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A VII Cavalgada Aparados da Serra ocorreu entre os dias 14 e 21 de julho de 2007. Confira o relato do Nei sobre o dia 21, o último dia da cavalgada!
Eu doente, não dava para acreditar. Pelo menos acordei sem aquela dor de cabeça. Era uma pena eu não estar fazendo a cavalgada.
Novamente estava a fim de fazer as fotos, então fui junto com todo mundo até a ponte. Ali me empolguei, atravessei o rio e segui por dois atoleiros e uma "subidona", cheio de pedras, uma dificuldade. Quando cheguei lá em cima todo mundo já tinha ido, percebi que estava sem ar, não daria para ir junto. Então voltei, desci aquela pedreira toda e chegando lá embaixo tinha os dois atoleiros e mais o rio para passar.
No primeiro atoleiro passei bem, no segundo não entrei com muita forca e fui logo ao mesmo lugar que tinha vindo, por isso me atolei feio. Para ajudar, eu estava sozinho, tentei em vão e molhei as botas.
Vi que tinha uns caminhões trancados na ponte e outros ainda acampados no lado de cima do rio. Chamei, assobiei em vão.
Estava muito fraco e voltei até a ponte. Chegando lá tava o Fofo com o motorhome trancado na ponte. Falei que estava atolado, então depois de tirar o motorhome, com auxilio de outro caminhão, fomos eu e mais três desatolar o quadriciculo. Não foi fácil, acabei sujando-os com o barro. Putz! Imagine, eu estava só e fraco ainda.
Fazia muito que não me sentia tão fraco assim, aliás, nem me lembro se um dia estive assim.
Aproveitei e me troquei, pois estava todo encharcado e com as meias molhadas. Lá estava a Ayumi, a cunhada e o fofo. A Ayumi tinha voltado de Terra de Areia bem cedo para buscar o reboque. Que trabalhão!
Fomos então em direção a Bom Jardim da Serra. Chegando lá o Fofo teve que arrumar o reboque, que tinha estragado na ponte. Fui para o salão onde a Ayumi tinha deixado as fotos e fiz uma exposição no chão mesmo, pois não tinha como prender na parede e não valeria à pena pelo pouco tempo que teríamos.
Coloquei as fotos da Antártida de um lado, de jet-ski e de moto do outro, e de balonismo no outro, e as fotos da cavalgada do ano passado do outro lado. Ajeitei um canto para ter os pôsteres que a Ayumi mandou fazer só da Cavalgada dos Aparados do ano passado e dos deste ano não conseguiu trazer.
Também fizemos uns pôsteres médios da Cavalgada dos Aparados do ano passado e mais da Serra e do Índio deste ano. Meu objetivo era mostrar as fotos em tamanho grande e no papel.
Fizemos pelo preço de custo aos interessados.
Fiquei a tarde toda ali até a noite. Já estava me sentindo melhor da gripe, a febre tinha passado um pouco e a dor de cabeça também.
A noite teve a cerimônia de premiação. Eu fiquei ali mostrando as fotos e conversando com amigos, quando vi já não tinha mais fotos da cavalgada.
Mas o que gosto mesmo não é mostrar e sim tirar as fotos. Foi a primeira vez que levei as fotos para vender e percebi que isso não era legal. Legal é tirar, como sempre fiz nestes sete anos de INEMA.
A Ayumi chegou e eu estava apreensivo, pois era noite e ela não tinha voltado ainda. Então ela me falou que foi tudo ok, que tinha conseguido trazer o reboque. Recolhemos os quadros e fomos para o motorhome.
Chegando lá já carreguei o quadriciculo em cima do reboque. Os remédios me deixavam nervoso, ficava alterado fácil. A chuva estava chegando, então fui dormir. Choveu tudo que tinha e muito mais. Pela manhã guardamos tudo no carro abaixo de chuva, até faltou espaço e acabamos deixando algumas coisas no motorhome. Também tive que firmar o quadriciculo no meio da chuva.
Logo seguimos para o posto calibrar os pneus e encontramos o Zoreia e outros por lá, nos despedimos e fui dirigindo até a Serra do Rio do Rastro, pois em função da chuva e do reboque a Ayumi preferia não dirigir.
Antes de sair da cidade a Ayumi fez compras de lingüiça em metro e muitas outras coisas que eu brinquei que só engordam (hehehe...). Seguimos então para a Serra do Rio do Rastro, a chuva continuava, mas o visual era incrível. Tinha vontade o tempo todo de tirar fotos, mas fui dirigindo, no final da descida tinha uma grande pedra no meio da pista. Tirei umas fotos e passamos rápido avisando os carros e caminhões que vinham subindo.
Assim que baixamos a serra passei para a Ayumi a direção. Estava muito fraco para dirigir, ainda mais em estradas de curvas. Fomos até Torres tranqüilos, mas na entrada de torres em meio à chuva, perdemos um ferro do reboque. Não sei como, acho que pelas obras do viaduto deve ter pegado uma pedra ou algo assim, deu um barulhão.
Paramos para almoçar em um posto e seguimos pela estrada do mar até Osório e Porto Alegre. Foi lá que entendi onde foi a apreensão, na BR101. Lá havia blitz da Policia Rodoviária Federal, devem ter colocado algumas pessoas sem muita experiência e foi aí que deu todo stress.
Chegamos bem a Porto Alegre. Só fiquei triste pela cavalgada ter sido cortada pela metade, mas graças aos muitos amigos que mandaram fotos para o INEMA minimizou minha frustração.
Foi show a aventura, um agradecimento a todos que participaram e principalmente às pessoas que me ajudaram nas dificuldades, como o Hélio do Paraná, o Zoreia de Taquara/RS, o Larry de Cambará/RS que foram os meus anjos da guarda.
Ao Fofo, Adriana, Igor e Carlos que me deram apoio e hospedagem, a Dinora que virou até minha medica, além de todos a minha volta. Isso me faz ficar feliz por estar entre amigos.
Ayumi valeu por ter me levado na cavalgada e ter me buscado, apesar de ter tanta coisa para preparar para sua viagem ainda teve tempo para me levar e buscar.
Aos organizadores pelo apoio e apesar de tantos problemas e reclamações, continuam criando esta cavalgada maravilhosa.
Certamente no próximo ano estarei junto andando a cavalo, assim poderei tirar menos fotos, mas irei curtir mais a cavalgada novamente com os cavaleiros, conversar, aprender e sentir-me um pouco tropeiro.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Bom Jardim da Serra-SC-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Debora Americo da Silva Date: 31/07/2007
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