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Tradicional passeio ciclístico de Porto Alegre/RS, a Ida ao Suco já faz parte do calendário do pessoal que pedala. Confira mais sobre o passeio no texto enviado por Marly Maravalhas Gomes!
Ir ao suco! Esta é uma expressão comum entre os ciclistas de Porto Alegre. A maioria das pessoas que participa de passeios pela cidade já deve ter ouvido essa expressão, mesmo sem entender muito bem seu significado. Para quem não é do meio, pode soar um tanto sem sentido e é um tanto comum ouvir a pergunta "O que é mesmo ir ate o suco"?
No meio ciclístico, é um dos mais tradicionais passeios, uma espécie de prova de fogo, onde o ciclista que está iniciando mostra que está habilitado a percorrer uma distãncia um pouco maior, aventurando-se pelas estradas da Zona Sul da Capital, onde ainda perdura aquela impressão que estamos em algum lugar do interior, deixando o movimento intenso e barulhento da vida urbana um pouco de lado. Para os mais experientes, é um bom roteiro para se fazer quando não se tem muito tempo e deseja-se fazer um programa mais atrativo, que misture um bom pedal à possibilidade de saborear um bom suco ou mesmo frutas e produtos coloniais de boa qualidade a baixos preços.
O suco mais tradicional (mais antigo e mesmo mais conhecido) é a tenda situada na estrada Edgar Pires de Castro, mais ou menos 6 km após o acesso à Restinga e 26 kms do centro da cidade. Conhecida por alguns como "Tenda do Kiko", trata-se de uma construção simples, que oferece aos finais de semana Café Campeiro e almoço com churrasco, mesclando um comércio de frutas e produtos coloniais e uma tenda de sucos de todos os sabores e pastéis feitos na hora.
Mais recentemente, nasceu a segunda alternativa para quem busca um bom suco feito na hora. Por um preço baixo é possível tomar uma jarra que rende vários copos de ótimo suco de frutas da época ou mesmo saboreá-las in-natura, na tenda da Dona Neiva. Esta, situada há mais ou menos 2 kms do primeiro, na mesma estrada, conta com uma estrutura bem mais simples, mas que devido ao ótimo atendimento, torna até mais gostoso o passeio, já que é
possível tomar suco à beira da estrada, geralmente calma (exceto no verão) sob uma agradável sombra.
E como "todos os caminhos levam ao Pai", existem muitas estradas e roteiros que podem ser feitos para quem deseja "ir ao suco". O mais simples é seguir a Av. Cavalhada sempre em frente, passando pela Juca Batista e logo a seguir, entrando na Edgar Pires de Castro. Caminhos alternativos por asfalto e mesmo estradas de chão podem ser feitos, passando pelos bairros Ipanema, Serraria e Belém Novo, de modo que "ir ao suco" quase nunca é o mesmo
passeio, motivo pelo qual é um dos preferidos dos ciclistas de Porto Alegre.
Para os que gostam de um pedal mais forte e distâncias maiores, as duas tendas ficam a caminho da Reserva de Itapuã, sendo geralmente ponto de parada para repor as energias para os quase 30 km de pedal, tanto na ida como na volta. Sobre o suco da Dona Neiva, gostaria de dizer que no último Natal, passamos por lá e conhecemos o casal, que por sinal, atende muito na tranqüilidade!
Depois do suco, de uma mistura que eu inventei na hora e ficou ótima, fiquei de olho nos delicados tomatinhos, uns muito pequeninos e doces... Já o meu parceiro de pedal atacou de bandeijinhas de frutinhas da época.
Por sugestão da Dona Neiva, fomos no Lami Park Porto Alegre, que fica bem defronte a tenda, mais para uma rápida visita ao WC. Mas, no final, acabamos visitando os hóspedes mais importantes daquele dia: dois leões e uma leoa, adultos, bem sonolentos. Mas na volta fizemos mais uma parada na banca de frutas e suco da Dona Neiva, já que eu queria trazer os tomatinhos cerise, mais conhecidos como tomates cereja. Bem legal a dica...
Valeu, e para quem puder, recomendo que visitem o local nesse verão. Por fim, desabou o céu numa chuva de hora e meia, da qual fizemos bom uso do coberto da barraquinha até passar o toró todo. Mas, chuvas de verão vem e vão...
Fonte:
Marly Maravalhas Gomes Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: Marly Maravalhas Gomes Publicado: Daniela Silveira Farias DATA: 27/04/2007
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