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No dia 27 de novembro de 2005, Jorge Cainelli e alguns amigos pegaram suas motos e seguiram para o Machu Pichu. Acompanhe no INEMA a aventura!Parte III.
No dia seguinte, 06/11, iniciamos nossa viagem até Cusco, distante 214 km de Abancay. Seguimos na frente e o Darta, de ambulância, seguiu após.
Fomos conhecer Machupichu. Embarcamos no trem que leva até esta cidade no dia 07/11. Pegamos um trem que fazia o trajeto Cusco/Águas Calientes, e no km 104, descemos no meio da selva para fazer o Caminho Inca. Iniciamos uma caminhada de 14 km pela montanha, atravessando desfiladeiros, passando por caminhos traçados pelos Incas. No meio da caminhada pudemos observar as construções e o estilo de vida dos Incas.
Subimos uns 600 metros de nosso ponto inicial e, ao atravessar um portal de pedras, aos nossos pés surgiu a cidade perdida dos incas, Machupichu. Nossa emoção foi indescritível, naquela altura, distante de tudo, como poderia uma civilização se desenvolver? A cidade está intacta, quase todas as casas estão de pé, os templos guardam as mesmas características da época. Tiramos uma série de fotos do alto, deixando para o dia seguinte a visita propriamente dita da cidade. Fomos de ônibus, para a cidade de Águas Calientes, local onde passamos a noite. Antes, porém, desfrutamos de um prolongado banho nas águas termais que brotam no local.
No dia seguinte, 08/11, visitamos a cidade de Machupichu, tiramos uma série de fotos e pudemos constatar o trabalho impressionante dos incas no manejo com as pedras. O encaixe das pedras nas construções é de uma perfeição que impressiona. Como eles puderam erigir tais monumentos se eles não conheciam o ferro? Encerramos nosso passeio e prontamente providenciamos nosso retorno para Cusco.
O traslado só veio no dia 11/11, data do aniversário do Darta. Saímos de Cusco no dia 11/11, ao meio dia, e chegamos a Puno distante 409 km de Cusco, no mesmo dia. Puno está localizada às margens do Lago Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, localizado entre as fronteiras do Peru e da Bolívia, a 3.812 metros de altura.
Passamos a noite em Puno e no dia seguinte, contornando o Lago Titicaca, fizemos a fronteira com a Bolívia chegando a cidade de Copacabana, onde almoçamos uma truta na grelha a beira do lago. Pernoitamos na capital da Bolívia, La Paz, em 12/11, distante 328 km de Puno. Visitamos o centro histórico da cidade de La Paz, conhecemos o Palácio do Governo e a Sede do Legislativo.
No dia seguinte, depois de passarmos umas 4 horas desviando de micro-ônibus nas ruas de La Paz, seguimos em direção a fronteira com o Chile, objetivávamos alcançar Iquique. Andados 300 km paramos para fazer a alfândega, tudo corria bem com a minha moto, estava tranqüilo, a roda dianteira estava em perfeito estado. Documentação em dia, ingressamos no Chile, contudo notei que a moto não fazia mais curvas normalmente..... daí veio o desespero.... será que o conserto da roda havia cedido? Parei para averiguar e levei um susto, tinha cortado o pneu dianteiro! Tentamos de todas as formas consertar, mas o buraco era muito grande. A solução encontrada foi colocar a moto num caminhão e seguir até Arica. Assim foi feito, colocamos a moto num caminhão cegonheiro, eu segui com o motorista. Gotardo e Clair seguiam na frente.
Chegamos a Arica/Chile, distante 552 km de La Paz, por volta das 21h00min horas do dia 13/11. Era um domingo e tivemos sorte em encontrar um borracheiro aberto aquela hora. Mais uma vez sacamos a roda dianteira, foi feito um remendo no pneu e no dia seguinte, 14/11, seguimos viagem até Iquique, distante 378 km de Arica.
No trajeto o calor do asfalto fez com que o remendo do pneu dianteiro se deslocasse para fora, baixamos, então a velocidade e rezamos a Deus para que pudéssemos chegar a Iquique já que no trajeto, no meio do deserto, não existia uma viva alma. Iquique é uma zona franca do Chile, assim foi fácil conseguir um pneu novo.
No dia seguinte, 15/11, iniciamos nossa viagem de regresso. Viajamos uns 300 km até chegarmos a maior mina de cobre a céu aberto do mundo, Chuquitamata. Encerrada a visita alcançamos nosso destino, a cidade de Susques/Argentina, distante 802 km de Iquique. Pernoitamos em Susques, em pleno deserto do Atacama, a 4.170 metros de altura.
À noite, o Clair passou mal, não conseguindo respirar em função da altitude. Por pouco não tivemos que iniciar a descida da cordilheira às 2 horas da manhã. Felizmente o Clair agüentou bem e assim pudemos no dia 16/11, dormir na cidade de Sans Pena/Argentina, distante 1.201 km de Susques.
No dia 17/11 nos prontificamos a dormir no Brasil. Escolhemos a cidade de Passo Fundo para dormir na nossa última noite de viagem. Depois de percorrer 1030 km chegamos a Passo Fundo, local onde pudemos, felizmente, comer o fruto da terra, carne.
O trajeto Passo Fundo / Bento, 200 km, foi realizado sem maiores dificuldades, foram 4 horas de viagem que permitiram uma reflexão acerca da extensão de nossa jornada.
Foram mais de 11.500 km de estrada, paisagens indescritíveis; culturas e costumes diversos dos nossos, cidades que são pura história, momentos angustiantes como o acidente do Darta e a minha incrível marca: sacar, por quatro vezes a roda dianteira, comprar dois pneus no curso da viagem (uma façanha).
Mas, no somatório, só coisa boa, o que nos leva a gostar/sonhar ainda mais com a próxima aventura (enviar as motos a Lima, e ir para o Equador, Colômbia, Venezuela e Guianas). Os fatos estão vivos em nossas memórias, e, felizmente, nós fizemos parte destes fatos.
Fonte:
Jorge Cainelli Cidade:
Peru-EX-Peru Fotos: Gotardo Tieppo Publicado: Daniela Silveira Farias Date: 12/04/2007
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