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As aventuras na Rota Transiberiana - Parte 14

Heloisa Helena Cunha Marques, de Fortaleza-CE, juntamente com sua irmã Lúcia, realizou uma aventura emocionante no Trem Transiberiano, entre os dias 12 de maio e 3 de julho de 2006. Confira a décima quarta parte dessa aventura.

Imagino a decepção do Czar. Decidiu-se então, apesar de todas as dificuldades, pela construção do trecho unindo Porto Baikal a cidade de Mysovaya situada na margem leste do Lago.

Os penhascos ao redor exigiram um túnel ou uma ponte quase a cada quilômetro. Em 1950 a construção da represa sobre o Rio Angara submergiu o trecho Irkutsk-Porto Baikal e foi construído um atalho sobre a parte inundada. Esta é a rota que funciona hoje.

Os restantes 94 quilômetros da antiga estrada são utilizados uma vez por semana para fazer o transporte entre alguns vilarejos e também pelos turistas que fazem caminhadas de vários dias sobre seus trilhos e acampando. Deve ser muito bonito.

Nos disseram que nesses poucos quilômetros existem 94 túneis e 200 pontes muitas das quais construídas das próprias pedras dos penhascos e que as vistas lá de cima sobre o lago brilhando ao sol e dos vales floridos são deslumbrantes. Infelizmente não sabíamos disso e nem tínhamos tempo para ir até lá. Agora já estávamos na Buriatya, uma das repúblicas étnicas da Rússia. Nos esperava o guia, um rapaz bem jovem, filho de um cubano com uma moça de etnia Buriaty.

Havíamos viajado pelos trilhos transiberianos 6.440km e tínhamos atravessado cinco fusos horários em relação a Moscou. Nos instalamos e saímos para uma volta. A cidade é muito diferente. A população tem o biótipo mongólico. A religião é o Budismo-Tibetano. Posso dizer que Ulan-Ude não é uma cidade russa apesar da imensa e surrealista cabeça de Lênin assentada na praça principal.

É impressionante, mais alta que os edifícios ao redor. Gostamos demais da cidade. Foi nessa noite que fomos a um restaurante mongoliano. O cardápio era traduzido, mas nós erramos na tradução e tivemos que comer fígado coisa que odeio. Visitamos o Museu Etnográfico debaixo de muita chuva.

Há um zoológico no qual vimos animais muito diferentes: tigres siberianos enormes, majestosos, humilhados no pequeno espaço de jaulas, renas de chifres aveludados, ursos, águias sem espaço para estender suas enormes asas. Não gostei de vê-los presos em espaços tão pequenos e muito longe do seu habitat.

Após o café da manhã tivemos um show folclórico particular lá no hotel mesmo e, pela primeira vez, ouvimos um cantor que tira um som da garganta, característico daquela região. Escutaríamos essas canções por toda a Mongólia. Tenho saudades delas.

Falavam-me dos ventos correndo soltos pelas estepes. Depois fomos a um templo budista o Ivolginsk Datsan, um monastério aos pés das montanhas Khamar-Daban, a mais forte evidência do forte elo desta região com a Mongólia. O templo é uma profusão de cores, bandeiras multicoloridas, dragões dourados e suntuosos Budas.

Uma vez de novo na estrada fomos visitar uma comunidade Buriaty. Paramos em um local maravilhoso às margens do Rio Selenga onde acontecia uma cerimônia religiosa. Mulheres vestidas com roupas muitas coloridas cantavam. As estepes a perder de vista haviam substituído a Taiga.

Era como se um veludo verde cobrisse toda a Terra. Visitamos uma aldeia dos russos ortodoxos do velho rito de muitas casas de madeira e de janelas coloridas e esculpidas. Tivemos um almoço surpresa. Um restaurante típico com uma maravilhosa mesa com comidas típicas: sopa de porco, porco frito com batatas, muitos doces que não eram muito doces.

Enquanto saboreávamos aquelas delícias algumas mulheres vestidas a caráter cantavam e contavam-nos suas histórias comentando seu dia-a-dia. Pediram que falássemos sobre o Brasil e que também cantássemos alguma coisa. Cantei "Doralice, eu bem que lhe disse, amor é tolice é bobagem e ilusão"...e tive que explicar o que estava cantando.

Ainda bem que sabia toda a letra tirada do baú dos velhos tempos dos anos 60 e início da Bossa-Nova. Quem se lembra"? E visitamos uma casa típica cuja senhora e seu netinho muito gentis nos mostraram fotos e os canteiros de beterraba.

Nos despedimos com uma foto e a promessa de enviá-la para o endereço escrito com cuidado em um pedaço de papel. Quando enviarei esta foto? Gostaria de não esquecer. Ela estava tão linda e colorida e nós tão felizes por partilharmos de um pedacinho de sua vida simples nas estepes.

De Ulan-Ude falamos com o Brasil. Barato e sem complicações. Gostei dessa cidade! Foi lá também que ao querer tirar no caixa automático 200 rublos, apertei algum botão errado e...surpresa, saíram de lá 20.000 rublos, o equivalente a quase 750U$.

E fiquei me abanando com aquelas notas como se fossem um leque tentando passar o repentino calor. A Lucinha acha que eu, por estar sem óculos, não enxerguei direito o que estava fazendo. Coisas que acontecem. Aquele dinheiro todo, saindo da Rússia de manhã cedo, sem possibilidade de destrocá-lo por dólares... Que vacilo! Deixei para resolver o problema mais para frente.

Em compensação, por estarmos ricas tão de repente, comemos bastante, compramos Vodka e vinho. Deixamos a Transiberiana 13 quilômetros depois de Ulan-Ude. Em Zaudinsky. passamos para a Transmongoliana. O trem partiu as 7:05. A cabine de quatro lugares era ampla. A curiosidade era grande. Partimos com saudade!

Quem quiser se comunicar com o nosso guia para passeios em Ulan-Ude o e mail é: bair2002@mail.ru . Ele fala um espanhol perfeito e os passeios são super interessantes, ficando bem mais barato do que através de uma agência aqui no Brasil.

Fonte: Heloisa Helena Cunha Marques
Cidade: Buriatya - Rússia-EX-Russia
Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques
Publicado: Debora Dias
Date: 26/07/2007 <%insert_data_here%>

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  Evento 5122 - Rota Transiberiana

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