Dia 20 de fevereiro - 8º dia
Foi bom termos deixado para fazer este trecho até Ushuaia durante o dia, pois a estrada é muito bonita, com picos com neve e diversos belvederes. Paramos para fotos varias vezes. Chegamos em Ushuaia e fomos para o almoço. Entramos no primeiro restaurante que dizia servir centoja e pedimos. Veio um prato que parecia frango desfiado com molho de tomate. O gosto era bom, mas não foi aquilo tudo que estávamos esperando.
À tarde, o Diego queria fazer a manutenção nos carros, troca de óleo e estas coisas assim. A Pajero continuava perdendo água e estava começando a esquentar. Os meninos foram num mecânico recomendado pela revenda da Mit em Ushuaia. Ele não quis só trocar o óleo como queríamos, disse que tinha que fazer uma revisão completa, apertou uns parafusos e cobrou por isso. Na Pajero ele achou um problema sério e disse que demoraria 15 dias para resolver, pois precisaria encomendar uma junta de Buenos Ayres. Não acreditamos muito.
Fizemos compras no mercado e para comemorar a primeira semana de viagem, fizemos uma noite de frios e vinhos no camping. A alegria só não foi completa pela dúvida sobre o que estava acontecendo com a Pajero.
Dia 21 de fevereiro de 2007 - 9º Dia
Na quarta feira começamos o dia procurando resolver o problema da Pajero. Acabamos procurando auxilio na revenda da Toyota. Lá confirmaram rapidamente o mesmo diagnostico, mas nos recomendaram outro mecânico. Ele confirmou novamente a impressão dos outros mecânicos, mas disse que com dois dias de trabalho e com a peça resolveria o problema. Telefonamos até para o mecânico no Brasil, que recomendou uma serie de testes para confirmar o diagnostico. Tudo feito, só restou nos conformarmos. Era isso mesmo, teríamos que ficar alguns dias a mais em Ushuaia.
Neste dia descobrimos nosso restaurante favorito em Ushuaia: o Che Potito!Na entrada foi um pouco assustador, alguns não queriam nem ficar, mas tinha bastante gente e diversos avisos de proibido fumar sugeriam que o Che em tamanho real e a grande quantidade de coisas penduradas por todos os lugares e as paredes pichadas eram só decoração. Estávamos com fome e tinha lugar para 6. A primeira surpresa foi o pão da entrada: o primeiro pão macio e quente que nos serviram. A comida também estava deliciosa. Nos dividimos entre umas ''truchas'' cor de salmão e bife argentino: meio quilo de pura carne. Tudo muito bem preparado e acompanhado da cerveja local: Beagle em copos tamanho família.
Depois do almoço, voltamos para encomendar a peça e descobrimos que tínhamos perdido muito tempo: o pedido tinha que ser pago no banco, que tinha fechado às 3 da tarde. Só no dia seguinte para encomendar. Neste momento fizemos a bobagem de ligar para o seguro. O seguro só oferecia guincho para Buenos Aires e passagem de volta. A Ju tentou negociar uma estadia por conta do seguro em um hotel e a Ju e o Claudinho perderam a tarde toda ligando a cada quinze minutos por que eles não estavam conseguindo hotel com vagas. A gota d'água foi quando deram o nome e endereço do hotel. Ao chegarmos lá, não só não havia nenhuma reserva, como o hotel estava lotado. Aí desistimos do seguro. Fomos ate a oficina (aqui eles chamam de Taller e oficina quer dizer escritório), rebocamos a Pajero até o camping, tiramos a barraca do teto e instalamos no chão. Pelo menos onde dormir estava resolvido!
Enquanto a Ju e o Claudinho ficaram pendurados no telefone o resto do grupo foi ao Museu do presídio. Tudo muito organizado, com direito a folder em português e desconto para turistas do Mercosul. Impressionante imaginar os prisioneiros em sistema semi-aberto numa época em que Ushuaia era realmente um fim de Mundo.
Fonte:
Fabiane Lopes de La Vega Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Fabiane Lopes de La Vega
Publicado: Gabriela Aile Fernandes da Silva
Date: 15/05/2007
<%insert_data_here%>