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Aconteceu de 27 de abril a 1º de maio de 2007, a 19ª edição do Festival Internacional de Balonismo, em Torres/RS. Veja na matéria as provas que compõe o balonismo.
Ao participar de um campeonato ou mesmo de um Festival de Balonismo, os pilotos enfrentam uma série de provas, onde é possível aos balonistas demonstrar todos os seus conhecimentos e a intimidade com o esporte. As provas geralmente são de precisão, quando um alvo deve ser atingido, seja no chão ou suspenso no alto de um mastro.
Uma das provas bastante conhecida é caça-raposa. Um dos balões é escolhido para ser Balão Raposa, ele decola antes dos concorrentes, que depois de cerca de 10 minutos, tentam seguí-lo e pousar o mais próximo possível do balão raposa. O vencedor será aquele que pousar mais próximo do balão.
A prova do alvo declarado é uma prova de perícia e precisão dos pilotos. Todos os pilotos recebem um mapa da região em que se realiza o campeonato com vários alvos assinalados. Estes alvos podem ser pontes, viadutos, passagens de nível, etc. Partindo de um ponto qualquer, distante pelo menos três quilômetros do alvo escolhido, os pilotos decolam carregando suas marcas (fitas com um saco de areia em uma das extremidades). Quando estiver sobrevoando o alvo, o piloto joga a sua marca. Vence quem chegar mais próximo do alvo.
Outra prova realizada no Balonismo é cotovelo, na qual os balões decolam do local do evento, depois de alguns minutos jogam suas marcas e, tentando sair da linha imaginária, jogam outra marca. Vence quem formar o menor ângulo entre o local de subida e as duas marcas. Fly in, com os balões decolando de fora da área do campeonato, tentando jogar suas marcas o mais próximo de um alvo delimitado dentro da área. A Distância Máxima e Distância Mínima, em um tempo pré determinado, os pilotos voam e jogam suas marcas. Corrida até uma Linha, escolhe-se um local e os balões voam em sua direção, vencendo quem fizer o percurso em menor tempo.
A prova do mastro, disputada com mais entusiasmo pelos pilotos, tanto pela dificuldade de vencê-la, quanto pelos grandes prêmios oferecidos. Nesta prova é colocada, por exemplo, a chave de um carro dentro de uma sacola, ou reproduzida em papel num tamanho razoavelmente grande, que será afixada no alto de um mastro. Todos os concorrentes decolam de uma distância de no mínimo três quilômetros do local do mastro e o objetivo é, em meio ao vôo, apanhar a chave com as mãos. Ganhará o carro aquele que conseguir pegar a chave. Segundo os pilotos mais experientes, a chance de se conseguir realizar esta tarefa é de apenas 1%, tanto é que, em alguns campeonatos, é oferecido um segundo prêmio para aquele piloto que mais se aproximar do mastro.
Nenhum outro esporte no mundo pode se orgulhar de ser um sonho real compartilhado por milhares de crianças que uma vez adultas não conseguem escapar da idéia de voar em um Balão ou olhar para eles maravilhados.
Foi preciso esperar os anos 60 para assistir ao ressurgimento do Balonismo Moderno, fruto da guerra do Vietnã.
Um capitão pára-quedista, do exército americano, conseguiu durante a guerra, salvar-se de uma morte quase certa, seus homens que freqüentemente aterrizavam na selva, em meio do regresso, apoiando um maçarico na base do pára-quedas, esses homens conseguiram enchendo a parte interna como um Balão, voar alguns minutos a mais, descendo nos rios ou clareiras, forte desta experiência e no regresso ao país, o Capitão Ed Yost construiu seu próprio Balão, iniciando esta nova era do Balonismo no mundo.
Fonte:
Debora Americo da Silva Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: INEMA Publicado: Daniela Silveira Farias Date: 04/05/2007
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