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Equilíbrio acirra a competição no Festival de Balonismo de Torres. O dia amanheceu praticamente sem vento neste domingo (29) em Torres (RS).
Então, a organização do 19º Festival Internacional de Balonismo resolveu realizar duas provas pela manhã. Resultado: a competição realmente começou com 13 dos 32 pilotos separados apenas por mil pontos (o escore do vencedor de uma prova). "A moçada quer vencer, ser campeão em Torres hoje tem conseqüências internacionais", explica Bruno Schwartz, diretor-presidente da Air Show, empresa organizadora do evento em Torres desde 1989.
Como a prova de sexta-feira teve que ser cancelada e os ventos de sábado não permitiram manobras radicais, Schwartz resolveu aproveitar a quantidade fixa de combustível fornecida pela Ultragaz para aumentar o número de provas. "Essa competitividade muda um pouco o perfil 'turístico' do Festival aqui em Torres e é bom, porque o desempenho dos pilotos melhora e, futuramente, serão cada vez mais pilotos querendo vir disputar aqui", diz Schwartz, já pensando na festa dos 20 anos, em 2008.
Pilotos mais focados na competição, sinônimo de menos "caronas" nos balões. É comum, em momentos mais descontraídos, os pilotos levarem junto jornalistas ou convidados durante os vôos. Preocupados com a competição, porém, a partir de ontem (28), a maioria deles passou a recusar sistematicamente os "caronas". "Na prova de Fly In, quando eu me preparava para jogar a marca no alvo, a pessoa que vinha comigo fez um movimento brusco, bati com o joelho no cilindro de gás e, só por isso, tenho a convicção de que deixei de zerar (acertar "na mosca") a prova", explicava o campeão brasileiro Fábio Passos, que ficou com o terceiro lugar, mas ganhou a prova seguinte e foi almoçar como líder da competição.
Para ser ter uma idéia do crescimento técnico das provas de sábado para domingo, é só fazer a comparação. No Fly In (pilotos sobem há mais de dois quilômetros do Parque e vêm navegando para um arremesso no alvo) realizado sábado, apenas cinco pilotos conseguiram entrar na área da competição para arremessar suas marcar rumo ao alvo. Ventava no sentido do mar para a serra. Domingo, com o vento no sentido inverso, da serra para o mar, 27 pilotos conseguiram arremessar a marca e sete deles ficaram a menos de dois metros do alvo. Na prova "Caça Raposa" (o balão-raposa levanta com cinco minutos de vantagem e os outros têm que alcançá-lo depois) realizada sábado, nenhum competidor conseguiu chegar até a "raposa". Já no domingo, 16 balões alcançaram o balão-raposa e, conseqüentemente, pontuaram.
"Ainda é impossível prever quem será o campeão", garante Schwartz, "porque há um grande equilíbrio entre muitos competidores. E mais seis provas a serem realizadas". Esse equilíbrio também tem reflexos no público presente ao Parque de Exposições Odilo Webber Rodrigues, em Torres. A vibração e o número de visitantes vêm aumentando a cada prova, mesmo as que começam às 7h da manhã. Entusiasmado com as condições do tempo em geral e, em especial, com as 20 mil pessoas presentes no início da noite de sábado para ver a apresentação do Night Glow (balões iluminados na arena), o prefeito João Carlos Machado manifestava a convicção de que o público, somados os cinco dias do evento, ultrapassará a marca de 150 mil pessoas.
Fonte:
Pública Agência de Comunicação Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 30/04/2007
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