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5° Encontro de Vôo Livre - Guilherme Oliveira

Guilherme Oliveira foi um dos partcipantes do 5° Encontro de Vôo Livre que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de julho de 2007. Confira o que tem para contar esse cara apaixonado por voar!

Do que você tem medo? Todas as pessoas, sem exceção, têm medo. O que muda é o foco e a intensidade dele! Voar é um desejo e um medo que acomete o grande público. Mas a adrenalina que percorre a corrente sangüínea quando você pratica Vôo Livre é indiscutivelmente incrível e embriagante. Quem sabe disso é Guilherme Oliveira que diz que: "O medo é essencial para o voador, é ele que vai dosar seus limites, você nunca o supera, apenas o domina". Ele mora em Belo Horizonte (MG) e é um praticante apaixonado e dedicado ao vôo livre.

O Vôo Livre é um esporte radical, com vôo não motorizado, que utiliza a atividade térmica e do vento para realizar vôos locais e distantes, possibilitando alterar tanto a velocidade quanto a trajetória. As duas principais modalidades são Parapente e Asa-delta. Para quem não sabe o Brasil é considerado o "Hawaii" do Vôo Livre! Governador Valadares, onde Guilherme costuma praticar, é um dos locais de renome internacional.

Para esse cara vidrado em adrenalina que paticipou do 5° Encontro de Vôo Livre, voar o acalma quando está agitado, o anima quando ele está triste, com o vôo ele se sente vivo. Ele voa para se satisfazer tanto física quanto psicologicamente, mas por respeito ao vôo, Guilherme procura ter disciplina e metas de evolução. "Não somos obrigados a fazer nada, mas somos obrigados a ser bom no que fazemos", acrescenta. Sem contar que ele simplesmente não consegue mais viver ser voar, já que o vôo é como um alimento para ele.

Guilherme diz a prática do Vôo Livre ajuda muito em sua vida, como quando consegue ter domínio da situação em momentos de pressão, quando tem reflexos rápidos e paciência (quando a única escolha é esperar), atitudes essas decorrentes do esporte. Esse hobby sério está presente na vida de Guilherme há três anos. Tudo começou quando, numa quinta-feira, viu uma reportagem na televisão sobre Vôo Livre. No sábado ele já estava em Governador Valadares, pronto para fazer o curso de Vôo Livre.

Hoje ele não é instrutor, mas já tem considerável experiência e, de vez em quando, faz vôos duplos para auxiliar os amigos novatos e o bom, para Guilherme, é poder voar, pousar e ver a cara de satisfação, quase de êxtase de seus passageiros. Ele deve os bons frutos no esporte à dedicação e disciplina que teve no início, abrindo mão da vida profissional e pessoal em prol do vôo. E a paixão dele é tanta que já foi até parar no hospital: "voei em certo dia seis horas e havia esquecido os óculos, quando pousei meus olhos ardiam tanto pelo efeito do sol que tive que passar uma noite no hospital... Mas valeu a pena!".

Ele começou com um curso básico e depois fez um CIV (Curso de Incidentes de Vôo), que visa preparar o piloto para possíveis situações de risco e para um futuro treinamento acrobático, e seu aprendizado foi bem rápido (em alguns finais de semana dedicados exclusivamente ao vôo), já que ele tinha como fazer o curso perto (como já foi citado ele mora em Belo Horizonte e o curso foi em Governador Valadares) e os professores foram muito bons, tanto que hoje são seus amigos.

O primeiro vôo sozinho de Guilherme foi bem tranqüilo, já que ele estava sendo monitorado por pilotos competentes. A única coisa necessária para a prática de Vôo Livre, segundo ele, é estar vivo. Ele já ajudou a formar alunos de 16 a 60 anos, sendo que ambos voavam com segurança e qualidade. "O vôo é livre de qualquer limite".

Voar todos os fins de semana é regra para ele, que está sempre preparando uma acrobacia nova, o que o faz tirar dois dias da semana para poder treinar com mais ritmo. Ele voa em alguns dos lugares mais conhecidos na prática de Vôo Livre, como Ipatinga, Bugre, Santa Rita do Sapucaí, Pimenta etc. Ele voa em uma categoria ainda não muito conhecida no Brasil, que é o vôo acrobático. "Estou sempre visitando campeonatos de croos country (vôo de distância) como piloto de demonstração". E a água é uma aliada, já que ele treina acrobacias sobre ela, por questões de segurança e também para poder arriscar mais. Ele acredita que o Vôo Livre dá impressão de ser algo inatingível, mas diz que depois que você experimenta vê o quanto é fácil e seguro.

"Uma história recente e bem divertida aconteceu no quinto Encontro de Vôo Livre de Raul Soares em que fui voar de dupla com um amigo meu de 42 anos e todo seguro de si, mas quando decolei o marmanjo arrumou uma gritaria e pedia para descer. (rsssss) Eu quase passava mau de rir. E o mais engraçado é que ele voou durante mais de meia hora se segurando no equipamento, com medo de cair, mas ai em um lapso de lucidez ele percebeu que, se caso o equipamento caísse, não seria ele que o seguraria! Não posso me lembrar de seus pedidos e gritos que começo a rir: Ai! Ai! Ai! Pára! Pára! Ai minha nossa senhora! (rssss)", conta Guilherme.

Ele nunca sofreu nenhum acidente grave, mas uma vez, treinando uma manobra mais radical, rompeu as linhas do Parapente e foi obrigado a usar o paraquedas reserva. Mas foi tudo tranqüilo. Ele diz que esse incidente aconteceu devido à falta de dinheiro que o impediu de comprar equipamentos de ponta. Para a segurança de quem deseja voar de Parapente é bom voar em um horário adequado e com um equipamento equivalente a sua experiência e no caso de um vôo duplo procurar um profissional responsável e não o mais famoso ou bonitinho. Para iniciar no vôo são necessários equipamentos como: Velame(a vela), selete (cadeirinha), reserva (pára-quedas reservas), mosquetões( que segura você no velame) e capacete ( para segurar os piolhos e eventuais acidentes).

O pior de voar é quando termina e você fica com aquele gostinho de quero mais, ainda mais que o Parapente proporciona um pouso bem suave e preciso. Mas a parte de maior satisfação para Guilherme é quando ele acerta uma acrobacia de alto nível técnico ou quando ele sobe além das nuvens e elas se tornam imensos monumentos da natureza. Quando ele decola, além de muita concentração ele mergulha na satisfação de estar vivendo aquele momento. E durante o vôo a liberdade que ele sente é uma descrição muito simplória para expressar um sentimento tão único.

E para incentivar a prática de Vôo Livre ele fala para todos que um dia olharam para o céu e se perderam ao admirar o vôo de um pássaro ou o formato das nuvens: "Para voar não tem pré-requisitos, apenas muita vontade e determinação. Procure um profissional responsável, pois é ele que vai definir seu futuro no vôo, isto inclui sua segurança e sua evolução. E sempre respeite seus limites, lembre-se que um degrau que você pule pode levar a uma queda muito grande, então vá devagar e não se preocupe com resultados ou com reconhecimento. Faça o seu vôo".

Equipe INEMA

Fonte: Guilherme da Costa
Cidade: Belo Horizonte-MG-Brasil
Fotos: Guilherme da Costa
Publicado: Taína Lauck
Date: 24/08/2007 <%insert_data_here%>

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  Evento 6275 - 5º Encontro de Vôo Livre - 2007

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