|
De 29 de dezembro de 2006 a 26 de janeiro de 2007, Luiz Frederico realizou sua motoviagem de Brasília-DF rumo a Montevideo, no Uruguai. Confira como foi a quinta parte desta aventura!
Dia 12 de Janeiro de 2007 ( Sexta - Feira)
O café da manhã (50 pesos) é, normalmente, cobrado à parte da diária , pois os uruguaios tomam apenas o chimarrão, normalmente. Conhecemos a GALLETA (gagêta), um pão alto e quadrado de uns 10 x 10 cm, não é ruim, mas desce melhor passando algo nele. Eles têm um bóiler de 20 litros que limita o tempo dos banhos.
Eles parecem ser muito preocupados com o consumo dágua. Bem, muita adição cultural para apenas algumas horas de estrangeiro, né? Finalmente a aduana e imigração. O Rosa, por estar com a Identidade desatualizada (ele ainda estava de fraldas, na foto...), e eu, por estar sem identidade (apenas nossa carteira de motorista), fomos convidados a discutir o assunto em ambiente privado.
Minha ignorância e descaso me custaram caro. Rocha fica cerca de 150 km da fronteira, onde lanchamos um verdadeiro almoço em sanduíche. É uma cidade antiga e que me lembrou as mexicanas dos filmes, com casas coladas umas nas outras e quase sem árvores nas ruas. Lembra o Cruzeiro Velho, em Brasília.
Me senti bem rodando por lá. Aliás, digo isso, pois existem lugares que sente-se oprimido, com medo de entrar, parar, conversar com alguém. Em momento algum, no Uruguai, me senti assim, coisa que ocorreu em São Paulo uns dias depois.
Chegando em Montevideo: cidade antiga numa parte e moderna em outra. O centro é repleto de árvores frondosas que sombreiam e e refrescam as ruas. Entramos sem medo de ser feliz e descobri uma coisa interessante: é extremamente agradável dirigir por uma cidade desconhecida sem ter ou saber aonde ir. Vira-se à esquerda ou à direita sem preocupação de se perder, pois VC está, mesmo, completamente perdido, não tem a menor idéia de onde está e pra aonde vai. Vou te dizer, é gostoso. Curti muito andar por Montevideo desse jeito.
Finalmente resolvemos parar e perguntar por hotel nas proximidades de onde estávamos. Após verificarmos um conjjunto de pousadinhas baratinhas, fomos "aborbebadados" por um senhor que nos ofereceu um hotel do qual fazia distribuição de folhetos, Hotel Balfer, aconselhado, inclusive por alguns brasileiros que fazem mestrado e encontramos por lá buscando roupas na lavanderia. Jantamos num restaurante chamado El Fogón, muito bom.
Dia 13 de janeiro de 2007( Sabádo)
Resolvemos não ir à Argentina por questões documentais, por causa do preço da balsa e pelas confusões na fronteira por conta de uma pendência dos dois países na implantação de uma fábrica de celulose. Subimos o Uruguai pela orla. Sol forte, céu claro e algum vento. Chegamos a Maldonado, colado a Punta Del Leste, e fomos almoçar numa lanchonete, onde nos apaixonamos por Patrícia, uma cerveja muito leve e deliciosa.
Até eu, tomei dois copos dela. Ali perto, troquei o pneu traseiro, já careca, de Aparecida, minha moto, por 100 dólares (metade do que se paga aqui).
As mansões e arquitetura de Punta impressionam. É uma cidade muito bonita, moderna e cara. No trajeto, uma forte ventania nos pegou, derrubou barracas dos bares e nos envolveu numa tempestade de areia que chegou aos nossos ouvidos apesar dos capacetes.
A areia doía na pele do rosto. As motos dançavam na pista. Resolvemos seguir em frente e deixar Punta del Leste para trás, mesmo com trocadilho.
Passamos em La Paloma e resolvemos trocar o óleo das motos e conseguir uma pousada. Tudo Lotado. A cidade é muito disputada por argentinos e uruguaios em temporada e ainda acontecia um encontro de jovens. Sem jeito, fomos a Rocha, 22 km dali, onde pernoitamos.
Fonte:
Luiz Frederico Nascimento Cidade:
Rocha-EX-EX Fotos: Luiz Frederico Nascimento Publicado: Debora Dias Date: 15/08/2007
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|