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Iron Butt - Relato Paulo Estradeiro da Fronteira

Paulo Estradeiro da Fronteira é um dos nossos colaboradores e praticantes do Iron Butt. Aqui ele define o que é e como participar. Confira o relato!

Desde 1993, a Associação Iron Butt dos Estados Unidos vem certificando viagens de 1600 km em 24 horas. Estes desafios se originaram de uma associação de moto turistas da Califórnia - E.U.A.

São 4 categorias:

* Saddle Sore 1000 milhas - 1610 km em 24 horas. Velocidade média 80 a 100km/h.
* Saddle Sore - 2000 km em 24 horas. Velocidade média 80 a 100 km/h.
* Bun Burner Gold - 2500 km em 24 horas.
* Bun Burner - 2500 km em 36 horas. Velocidade média 100 a 120 km/h.

Devido às condições das estradas, o Bun Burner não tem condições de ser feito no Brasil. E também porque não temos auto-estradas, como os Estados Unidos.

As motos tem diferenças de odômetros. Portanto, os quilômetros são contados pelos mapas oficiais ou pelo GPS.

O primeiro passo é traçar em um mapa o roteiro. Pode ser ida e volta, desde que não seja a ida menos de 750 km. E o retorno pode ser pelo mesmo trajeto.

Escolher uma rota boa, segura para pilotar. O horário da largada fica a escolha do piloto. O início será contado a partir do primeiro abastecimento, comprovado com nota fiscal no posto de serviço. É importante também através de um formulário, pegar testemunhas de largada.

Durante o trajeto, não tem limites de reabastecimentos. Em todos os reabastecimentos você deve pegar notas fiscais, onde constem nome do piloto, quilometragem marcada no odômetro da motocicleta e assinatura do frentista no verso da nota fiscal. Também observar data e horário legível na nota fiscal.

Na chegada, também pegar testemunhas, reabastecer e tirar a nota fiscal. O horário marcado na chegada é oficialmente o final do desafio. Para efetuar esse desafio não tem mistérios. Não precisa efetuar pré-inscrição no Iron Butt.
Basta ter força e vontade, calcular tudo detalhadamente e sair.

É um desafio máquina e piloto, independente de cilindrada. A máquina em boas condições e o piloto tem que estar bem certo disso, pois não é fácil.

No nosso trajeto que foram 1,628 km percorridos em 22,30 horas, aconteceu de tudo. Mas conseguimos superar. Pior de tudo esse desafio foi o cansaço, sono, e as condições que a cada momento eram diferentes. Pegamos o frio da madrugada, desviamos de no mínimo 5 bichos na estrada, chuva na noite, sol forte, mormaços e com tudo isso mais o cansaço físico. Pois em média ficamos acordados 36 horas.

Mas para suprir tudo isso, tínhamos muitos energéticos, pastéis, barras de cereais, que realmente funcionam.

Enfim, foram 3 meses de planejamentos no papel e 22,30 horas na estrada, que sem sombra de dúvida foi a melhor parte.

O importante na realização do desafio é o cuidado do piloto em recolher as informações ao longo de sua viagem. A certificação depende de todas as notas de reabastecimentos do percurso e testemunhas, por isso a prova é bastante individual. Pode ser feita em grupo, mas o cuidado é individual.

Fonte: PAULO ESTRADEIRO DA FRONTEIRA
Cidade: Santana do Livramento-RS
Fotos: PAULO ESTRADEIRO DA FRONTEIRA
Publicado: Debora Americo da Silva
DATA: 21/06/2007 <%insert_data_here%>

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