|
Heloisa Helena Cunha Marques, de Fortaleza-CE, juntamente com sua irmã Lúcia, realizou uma aventura emocionante no Trem Transiberiano, entre os dias 12 de maio e 3 de julho de 2006. Confira a oitava parte dessa aventura.
E são tantas edificações lindas, tantos ícones maravilhosos de Rublev que dava para passar o dia escrevendo e escrevendo. Mas fazendo um resumo: ali está antiga e tradicional arquitetura russa, alegre, branca, limpa, imponente e leve. Adorei!
Tivemos um almoço típico russo em um restaurantezinho acolhedor. Francamente não sei se foi antes ou depois dessa visita que fomos ao Museu Panorama de Borodino, enorme pintura que conta a história da mais sangrenta batalha do século XIX. Napoleão com sua Grande Armée e o exército russo chefiado por Kutuzov se enfrentaram deixando 40.000 russos e 30.000 franceses mortos.
Os russos se retiraram para Moscou abandonando-a posteriormente, e os franceses encontraram a cidade deserta e incendiada. Com fome, foram obrigados a fazer uma retirada dramática com o exército russo nos seus calcanhares até Paris. De 600.000 homens voltaram apenas 50.000. E ainda tem francês que diz que os franceses foram os vitoriosos!
Ali pertinho fica a pousada, hoje um pequeno museu, que abrigou Tolstoi enquanto ele escrevia Guerra e Paz um dos maiores clássicos da literatura russa que inspirou o filme do mesmo nome com Audrey Hepburn, Mel Ferrer, Vitório Gasman e Henry Fonda. Quem se lembra? Legal! E houve um dia dedicado ao Kremlin e à Praça Vermelha.
Não se pode deixar de associá-los e, imediatamente lembrei-me das muitas histórias da trágica História Russa. Histórias dramáticas como a de Ivan, o Terrível que assassinou seu único filho capaz em um acesso de raiva. Histórias de muito heroísmo durante os 900 dias do cerco de Leningrado (São Petersburgo) quando mais de um milhão de civis morreram em conseqüência de inanição, frio, doenças e bombardeios tentando sobreviver e manter as obras de arte.
Histórias do terror do Governo Stalin que provocou a morte por fome de mais de dez milhões de pessoas pela desorganização do campo, milhares de mortos em campos de trabalhos forçados, e vai por aí. Os números são assustadores. O ser humano é muito selvagem com seus semelhantes! Deixando de lado essa história, o Kremlin visto de fora impressiona mais.
Muitos dos edifícios a gente nem sabe o que são, porque são prédios públicos, o governo funciona ali. Impressionantes mesmo são as igrejas, cinco talvez. As cúpulas douradas e a arquitetura russa antiga são espetaculares! A que mais me impressionou foi a de Assunção, enorme, inacreditavelmente decorada com ícones em todas as paredes e pilares.
Eu fiquei olhando e olhando embasbacada. Na Praça Vermelha, logo ao lado, está a Igreja de São Basílio, cartão postal da Rússia. Ela é impressionantemente colorida, as tradicionais cúpulas russas cobertas de mosaicos. No entanto seu interior, um emaranhado de cubículos, está devastado. No mais é olhar a volta e olhar.
Alguém disse que "Viajar é olhar" Não tem fotografia que substitua a verdade do olhar. Nesse dia Dona Ludmila deixou-nos na Galeria Tretiakov. Sou obrigada a confessar-lhes, mesmo sabendo dos ohs e ahs, subimos direto para a Igreja.
Queríamos ver os originais dos dois ícones mais famosos da Rússia: Nossa Senhora de Vladimir e o da Santíssima Trindade de Andrey Rublev. Não sou católica, falo com Deus através da Natureza, mas ao entrar em algumas igrejas sinto muita paz e, o Ícone de Nossa Senhora de Vladimir indicando o caminho quando mostra o Menino, é um caminho.
Me emociona sempre. Vi muitos ícones de Nossa Senhora como a de Kazan, Intersecção, mas nenhum deles me impressionou tanto. Não sei, não tive vontade de entrar nas salas dos museus e ver os impressionistas, etc.
Nossa Senhora de Vladimir me dera o seu recado e junto à comovente Trindade de Rublev preencheram o meu depósito de beleza! Em um outro dia voltamos a Praça Vermelha para ver Lênin. Não o vimos, pois já estava tarde, a visitação estava encerrada. Onde estaria Stalin? Em algum canto da Praça, nos disseram.
Em compensação aproveitamos para ir a um templo do capitalismo, o Gun, enorme shopping com lojas de grifes do mundo todo. Tudo caríssimo.
Por falar nisso os russos, principalmente as mulheres do lado de cá dos Urais são muito bonitas. Elas são altamente fashion. Saltos altíssimos, roupas de grife, muitas cores e babados.
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Moscou - Rússia-EX-Russia Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Debora Dias Date: 25/07/2007
<%insert_data_here%>
|
|