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No dia 11 de novembro de 2006, Nei Maldaner, Diretor de Tecnologia da SISNEMA Informática realizou um sonho: conhecer a Antártica.
Aventura no continente gelado
Para Nei o continente gelado é uma das paisagens mais bonitas da Terra, e após passar dois anos na fila de espera do cruzeiro, ele conseguiu uma vaga no quebra gelo Kapitan Khlebnikov.
O Kapitan Khlebnikov foi construído na Finlândia em 1981 e não é apenas um navio reforçado contra o gelo, mas sim um quebra gelo que foi feito para velejar nos extremos cantos do planeta, conduzindo viajantes aventureiros desde 1992. Essa foi a embarcação que mais navegou em águas polares e a primeira viagem pela Antártica com passageiros aconteceu em 1996-97. O navio tem oito andares, que são os decks e em todos os andares havia saída para a parte de traz do quebra gela, o que permite uma bela visão externa. O navio oferece facilidades para os passageiros terem o máximo de conforto, com acomodações em 54 cabines e suítes de primeira classe. O Kapitan Khlebnikov comporta no máximo 112 passageiros. Dentro os serviços oferecidos pelo navio, havia um bar com bebidas importadas, conferências que eram oferecidas aos passageiros, cabines com banheiro privado, sala de rádio equipada com dois satélites diretos, sistema de telefone, faz e e-mail, duas salas de jantar, sala de estar, biblioteca, auditório, sauna, piscina coberta, sala de exercícios, enfermaria e lojas. No comando do quebra gelo estava um Capitão Russo, e junto com ele oficiais e tripulação que são considerados pelo mundo todo líderes em operar quebra gelo.
No primeiro e segundo dias Nei estava no Ushuaia, Argentina, onde aproveitou para juntamente com os colegas de aventura para fazer uma tour guiada pelo Parque Nacional da Terra do Fogo. No final da tarde embarcou no Kapitan Khlebnikov para navegar ao longo do Beagle Channel. Acompanhado por um Wandering Albatross, o grupo cruzou a Drake Passage e atravessou a Antarctic Convergence, que é uma barreria biológica onde as águas polares estão submersas a águas mornas. O grupo pôde explorar áreas de pingüins e procurar leões marinhos no mar de gelo quando alcançaram o sul das Ilhas Shetland. Ao alcançar a península Antártica no sexto dia de viagem, tiveram a oportunidade de passar pelo caminho de águas mais puro do mundo- o Lemaire Channel. Nos quatro dias que seguiram Nei conseguiu ver as baleias Minke ao passar pelo círculo Antártico no Crystal Sound. A caminho de Bellingshausen Sea, Nei esparava ansioso para chegar a uma das mais isoladas ilhas do mundo, Peter I Island. Pingüins Chinstrap, pássaros marinhos e Fulmars do sul têm a ilha como destino para a procriação. Essa é uma ilha de origem vulcânica, onde pedras vermelhas e pretas predominam. Peter I Island se localiza em um mar violento, está a 60º Sul, é uma Dependência Norueguesa e faz parte do Tratado Antártico de 1959. É provável que Nei tenha sido o único brasileiro a pisar em Peter I Island, ou Peter I Oy.
Em busca de aventura, o grupo arrumou as malas para seguir em direção ao Amundsen Sea. Essa rota se deu ao longo do Getz Ice Shelf e a inexplorada Phanton Coast. O itinerário dos aventureiros dependia das condições locais. Empolgados, conversavam muito durante o acesso a Ross Ice Shelf. Enquanto isso o KK navegava entre as longas milhas de iceberg que iam se quebrando diante da barreira gelada. A Ross Island é parte da montanha Transantartica Range que divide o continente geograficamente em leste e oeste. A McMurdo, casa de pesquisa norte Americana tem a ilha como base para a sua casa. Após visitarem a Scott Base, estação na Nova Zelândia, o objetivo era alcançar Ernest Shackleton e a cabana de Cape Royds, que foi construída em 1907-09 e agora é usada por milhares de Adélie Pinguins. Além dos vôos de helicóptero, Nei visitou raras regiões da Antártica: o espetacular Dry Valleys, onde o solo é composto por liquens sob pedras devido ao fato de que precipitações não caíram por milhares de anos. Ao desembarcar no deserto, ele achou fantástico as incomuns formações formadas pelos ventos e as montanhas glaciais coloridas por areias e pedras.
A expedição de descoberta do Scott partiu para Terra Nova Bay, localizada entre Cape Washington e Drygalski Ice Tongue, uma extensão glacial que encurtou após a colisão com um enorme iceberg em abril de 2005. Os 12,000 ft Admiralty Range é um atordoado atalho para chegar em Cape Adare, onde é o lar de milhares de pingüins Adélie Pinguins e é a maior colônia do mundo. Focando na diversa vida selvagem das ilhas subantarticas da Nova Zelândia o grupo navegou para Perseverance Harbor e durante o desembarque na estação meteorológica os aventureiros puderam ver o Royal Albatross do cume.
Nos três últimos dias Nei caminhou em Enderby Island e alerta que lá é possível encontrar ameaçados leões marinhos da Nova Zelândia, ilusórios pingüins de olho amarelo, ninhos em Royal Albatross, e na ilha há distintas florestas, Parakeets vermelhas. Durante o último dia em alto mar, o especialista que estava bordo do navio revisou alguns pontos da vida selvagem e aventuras encontradas na praia. Na última manhã da tão sonhada aventura de Nei, o grupo partiu no Kapitan Khlebnikov e se transferiu para o aeroporto de Christchurch, de onde voaram para Auckland.
Nei ficou em uma cabine no oitavo andar do navio, e ficou sozinho no quarto. No início ele notou que precisava estudar mais inglês, para entender melhor as palestras e instruções dadas no quebra gelo. Então decidiu estudar uma hora por dia, com o auxílio de um dicionário eletrônico que tinha no seu notebook e alguns cd's. Mesmo sendo verão no continente gelado, as temperaturas ficavam na casa dos zero graus. Na maior parte do tempo ventada muito e tudo estava congelado. Nessa região há a ausência de período noturno, o máximo que ocorre é ficar um pouco escuro por alguns minutos e é possível acompanhar toda a trajetória do sol. Segundo Nei, algumas das paisagens mais lindas presenciadas foi acompanhar o degelo de forma esculturas impressionantes.
Seus grande objetivos através dessa viagem eram cruzar o continente Antártico, admirar a natureza através do pingüins, focas e baleias e visitar estações históricas. Para ele, navegar essas 5 mil milhas foi viver uma das suas mais emocionantes aventuras. Em meio a neve ele fez descobertas, brincou e tirou muitas fotos. Registrar cada momento vivido era algo que não poderia faltar. A bordo do navio Nei tirou mais de 20 mil fotos, que registraram desde momentos com os amigos de aventura até cenas inusitadas de pingüins, gelo e muita água que compõe o cenário magnífico. Segundo ele o céu muda a todo o instante, as cores aparecem e desaparecem o tempo todo.
Para conseguir fazer esse arquivo de fotos de uma das suas melhores viagens, Nei levou consigo um Notebook Toshiba M500 com gravador de DVD, 100 DVD's, 2 HD USB de 250 Gb cada um, câmeras fotográficas digitais,
flash, várias lentes, câmera de vídeo digital, celular IMATE PS5, carregador de pilhas AAA/AA, adaptadores de energia, telefone voip USB, cabos rede e USB, entre muitos outros equipamentos.
Quando decidiu realizar esse sonho, Nei sabia dos perigos e do desafio que o esperava. A integração dos viajantes foi fundamental para que a viagem se tornasse ainda mais especial. Ali foi formada uma família que durante um mês dividiu suas histórias, sua cultura e sua paixão por fotografia. Cada pessoa tinha a sua cultura, seu idioma, suas vontades, mas o objetivo era o mesmo: aproveitar as maravilhas do continente gelado e da natureza. A bordo do quebra gelo havia gente da China, da África do Sul, do Japão, do Canadá e dos Estados Unidos. Nei era o único aventureiro da América Latina.
A sensação de descoberta aliada ao sentimento de liberdade fez com que o continente gelado se tornasse um lugar inesquecível para Nei Maldaner. De todos os fatos e lugares vistos, o que mais impressionou Nei foi o fato de ficar 25 dias sem ver a noite. Quando questionado sobre como é um lugar tão deserto, tão calmo, Nei responde "o nada é magnífico". Certamente, essa viagem foi inesquecível, e a cada foto e vídeo assistido, Nei lembrará daquele fantástico um mês de descobertas.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Península Antárctica-EX-Antartica Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Nei Eugenio Maldaner Date: 11/11/2006
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