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Heloisa Helena Cunha Marques, de Fortaleza-CE, juntamente com sua irmã Lúcia, realizou uma aventura emocionante no Trem Transiberiano, entre os dias 12 de maio e 3 de julho de 2006. Confira a 1 parte dessa aventura.
Saímos de Fortaleza no dia 12 de maio. Até chegarmos a Tallinn, capital da Estônia, corremos pelo Aeroporto de Lisboa e Frankfurt para alcançarmos as conexões que ficaram com horários bem apertados. Fizemos câmbio, a moeda é o Kröon (EEK), 1U$=12 Kröon.
Pegamos o táxi direto para o hotel que reserváramos pela Internet, Hostal Allur. Não tínhamos a menor idéia do que encontraríamos. Puxando as malas entramos por um portãozinho de ferro e nos deparamos com uma casa antiga com mansardas e tudo.
Batemos, nos identificamos e, em um segundo já estávamos no quarto. Através da pequena janela, víamos do outro lado da avenida, a grande muralha do século XIII que cerca a velha Tallinn. A tarde ia descendo e o sol não era mais suficiente para esquentar o tempo.
Saímos no frio, atravessamos a avenida, um bosque e logo depois o grande arco medieval, a Porta Viru e suas torres gêmeas. Frio demais! Caminhamos pelas ruazinhas estreitas com calçamento de pedras, ladeadas por antigas construções medievais de tetos cônicos. Chegamos ao Castelo Toompea sede do Parlamento da República da Estônia.
Ninguém na rua! Entramos em uma taverna e comemos a primeira das inúmeras panquecas (blinis ou crepes) que comeríamos pela Estônia e Rússia. Eram enormes e recheadas com cogumelos. O chope era forte e delicioso. Tudo isso escolhido a dedo, isto é, apontando para a mesa vizinha, pois daquela língua não entendíamos nada.
Ao cair da tarde a cidade histórica de Tallinn é uma cidade de contos de fadas. Dá vontade de puxar aqueles antigos livros infantis e entrar no conto. Andamos ainda um pouco e corremos para o hotel. Realmente o maior frio de toda a viagem. Depois disso nossos agasalhos pesados só fizeram volume e muito peso na mala.
E por falar em mala, a minha, quando foi aberta, quebrou logo o zíper e assim conheci à força o lado moderno de Tallinn, comprando uma única mala de um único shopping aberto no domingo. Esta mala que me custou 275 Euros, um preço exorbitante, era bem maior que a minha. Fazer o quê? Fiquei de má vontade com ela sendo motivo de muitos xingamentos principalmente por ocupar muito espaço nas pequenas cabines do Trem Transiberiano e sempre causar muito stress nas minhas subidas e descidas naquelas escadinhas estreitas e altas.
Quanto mais eu xingava mais ela ficava pesada e chata. Nesse dia compramos também nossa passagem de ônibus para São Petersburgo. Com um mapa na mão, pegamos um "tran" e, como não sabíamos onde comprar os tickets, fomos de graça mesmo correndo o risco de sermos multadas.
Com as passagens compradas voltamos para a cidade histórica onde, me pareceu, ocorria uma festa, mas era só um domingo de sol. As pequenas ruas estavam lotadas de gente, bandas de música, nozes assadas com açúcar. Nos esbaldamos. Entramos nas catedrais medievais, subimos até a torre de uma delas e, esbaforidas, vimos a cidade lá embaixo, o sol sumindo e as pessoas correndo para casa.
Descemos, e novamente ficou tudo silencioso. Sozinhas assistimos a um pôr-do-sol maravilhoso um dos mais belos da viagem. Uma luz laranja infiltrava-se pelas antigas pedras dos muros e torres e refletia-se nos telhados pontudos voltando a sensação de contos de fadas. Mais panquecas e chopes foram o nosso destino final. Fizemos também umas comprinhas para a merenda durante a viagem de ônibus.
No dia seguinte pegamos um táxi e o ônibus para a Rússia. Sabíamos que desceríamos em São Petersburgo.
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Fortaleza-CE-Brasil Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Debora Dias Date: 25/07/2007
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