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No dia 27 de novembro de 2005, Jorge Cainelli e alguns amigos pegaram suas motos e seguiram para o Machu Pichu. Acompanhe no INEMA a aventura!Parte II.
No Chile tudo parece funcionar bem, tanto é que, ao viajamos contemplando a paisagem cruzamos um desfiladeiro e de surpresa, aos nossos pés, despontou o Oceano Pacífico e, ao largo, a cidade de Antofagasta, porto estratégico do Chile.
Findo o deserto, logo abaixo no altiplano, despontou majestoso o Oceano Pacífico. De um lado a aridez, do outro, a alegria de visualizar água, mesmo salgada. Seguimos de Antofagasta para Iquique, zona franca do Chile, aonde pernoitamos.
Seguimos, no dia seguinte, para Arequipa, distante 781 km de Iquique, num dos passeios mais lindos do mundo. Costeamos a cordilheira dos Andes do nosso lado direito (íamos ao sentido sul-norte), nos brindando com o árido do deserto e do lado esquerdo a paisagem deslumbrante do Oceano Pacífico a nossos pés.
Cruzamos a fronteia Chile-Peru no dia 01 de novembro de 2005, chegando à cidade de Nasca-Peru após percorrer 596 km desde Arequipa-Chile. Na cidade de Nasca alugamos um avião e fizemos um vôo panorâmico para ver as linhas de Nasca, um passeio fantástico onde não se consegue entender como as linhas foram traçadas com tamanha perfeição. Até parece que um ser superior comandou o desenho destas linhas.
No dia seguinte seguimos até Lima, capital do Peru, distante 488 de Nasca. Em Lima, já instalados, fomos visitar a praça de armas, ou seja, o centro histórico da cidade, onde se encontra a sede do governo, a assembléia legislativa e a catedral - construções estas que datam da época dos espanhóis, do ano 1500.
Passamos dois dias na capital, e aproveitamos para sacar a roda dianteira de minha moto e soldá-la por dentro, o que resolveu definitivamente o meu problema com a roda. Na última noite em Lima aproveitamos para comer num restaurante típico, onde nos deliciamos com uma entrada de frutos do mar.
No dia seguinte, 04/11, iniciamos nossa viagem até Machupichu, contudo, em torno do meio dia, o Darta e o Clair começaram a passar mal. Uma intoxicação alimentar. E o mais engraçado que eu e Gotardo não tivemos nada. Cada pouco uma parada para o Darta vomitar e Clair para ir ao banheiro. Percorridos 632 km, Lima/Puquio, tivemos que interromper nossa viagem já que o Darta e o Clair estavam muito mal na travessia dos Andes Peruanos.
Chegamos a Puquio (um povoado muito pobre, sem hotéis e restaurantes adequados) e eles foram direto para o hospital (não tinha água no hospital) tomar soro. Gotardo e eu nos hospedamos em um quarto de hotel onde não cabia nem as malas (e elas são bem pequenas).
Nosso jantar foi à luz de velas num bar que, em condições normais, nem entraríamos. Comemos um frango que desceu atravessado já que tínhamos medo de contrair uma intoxicação alimentar como nossos amigos, tamanha era a precariedade da higiene no local. O que fazer? Tínhamos fome!!!
No dia seguinte, 05/11, com nossos companheiros restabelecidos, reiniciamos nossa viagem a caminho de Cusco, quando por volta das 10h45min da manhã numa reta, nosso companheiro Darta se acidentou.
Permanecemos um dia na cidade, tempo suficiente para que o Darta recebesse os primeiros socorros e pudéssemos providenciar a sua transferência para um hospital já que o local onde ele se encontrava instalado tinha péssimas condições. Diante das condições de higiene do local, a infecção hospitalar podia tornar ainda mais dramática o quadro de nosso companheiro.
Continua...
Fonte:
Jorge Cainelli Cidade:
Peru-EX-Peru Fotos: Gotardo Tieppo Publicado: Daniela Silveira Farias Date: 12/04/2007
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