para deixar o corta vento no pc para poder passar frio logo em seguida com o retorno da neblina. O esquema continuava o mesmo, eu na frente na subida a atrás na decida. Eu e o Rubens íamos brincando com as trocas de posições. O Roberto furou um pneu e parei para esperar por aproximadamente 10 minutos, comi uma barra de cereal, alonguei, caminhei. O frio passou, a neblina acabou e seguimos. O asfalto estava áspero e com pequenos desníveis que faziam a bike trepidar. O uso de pneus 700 x35C estava me favorecendo. Algumas subidas maiores antes de Santo Augusto e a distancia minha em relação aos demais do trio aumento e perdi-os de vista. Resolvi seguir sozinho e no meu ritmo e nas subidas mantinha um bom ritmo e a descer economizava energia. A carta de rota não tinha as distancias e eu só cuidava da mediano ciclo computador. Pedalava cada vez mais rápido e a média aumentou sendo que a única preocupação era seguir. O clima perfeito, sem vento, sem sol e estrada sem movimento. O Audax chegou onde é o seu lugar, nas estradas calmas do interior.
Quando encontrava alguém cumprimentava e sempre recebia um sonoro Bom Dia! Andar sozinho me fez bem. Nas pedaladas de longa distancia às vezes é mais importante estar motivado do que treinado. Quando estava no km 94 cruzei com o primeiro ciclista que já estava retornando em um ritmo apressado com sua mtb. Alcancei um ciclista solitário que estava sofrendo para seguir com a sua mtb de pneus 26x2.35. Ele seguiu comigo por algum tempo, mas acabou ficando em alguma subida.
Continua...
Fonte:
Faccin Bicicletas Ltda Cidade:
Ijuí-RS-Brasil Fotos: Faccin Bicicletas Ltda Publicado: Renata Machado Date: 30/03/2007
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