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Moto Viagem ao Chile - Parte 6

Os Motociclistas João Carlos Comin e Evandro Cademartori realizaram, entre os dias 05 a 20 de janeiro de 2007, uma moto viagem, percorrendo 7.417,5 km entre os Países: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Confira o diário de viagem!

DÉCIMO QUINTO DIA (19/01/2007) - Sexta-feira

Na chegada do dia anterior em Bariloche, havia procurado uma revenda de motos para tratar da substituição do óleo do motor da Strom, pois estava rodando com o óleo mineral, não indicado. Pela manhã fui procurado pelo mecânico Jesus Perez, indicado pela revenda Honda, para efetuar a troca. Solicitei a ele que antes de levar a moto para a oficina, comprássemos o filtro e o óleo sintético, pois caso não encontrássemos o óleo e o filtro, tentaria conseguir na próxima cidade, pois até então tinha rodado somente 1.229 km, com o óleo mineral.

Encontramos com facilidade o filtro do óleo para motos Suzuki de 750 a 1000cc e comprei o óleo Moto4XT TECH 100% sintético da ELF importado da França. A partir daí estava tranqüilo, pois iria rodar com o óleo especificado pela fabricante Suzuki e também como forma de retribuição a minha fiel companheira de viagem que até então tinha me proporcionado momentos inesquecíveis.

Enquanto eu providenciava a manutenção da moto, meu companheiro foi até o aeroclube de Bariloche, fazer um vôo panorâmico sobre a cidade e a Cordilheira. Acabamos saindo após a uma hora da tarde iniciando uma viagem de 1.695km em direção a capital Buenos Aires.

Nossa previsão era pernoitar na cidade de Neuquem, distante 443 km de Bariloche. A Ruta 237 até a localidade de Piedra Del Aguilla é muito linda, de um lado o Rio Limay com suas corredeiras de águas azul calipso cristalinas serpenteando as montanhas e do outro montanhas exuberantes da pré-cordilheira salpicadas de pinheiros. Havia nesta estrada uma vegetação rasteira com uma flor que exalava um perfume maravilhoso que parecia que tinha derramado perfume dentro do capacete. A partir de Piedra del Aguila, enfrentamos novamente as planícies desertas com paisagem monótonas, e o pior, começamos a enfrentar os efeitos do vento patagônio.

Este vento é muito forte e golpeia a moto lateralmente com rajadas que desequilibram o motociclista, todo o cuidado é pouco. Principalmente nas curvas da estrada e nas ultrapassagens. Este vento tem origem no Atlântico Sul e sua intensidade é sentida em toda região da Patagônia Argentina, que vai de Rio Colorado até o Ushuaia. Paramos para abastecer em Piedra del Aguila e depois em uma cidade chamada de Picuun Leufú. Nesta cidade almoçamos bem tarde e combinamos uma parada mais longa para que pudéssemos nos recuperar dos efeitos do vento.

Chegamos à cidade de Neuquem entre o fim da tarde e começo da noite, e conseguimos hospedagem no Hotel Cristal, localizado na avenida principal.

Confesso que mais uma vez fui surpreendido, esta cidade é de porte grande com 400.000 habitantes, com avenidas largas e arborizadas, muito limpa e com gente alegre e educada.

Após o ritual de banho e troca de roupas de pilotar por bermuda e camiseta, sai para uma caminhada, pois a cidade me pareceu muito tranqüila e segura. De fato esta impressão se confirmou. Estava com fome e escolhi um restaurante, entre os inúmeros localizados no bairro gastronômico, chamado Tratoria La Nonna Francesca. Fiquei encantado com a qualidade da comida e com o atendimento dos garçons. Escolhi de entrada jamon cru com palmitos, uma delicia, e para completar massa a putanhesca, uma massa larga feita em casa com um farto molho vermelho com azeitonas gregas e anchovas, este prato foi o segundo colocado até este dia de viagem.

Após a janta, continuei minha caminhada e fui mais uma vez surpreendido, estava sendo realizada a semana cultural de Neuquem, com vários espetáculos sendo realizados ao ar livre na avenida principal. Assisti o maior espetáculo de tango ao vivo. Em uma praça com diversos artistas, bailarinos e músicos se apresentando. Fiquei assistindo um espetáculo inesquecível, e o mais importante é que entre as apresentações, vários casais que estavam na platéia assumiam a pista dançando os tangos interpretados por uma orquestra maravilhosa. Fiquei emocionado assistindo e comprovando o patriotismo dos argentinos e a importância que os mesmos atribuem a musica típica do país. Outro fato que me chamou a atenção é a quantidade de pessoas de idade avançada curtindo as praças e as ruas da cidade.

Recomendo para quem pretende viajar de Buenos Aires para Bariloche via terrestre uma parada nesta cidade, vale a pena.

A Petrobras tem em Neuquem um centro tecnológico e de pesquisas. Valeu conhecer esta cidade, provavelmente se tivéssemos saído pela manhã de Bariloche não teríamos parado para pernoitar em Neuquem.

DÉCIMO SEXTO DIA (20/01/2007) - Sábado

Saímos de Neuquem às nove horas da manhã em direção a Bahia Blanca pela Ruta 22. Um Argentino que estava hospedado no mesmo hotel que nós em Puerto Montt, também motociclista, estava com uma Yamaha TDM 900, havia nos informado uma rota para Buenos Aires, via cidade de Santa Rosa.

Conversando com um senhor em um bar na cidade de Neuquem, que nos aconselhou a ir por Bahia Blanca, pois pelo roteiro informado pelo argentino iríamos atravessar uma zona muito deserta e com poucos postos de gasolina, e a diferença final seria de apenas trinta quilômetros.

Nos primeiros cem quilômetros até Villa Regina enfrentamos uma estrada muito movimentada e perigosa. Tivemos a infelicidade de passar por quatro acidentes, todos graves, inclusive com vitimas fatais.

Esta rodovia até Villa Regina, nos seus dois lados visualiza-se pomares de frutas e também instalações de grandes empresas exportadoras de frutas. Por este motivo o trânsito de caminhões transportando frutas é enorme. Esta estrada é chamada de Ruta de las Frutas. Fiquei impressionado com as extensões dos pomares de ameixas, pêssegos, maçãs e pêras, todos muito bem cuidados e com as árvores carregadas de frutos.

A partir de Villa Regina até Rio Colorado voltamos a enfrentar o forte vento lateral, agora com um agravante, o deslocamento de ar que os caminhões que vinham em sentido contrário ocasionavam.

Chegamos a uma localidade chamada de Choelle Choel. Combinamos tomar um mate para um breve descanso. Almoçamos em um restaurante chamado Pampa Los Molinos, ao lado da estação de serviço.

Fomos informados que o próximo abastecimento só em Bahia Blanca a quase 180 km de distância. Não entramos em Bahia Blanca, pois pretendíamos seguir em frente objetivando diminuir a distância a ser percorrida no dia seguinte até Buenos Aires. Paramos em um posto na estrada que estava sem combustível, fomos informados que a trinta quilômetros adiante tinha gasolina. Rodamos 40 Km e não achamos posto nenhum, a moto do Evandro já estava no fim da reserva. Concluindo, o Evandro teve que voltar e entrar em uma cidade chamada de Punta Alta para abastecer, consumiu mais de 50 km nesta função. Pelo menos a partir de Bahia Blanca ingressamos na famosa Ruta 3 que nos iria conduzir até Buenos Aires.

Pretendíamos ir até a cidade de Três Arroyos para pernoitar, mas já tínhamos rodado 632 km e a noite fez com que entrássemos na cidade de Coronel Dorrego. A cidade tem três hotéis e todos estavam lotados. Fomos até o hotel América no centro da cidade e conseguimos sensibilizar o proprietário, pois nossa única opção era dormir na praça ou seguir mais 195 km até a próxima cidade Três Arroyos.

O proprietário conseguiu um quarto desativado que era uma espécie de depósito, colocou um colchão no chão e nós ficamos muito faceiros. Esta cidade estava com os hotéis lotados porque a trinta quilômetros de distância está a praia Monte Hermoso, a beira do oceano Atlântico Sul. O pessoal passa o dia na praia e a noite pernoitam nos hotéis da cidade.

Coronel Dorrego é uma pequena cidade com 8.000, habitantes que vivem exclusivamente da pecuária extensiva de corte. A cidade é limpa e com toda estrutura necessária e a paz é total. À noite jantamos no próprio hotel que oferece um bom serviço de restaurante e que também é o "point" da cidade.

DÉCIMO SETIMO DIA (21/01/2007) - Domingo

Nossa próxima parada era a capital da Argentina, Buenos Aires. Seguimos pela Ruta 3 em direção a Três Arroyos. A estrada corta imensas plantações de Girassóis e pastagens. À medida que nos aproximamos da capital, o movimento de veículos aumentava exigindo mais cuidado de nossa parte. Os motoristas argentinos são classificados de pé de chumbo, pois aceleram para valer. Não é só no Brasil que eles cometem imprudências e desrespeito as normas de trânsito, no seu país muito mais. A estrada até Buenos Aires parecia interminável, mas acabamos chegando por volta das 16h. Seguimos por uma auto-estrada que nos conduziu até o centro da cidade. Ficamos hospedados no Hotel Suipacha Inn, localizado a duas quadras do obelisco, marco da capital argentina, construído em 1936, em comemoração aos 400 anos de fundação de Buenos Aires, com 65 metros de altura, no meio da Av. 9 de Julho no cruzamento com a Av.Corrientes.

Perto do hotel estão as peatonales Florida e Lavalle.

À noite fomos caminhar nos calçadões, não é para menos que Buenos Aires é considerada uma das cidades mais animadas e politizadas da América do Sul, lar do tango, da parrillada, dos agradáveis cafés, de ótimos museus, de casas que resgatam a história do país, de boas livrarias e lojas, de um povo que adora futebol, tanto quanto ou até mais que nós brasileiros.

Os calçadões, podemos considerar, é uma grande festa, com muita gente bonita, bem arrumada, muita segurança, com artistas de rua se apresentando, inclusive com espetáculos de tangos. Os restaurantes com todas as opções de comidas possíveis, com ambientes singulares, inclusive com mesas sobre a calçada, atendimento impecável com serviço de garçons de primeira.

Após a janta seguimos caminhando e visitando os shoppings e galerias. Embora estivéssemos um pouco cansados não dava vontade de voltar ao hotel. A noite estava agradável e com uma temperatura que convidava parar novamente em um bar e tomar uma cerveja.

Nesta altura da viagem, as roupas já estão sujas, amassadas, e as malas lotadas de compras e bugigangas, começa a vontade de chegar em casa.

Aproveitamos o domingo para reservar passagem, por telefone, no Buquebus, barco que faz a travessia Buenos Aires/Colônia Del Sacramento pelo Rio De La Plata. Conseguimos passagem para o barco com saída de Buenos Aires às 10 horas da manhã.

À respeito desta travessia, gostaria de transmitir algumas informações que podem ser úteis para quem pretender fazê-la. Quando escrevo sobre minhas viagens tenho como objetivo transmitir aos interessados informações, às vezes posso até estar me tornando um chato, mas infelizmente tenho este objetivo, pois leio sobre viagens realizadas por motociclistas sem este tipo de informação mais detalhada. Voltando a travessia, recomendo que cheguem com no mínimo uma hora de antecedência ao terminal de embarque. Existem basicamente quatro trâmites a serem cumpridos, todos eles com fila muito grande.

DECIMO OITAVO DIA (22/01/2007) - Segunda-Feira

Saímos do hotel às 9h, em direção ao terminal do Buquebus. O ideal era ter saído às 8h30min. Após todos os trâmites descritos no capítulo anterior, enfim entramos na barca. A capacidade desta barca é de 120 carros e 1.200 pessoas. Os carros são alojados no piso térreo. Não imaginava o luxo e a organização desta embarcação, que emprega 52 funcionários, distribuídos pelos quatro andares.

No térreo trabalham os marinheiros que cuidam da organização dos carros e o funcionamento dos motores da embarcação. No primeiro andar separados por um jardim com bancos distribuídos pelas laterais sobre um fino carpete, de um lado um conjunto de cadeiras reclináveis distribuídas em um enorme salão que serve para os passageiros dormirem ou repousarem durante a viagem. Do outro lado uma sala de jogos e uma loja (zona franca) com uma gama enorme de produtos importados. No segundo andar, também dividido por um jardim, um restaurante que serve diversos tipos de comidas. Do outro lado um bar com cafeteria, onde são servidos lanches, estes dois andares podem ser alcançados através de dois elevadores panorâmicos. Todo o andar dispõe de banheiros amplos e muito limpos.

No ultimo andar, ou terraço, uma ampla área ao ar livre com heliponto, diversos bancos para sentar, e um bar servindo todos os tipos de bebidas. Muitas pessoas aproveitam a viagem para banho de sol.

O tempo de duração da viagem é de três horas aproximadamente para vencer os 98 km de distância de uma margem a outra. Vale a pena utilizar os serviços desta embarcação. O preço por moto foi de 140 pesos argentinos.

Chegamos a Colônia del Sacramento por volta das 16h, horário uruguaio para quem não sabe, Colônia é a cidade mais antiga do Uruguai. Foi fundada pelos Portugueses em 1680 e até hoje mantém vivas e fortes as marcas de sua origem. A arquitetura colonial que restou caracteriza uma fisionomia distinta e única no país, ruas estreitas, calçadas com pedras e iluminadas por antigos lampiões, casas cobertas com telhas de barro e decoradas com tradicionais azulejos lusitanos, que testemunharam uma história de mais de 300 anos.

Resumindo Colônia é a típica cidade que merece uma visita, de preferência de uns três dias para curtir a noite nos bares e restaurantes e durante o dia passear e visitar os seis museus muito interessantes.

Eu pessoalmente já estive duas vezes em Colônia e não haveria porque eu pernoitar. Conduzi meu amigo Evandro até um hotel conhecido e a partir daí nos separamos. O Evandro ficaria para conhecer Colônia e no outro dia iria em direção a Rivera, eu seguiria viagem em direção a Montevideo.

Passei em uma casa de cambio e troquei alguns dólares por pesos uruguaios. Segui viagem pela Ruta 1 que após os sessenta quilômetros iniciais se transforma em uma auto-estrada até Montevideo, desembocando na famosa rambla que costeia o rio de La Plata. Esta rambla estava muito movimentada devido ao período de veraneio, demorei muito tempo para atravessar até a saída em direção a Punta Del Leste. Em Atlântida contornei o viaduto que passa por cima da Ruta 1 e fui até o encontro da Ruta 8 em direção a Minas.

Cheguei em Solis de Mataojo onde parei para um abastecimento e tomar uma água, até então não tinha programado ainda em qual cidade iria pernoitar. O fim de tarde e o início de noite estavam muito agradáveis e a estrada ótima, a moto deslizava serenamente pela Ruta. Eu não sentia vontade de parar de rodar, estava curtindo muito a brisa fresca que começava soprar devido à proximidade da noite e as paisagens compostas de coxilhas e campos povoados de ovelhas.

Primeiramente pensei em pernoitar em Minas, mas senti vontade de continuar, agora já estava pilotando durante a noite, resolvi então que ficaria em Mariscala. Parei na entrada da cidade e me informei sobre hotel, o único estava localizado a beira da rodovia e seu aspecto não era nada bom. Resolvi então seguir viagem até a cidade de Trinta y Três, minha velha conhecida e parar no hotel Trinta y Três .

Cheguei na cidade por volta das 22h30min e fui direto ao hotel. Para minha surpresa o restaurante do hotel estava em reforma. Convém salientar que o restaurante do hotel 33 é excelente com um cardápio variado e um filé de peixe em la plancha muito saboroso. O proprietário, meu conhecido, me levou para ver as obras. O salão do restaurante será ampliado e com uma parte envidraçada ou panorâmica, onde será instalada a churrasqueira.

Fique surpreso com a decadência da cidade, há alguns anos atrás a cidade dispunha de diversos restaurantes com parrilladas e outras opções, hoje está tudo mudado. Faço votos que o hotel inaugure logo as novas instalações. Terminei comendo em um bar muito sujo, um assado de tiras com uma salada de alface. Após a janta dei uma caminhada pela rua principal e fui descansar.

DÉCIMO NONO DIA (23/01/2007) - Terça-feira

Neste dia aproveitei para dormir um pouco mais, pois iria rodar somente 116 km. A estrada de 33, a Melo, minha velha conhecida (Ruta 8), não apresentava alguma novidade a não ser a tranqüilidade de uma rodovia totalmente deserta, com muitas curvas com subidas e descidas. Cheguei a Melo e fui direto a Provision, de Juan, meu amigo. Sempre que chego a Melo sem avisar é uma festa, em minutos, Juan começou a avisar o pessoal sobre minha chegada e em seguida começaram a chegar os amigos.

A provision do Juan sempre foi um ponto de encontro do pessoal, no fim da tarde se reúnem vários amigos para conversar, e muitos ficam até a meia-noite. Fomos almoçar no restaurante Fornos, para mim o melhor de Melo, localizado na rua principal. Já sabia que Juan não deixaria eu seguir viagem e fez questão que eu ficasse hospedado em seu apartamento.

À tarde aproveitei para fazer a primeira sesteada da viagem após 19 dias rodando. Dormi como um rei até as 18h. No fim da tarde aproveitei para dar uma caminhada pelo centro. Melo é uma cidade que me transmite uma tranqüilidade especial, e adoro caminhar admirando as casas antigas com suas enormes portas bem conservadas pelos proprietários.

À noite fomos jantar e conversar sobre minha viagem, que para eles era uma surpresa.

VIGESSIMO DIA (24/01/2007) - Quarta-feira

Sai de Melo por volta da 8h, com um tempo nublado ameaçando chuva, pois o calor que estava fazendo em Melo era insuportável. Em Rio Branco estava passando pela ultima Aduana da viagem (sexta fronteira). Não poderia passar por Rio Branco sem comprar queijos, os queijos uruguaios são excelentes.

Passei por Jaguarão e segui viagem pela BR 116 até Pelotas, este trecho parece interminável, uma reta cansativa e depois de Arroio Grande, parece não ter fim. Dei uma tocada até o Paradouro Grill, onde fiz um lanche e dei uma descansada. Estava muito perto de concluir uma viagem, que até então tinha dado tudo certo, e proporcionado um amplo conhecimento dos países visitados.

Fiz o ultimo abastecimento, de número 34 em um posto Petrobras no trevo de entrada para Tapes. Além da saudade de casa, estava também com saudades de comer um feijão preto feito a capricho. Não poderia deixar de dar minha última parada no Restaurante das Cucas, tomar uma coca-cola e comprar a lingüiça especial. Minha parada demorou um pouco, pois alguns motociclistas notaram que eu estava vindo de longe e fizeram muitas perguntas sobre a viagem.

Cheguei em Sans Souci, por volta das 16hs com uma quilometragem acumulada de 7.418km e com a sensação que estava fora de casa há muitos meses.

Ao findar esta viagem agradeço a Deus que nos protegeu 100%, ao meu amigo Evandro que foi um companheiro exemplar e ao meu mecânico da Goodzuki, o Acir que preparou a moto para a viagem e me garantiu que não iria haver qualquer problema mecânico, o que de fato não ocorreu.

Fonte: João Carlos Comin
Cidade: Melo-EX-Argentina
Fotos: João Carlos Comin
Publicado: Debora Americo da Silva
Date: 14/06/2007 <%insert_data_here%>

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  Evento 5846 - Viagem Argentina - Chile / JAN 2007

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