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Nei Maldaner na Expedição Circunavegação Antárctica 2006 relata parte do dia 18 de novembro de 2006. Cruzando o continente Antárctico, a bordo do quebra gelo Kapitan Khlebnikov. Confira o relato sobre a visita a Jungla Point Península Antárctica!
O dia 18 amanheceu incrível! As nuvens no céu pareciam um véu, fazendo um "v" a partir da montanha. O mar estava limpo também de gelo. Era ótimo ver esta claridade, na sobre ponte estava apenas eu.
Era possível ver ao redor da onde estávamos em uma baia, um porto seguro para tempos instáveis da Antártida.
Estranhei que ninguém estava na proa. Então dei uma olhada para baixo e vi que o pessoal já estava embarcando. Como não tinha tomado café nos outros dias, não vi a movimentação. Na verdade, não estavam embarcando ainda, mas estava se organizando para o embarque.
Eu estava feliz com toda aquela luz, pois conseguiria ótimas fotos e esperava ver algo novo, pois para esta parte eu achava que não tinha visto ainda em minha outra viagem.
Peguei minhas coisas e fui para o quarto andar, onde era o embarque. Em seguida já estava dentro do "zodiac", o bote inflável. Desta vez os que me acompanhavam eram praticamente todos americanos. Um profissional de fotos subaquáticas, um texano, uma senhora e sua filha. Nos afastamos do barco, e por causa da luz, a água do mar ficava bem azul, muito lindo.
Nossa guia era a bióloga Delfin. A água era tão clara que facilmente víamos as pedras, pois a profundidade não era muita. Estávamos indo para uma estação inglesa, a chamada "Porto Lockroy" e ao lado deste lugar se chamava "Jungla Point".
Quando nos aproximávamos, podíamos ver as montanhas no fundo e o pessoal em terra. Assim fizemos o "land". Ao chegar, encontramos uma colônia de pingüins. Eles tinham os olhos com um círculo branco e uma mancha na cabeça.
As pedras mais altas, já sem neve, serviam de ninho para que as fêmeas chocassem. Podíamos ver as disputas, os machos ora protegendo sua fêmea ora disputando.
O que mais gostei dos pingüins foi vê-los descer o paredão, escorregando de lado. Foi um show! Pena que não filmei, mas dá para ver a seqüência de fotos.
O casal de Londres já estava em terra e a senhora estava fazendo um desenho do lugar. E as aves estavam tentando comer os ovos dos pingüins. Fui ver os pingüins entrarem e saírem da água, os mergulhos deles são muito divertidos.
Achei diversos ossos de baleias também. Acredito que quando sair a neve, em fevereiro, deve ter muito osso de baleia por ali. Encontrei mais adiante, a Anelise, de Miame, que curtia radiante o sol. E também o pintor canadense, fazendo duas pinturas muito bonitas. Fiquei um tempo ali admirando ele pintar, ver como ele avaliava e reproduzia o lugar.
Depois encontrei mais um conjunto grande de ossos de baleia, semi-enterrado na neve e fiz uma serie de fotos.
Ali pude ver pontinhos na montanha da ilha em frente a nossa, usei o zoom e vi eram pessoas escalando aquela montanha. Lá em cima tinham dois grupos. Bah! Como eu gostaria de ter ido também, mas provavelmente eles pertenciam à outra expedição.
Logo chegou mais pessoas, da Holanda e da África do Sul, e eu voltei para o bote, achando que voltaríamos para o barco. Valeu essa saída de manhã. Vi muita coisa legal. Na saída do barco encontrei o pessoal da Austrália, da África do Sul e o casal inglês.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Antárctica - Jungla Point-EX-Antartica Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Debora Americo da Silva Date: 17/11/2006
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Escalada
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