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Aconteceu em Torres/RS o 19º Festival Internacional de Balonismo, de 27 de abril a 1º de maio. Saiba como é a pilotagem dos balões.
Lembrando o fato de que o ar quente é mais leve que o ar frio, os balões funcionam no mesmo princípio dos pequenos similares de São João, enchidos com ar frio, através de um grande ventilador e depois aquecido por um maçarico, que é alimentado por gases que compõem o gás de cozinha. As diferenças entre eles são: ao invés da tocha, existe um maçarico; e, no lugar do papel, é um tecido especial em nylon rip-stop, antiinflamável.
Para fazer o Balão subir, aciona-se o maçarico que, por sua vez, aquece o ar. O vôo dos Balões é controlado através do maçarico, que ligando e desligando, o piloto pode controlar com precisão a altitude. Entretanto, quem define a direção a tomar não é o piloto e sim o vento, que, nas diferentes alturas das diversas correntes, define o rumo dos Balões, que podem voar até 16 mil metros de altura ou a alguns centímetros do chão. Segundo os Balonistas, a melhor altitude para se voar é 330 metros e o vento ideal é de 12 nós por hora, o que dá uma velocidade máxima de 24 km/h.
O Balão é movido pelas correntes de vento, jamais podendo ir contra as mesmas por não ter propulsão própria. Porém, o controle de subida e descida é quase total, fazendo com que o balão decole e pouse em áreas onde outras aeronaves normalmente não conseguiram. E é através deste controle, para subir e descer, que o piloto procura a corrente de vento mais apropriada, correntes essas que variam bastante de direção, principalmente mais próximo do solo, onde sofrem influências do relevo e da geografia, como morros, vales, rios, florestas, etc. Outro fator que influencia na variação das correntes é o horário. Geralmente ao amanhecer e no final da tarde, as correntes são mais suaves e, por isso, são horários escolhidos para vôos de Balão.
Essas correntes suaves ao amanhecer e no final da tarde se devem ao fato de que nesses horários o ar ainda, ou já, não está mais aquecido pelo sol. Nas praias, as correntes também mudam dependendo do horário. Por exemplo: de noite, quando a terra está mais fria que o mar, a brisa vai da terra para o mar, enquanto de dia, quando a terra está mais quente que o mar, a brisa sopra do mar para a terra.
A autonomia de um vôo é de duas horas e meia, já que um balão leva, normalmente, 80 quilos de gás e consome em torno de 25 a 30 quilos por hora.
No topo do balão, existe uma espécie de alçapão, chamado de pára-quedas, que é mantido fechado pela pressão interna do ar. Quando se deseja descer mais rápido, ou então no pouso, puxa-se um cabo que faz com que o pára-quedas desça um pouco, deixando escapar ar quente e, com isso, fazendo o balão descer. Mantendo-se o cabo puxado, desinfla-se o balão no pouso, fazendo com que ele murche e deite, quando então é enrolado para ser guardado na bolsa.
Fonte:
R&A Comunicação Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Daniela Silveira Farias Date: 04/05/2007
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