|
Nei Maldaner na Expedição Circunavegação Antárctica 2006 relata a tarde do dia 20 de novembro de 2006. Cruzando o continente Antárctico, a bordo do quebra gelo Kapitan Khlebnikov. Relato sobre o pingüim imperador na Península Antártica!
Depois do almoço copiei as fotos, como estávamos em águas calmas tudo estava colocado em cima da minha mesa, o notebook, os winchesters de 250GB USB esternos. O GPS conectado no notebook. Assim já copiava as fotos direto para os winchesters, as fotos para um dos HD e os vídeos para outro.
Fui dar uma volta. Primeiro desci de elevador até o deck quatro, olhei para fora, tudo calmo. Subi para a sobre torre, dela vi umas pessoas na frente da proa e uma pessoa caminhando na neve, levando uma bandeira. Era uma pessoa do "staff" colocando sinalizações para onde poderíamos ou não caminhar. Fiquei empolgado, pois iríamos poder caminhar na neve ao redor do barco.
Toda frente e lateral do barco era um lençol de neve, só a parte de trás tinha o rastro e no final o mar aparecendo.
Estávamos na baía Margarida ainda, à nossa frente umas montanhas e tudo congelado. Ouvi barulho de helicópteros e fui verificar, um deles levantou vôo e seguiu em direção esquerda em frente ao barco, mais para o lado diagonal esquerdo e sumiu no meio das nuvens que estavam baixas sobre as montanhas.
Enquanto isso olhei para o lado do navio e vi um pingüim bem grande, era o imperador. Um só. Desci para o deck quatro alucinado. Ao lado esquerdo colocaram uma escada, eu acabei descendo direto para tirar fotos daquele pingüim. Porém um dos "staffs" me fez voltar e colocar o salva-vidas. Eu e mais outros que tinham vindo direto também. Tive que ir até minha cabine no desck oito e colocar o salva-vidas. Então voltei. Na volta aproveitei e fui à proa antes, estava todo mundo ao redor do pingüim como se ele fosse uma celebridade. Fiz umas fotos dali e depois desci para o gelo.
Tirei muitas fotos dele, era incrível o colorido, o laranjado das penas, da cabeça e do bico, com aquele preto e branco. Usei uma lente nova de 300 mm 2.8, consegui fotos incríveis. A Anelise, uma
Americanda de Miame Beach, estava ali de joelho, e o pingüim a rodeou, ficando atrás dela. Ela imóvel e ele nas suas costas. Ele ficava ali se espichando, o pescoço quase dava uma volta, se alongava, afinava. Olhava curioso e voltava cutucar as penas no peito. O som parecia de foles dos irlandeses.
Ele estava todo curioso também com aquelas pessoas e o navio. Queria ter uma foto de todo o pessoal e mais o navio entao fiz uma volta bem em frente ao navio para pegar toda aquela situação. Fiz varias fotos, mas nervoso não enquadrei bem.
De repente ele decidiu ir embora para o lado direito do navio. Eu corri e fiz uma volta para pegar uma foto dele com o barco. Chamei a japonesa para uma foto com ele e o navio, não tinha muito ângulo, mas como ele estava indo embora tirei as fotos assim mesmo. Ele se rastejava lentamente.
Eu tinha largado todas minhas coisas no lado esquerdo do barco, mochila, capa da lente e até a filmadora ligada. Quando achei que ele tinha se ido, o vi voltando e cruzando indiferente na frente do navio e voltando para onde estava todo o pessoal, algumas pessoas já tinha se voltado para a escada.
Ali ele parou nas minhas coisas, olhou minha filmadora, olhou de um lado para outro, curioso. Depois de uns gritos novamente, algumas pessoas estavam a menos de dois metros dele. O pessoal se juntou novamente, um dos "staffs", procurava dispersar o pessoal, mas era difícil, pois era o primeiro pingüim imperador que tínhamos visto. E todo mundo estava curioso alem de quererem tirar fotos.
Ficamos ali um tempo grande, ele movimentava a cabeça em direção a filmadora, de um lado e de outro, tentando comprender que era aquilo. A filmadora estava ligada, filmando, foi muito legal, e eu fiz várias fotos do pessoal todo junto com a mochila e pingüim e filmadora. Tambem fiz uma só da filmadora e o pingüim. Ficou 10 !!!.
Depois de um tempo ele decidiu ir embora novamente. Cruzou suavemente rastejando em frente ao navio. Como não tínhamos permissão de ir para o lado esquerdo do barco, fiquei ali, tirando algumas fotos do navio. Pedi para tirarem umas fotos minhas em frente ao navio, de pé e depois de joelho e fiz a minha amiga Analise de Miame de minha modelo. Tirei muitas fotos dela. Depois tirei fotos também dos outros que passavam ali, tipo o David, o pintor do Canadá, uma americana e um australiano, que eram que ainda estava ai.
Quase todo o pessoal já tinha voltado para o barco, eu não sabia bem porque achava que é que estava sendo programada a outra saída o "Land".
Subi então, apesar de preferir ficar por ali tirando mais fotos. O sol estava dando sua luminosidade por entre as nuvens que estavam baixas. Por isso as fotos estava saindo boas.
Voltei então para o navio, subi suavemente a escada, tinha tirado umas 500 fotos do pingüim, mas não me bastava. Que dia tri, pensava eu. E ainda teria outro "land". Após eu subir o staff acabou fechando a descida puxando a escada tambem um pouco para cima.
Pingüim-Imperador
O pingüim-imperador (Aptenodytes forsteri) é a maior ave da família Spheniscidae dos pingüins. Os adultos podem medir até 1,1 metros de altura e pesar até 30 kg. Os machos desta espécie são um dos poucos animais que passam o inverno na Antártida.
O pingüim-imperador caracteriza-se pela plumagem multicolorida: cinza-azulado nas costas, branco no abdômen, preto na cabeça e barbatanas. Esta espécie apresenta também uma faixa alaranjada em torno dos ouvidos. Sua alimentação baseia-se em pequenos peixes, "krill" e lulas, que pescam em profundidades de até 250 metros.
O pingüim-imperador pode ficar submerso por cerca de vinte minutos sem respirar. Os predadores naturais desta espécie incluem a orca, foca-leopardo e tubarões.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Antártida-EX-Antartica Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Debora Americo da Silva Date: 06/08/2007
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|