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Pedal Estrada da Graciosa, Morretes e Ilha do Mel

Nos dias 16 e 17 de junho de 2007, os ciclistas do Bike 100 Limites, de Blumenau, realizaram um pedal na Serra da Graciosa, Morretes e Ilha do Mel no Paraná. Confira!

Eram 06h05 quando chegamos à rodoviária e já encontramos o De Paula e a Morita aguardando. A saída de Blumenau se deu com poucos minutos de atraso, ocasionado por um problema bastante preocupante: o motorista informando que as nossas bikes não caberiam. O porta malas de trás já estava cheio com as bikes do pessoal de Brusque e Gaspar.

Faltavam ainda o embarque das nossas 4 bicicletas (De Paula, Morita, Neco e Paula) e mais as da turma de Jaraguá do Sul e Joinville, que seriam 8. Pensa, repensa e começa o "desmonte" das nossas quatro. O De Paula, já a exemplo das viagens anteriores, se encarregou de ser o cabeça para conseguir fazer tudo caber direitinho e devidamente embalado.

Passado o stress, seguimos para Jaraguá. Ali, 3 bikes foram no transbike do carro de apoio, com o Roberto. Em Joinville, foram desmontadas mais algumas bikes para que as demais coubessem. Sorte do Mário, que, muito sabiamente, deixou para embarcar a dele por último, que não tendo espaço no bagageiro, teve a honra de ir conosco com todo o luxo. Todos "a bordo", comprimentos dos já conhecidos, apresentações dos novos, seguimos para Curitiba, onde resgatamos o Sérgio pelo caminho.

O pedal começou no Portal da Serra da Graciosa. Correria para montar todas as bikes, fotos, frutas.... e o tempo???? Será que era só serração e neblina ou era chuvisco??? Dúvidas na escolha do que vestir. Iniciamos o pedal.... iniciou a chuva.... Quem imaginaria que o sol que nos acompanhou até Curitiba desse lugar aquele tempinho danado.

Mas com chuva ou não, a Serra da Graciosa é realmente GRACIOSA. Não tem outro adjetivo que a conceitue melhor. É uma estrada cheia de graça, com hortências em ambos os lados, árvores, e muretas em alguns pontos mais perigosos. Tudo muito bonito. Até as muretas são diferentes e belas. Fico imaginando como será descê-la quando as hortências estiverem floridas. Deve ser demais! Por ser toda de paralelepípedo, a chuva a deixou um pouco escorregadia, nos fazendo tomar um pouco mais de cuidado.

A Lú com as "orelhas novas" ,os pontos recém tirados e ainda proibida pelo médico de se aventurar, resolveu, por precaução, embarcar no carro. No final da descida, encontramos alguns dos nossos amigos parados numa casinha de bebidas e lanche... o motivo: todos tomando cachacinha com mel para se esquentar. Essa parada foi obrigatória e providencial. Êita coisa boa para esquentar!

Logo em frente, nos encontramos com os dois guias (e mais o primo de um deles), que nos acompanhariam pelas estradinhas no interior de Morretes até o restaurante Engenho da Serra, onde apreciaríamos o esperado "barreado". Ficamos na dúvida se o tal "barreado" era o nome do prato ou se era a situação que chegaríamos para o almoço...

A estradinha até chegarmos nesse restaurante estava numa situação lastimável com a chuva que caía. Depois de muito barro e pedras, chegamos "barreados", enlamados e ensopados. Mortos de fome (já eram umas 15h), avançamos no tal prato esperado. Estranho.... muito estranho esse barreado. Tava mais para ensopado, mas valeu para conhecermos.

No decorrer do almoço, percebemos que faltavam dois ciclistas e mais o primo do guia. Legal... o primo do guia (que não era guia) acabou levando os dois para sabe-se lá onde. No trajeto, haviam inúmeras entradinhas e bifurcações. Tempos depois, ligaram de Morretes avisando que já estavam na cidade e haviam providenciado um almoço. Depois, soubemos que o Paulo, um dos perdidos, estava "fulo" da vida.

Problema com os desaparecidos resolvido, foi hora de encararmos o frio que estava lá fora. Batendo os queixos, seguimos para o centro de Morretes, onde passeamos pelo centro, e experimentamos o sorvete de gengibre, muito elogiado pela Mari, de Jaraguá do Sul (gostoso mesmo). Com frio, molhados até o último fio de cabelo, sujos e tomando sorvete... É ou não coisa só pra malucos? Um bando de malucos molhados felizes.

Depois do sorvete, direto para a pousada onde foi o nosso banho. Enquanto o pessoal aguardava na fila para os banheiros, (somente um para as mulheres e um para os homens), o De Paula organizava o banho de mangueira das magrelas e o Sérgio, Neco e outros, agilizavam o embarque delas no ônibus. Bikes novamente desmontadas e devidamente embarcadas, seguimos até Paranaguá, onde montamos novamente as bikes e nos dirigimos para o barco que nos levaria até a Ilha do Mel.

Uma hora e meia de barco (à noite) até a ilha. Fiquei contente porque não era a única a estar com medo nesse translado. A Lú estava, literalmente, em pânico ao nosso lado. A cada marola que fazia o barco balançar, era um suplício para nós duas. Já o resto da galera curtia o passeio e se divertia com os gritos da Lú. Finalmente chegamos à ilha. Um pouquinho antes de chegarmos no pearl, nos deparamos com uma placa de "lombada a 300 metros"... Essa rendeu boas gargalhadas.

Caminhamos com as bikes e bagagem na areia por uns 50 metros até a pousada e já fomos dirigidos aos quartos. Pousada legal e confortável, mas principalmente, com um chuveiro bem quente. A janta foi fabulosa. Todos se fartaram. Alguns, após a janta (Lú, Pati, Alessandra, "Pinochet" e outros que não me recordo o nome), ainda tiveram disposição para dar um pulinho no forró que estava acontecendo na ilha.

O pedal na ilha teve início às 07h30 da manhã de domingo. O dia estava nublado e ainda incerto. Em compensação, no continente, víamos o céu aberto com sol. Para nossa sorte, permaneceu somente nublado. Com uma guia local, percorremos as lindas praias e trilhas que dão ligação às diversas praias. Essas trilhas eram fabulosas! Até então, só havia visto iguais a estas em revistas de turismo. Uma maravilha de pedalar. Estreitas e com várias curvas, às vezes faziam o ciclista da frente desaparecer por entre a vegetação, reaparecendo em seguida a cada curva ou por entre as árvores. Demais!!!!

Em alguns pontos do passeio, deixávamos as bikes para subirmos a pé, como no farol e no forte... Em outros dois, tivemos que carregá-las nas costas. Na primeira, subimos uma trilha com escadas cavadas no chão, e na segunda, tivemos que atravessar um costão para chegarmos na outra praia. Mas mesmo nesses pontos foi muito bacana. Um pedal realmente diferente, numa paisagem de belezas incríveis.

Pedalar num local onde não se tem qualquer outro tipo de transporte, sem ser a bike, é realmente incomum. Para nós, ciclistas, é algo pertinho do paraíso. De volta ao hotel, banho e outro almoço de tirar o chapéu. O translado de retorno foi para Pontal do Paraná, somente com 30min de duração, para sorte minha e da Lú. Nesse, eu até consegui curtir o trajeto. Nada como enxergar por onde a gente está passando. Mas a Lú continuou a agonia. O último contato com o mar foi na travessia do Ferro Boat, de Caiobá a Guaratuba, pois retornamos pelo litoral.

Parada em Joinville para o primeiro desembarque, depois em Jaraguá do Sul, e o nosso em Blumenau. Para variar um pouquinho, uma surpresa para nós que retornaríamos pedalando para casa... um pneu da minha bike furado. Era tudo o que eu queria. A turma seguiu animadamente para Gaspar e Brusque, numa cantoria que daria inveja a muitos artistas.... (a gente tem que incentivar, né?!).

VALEU GALERA!!! O passeio foi 10! Que a próxima seja logo... Quem sabe um repeteco para Aparados da Serra, hein Sérgio????!!! Um abração a todos e obrigada pela companhia de vocês.

Fonte: Paula Cristinne S. Fornari Nunes
Cidade: Blumenau-SC-Brasil
Fotos: Paula Cristinne S. Fornari Nunes
Publicado: Ana Carolina Mondadori Tomasini
Date: 25/06/2007 <%insert_data_here%>

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  Event 6009 - Pedal na Serra do Paraná 2007

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