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Nilton Zerlin esta realizando a Expedição Anhembi, que começou no dia 21 de 2007. Confira como foi o 8° dia desta aventura.
Dia 28 de julho de 2007
8° dia Expedição
Infelizmente o problema simples do radio se tornou complexo. Por uma burocracia interna o equipamento nao foi liberado da loja. Obrigado pelo empenho Renata, mas seu financeiro atrazou meu projeto!
Bem parto hoje de Barra Bonita com destino a Pederneiras, pernoito por lá e saio amanhã para Itapui onde aguardo o envio do bendito radio pois sem ele nao ecluso em Bariri. Estou vendo a possibilidade de alugar um radio para poder eclusar ali e em Boraceia minha esposa entregará o radiocomprado e pago!
Complicações que poderiam ter sido resolvidas com bom senso de algumas pessoas que infelizmente nao mudam regras em hipotese alguma. Enfim deixemos pra lá. Estou como Leão na Jaula , porém tive que me reprogramar com esse incidente e continuar. Parto as 13:00 debaixo de um vento frio e forte.Estou arrumando todo os novos cardapios e me preparando para enfrentar os 32 Km da remada de hj que creio ser tranquila.
Com esse frio só o calor dos amigos de Pederneiras que me aguardam anciosos podem aquecer o meu coração.A pior coisa para um navegador é ficar no "porto" por motivos pequenos. Pelo menos algo de bom, estou com o GPS que também havia tido um problema na entrega.
Agora a navegação nos trechos mais dificeis como promissão estão garantidas, pelo menos nao molho um monte de croquis de navegação. O irmão Henrique (Vermelho) ja plotou as cartas cedidas pelo DH e fico bem tranquilo, ele é fera e realizou uma navegação até 3 irmãos nessas ultimas semanas.Abraços a todos e continuem acompanhando essa viagem por aqui.
Sai de Barra Bonita da Marina da Barra, as 15:00 com destino a "prainha" de Pederneiras, uma remada de 33 Km, trecho conhecido a palmo. Com as despedidas dos familiares e finalmente rompendo com essa paradeira para ajustar todos os contra- tempos do bendito radio e outras coisas, finalmente parti! Somente os abraços calorosos dos amigos de pederneiras iriam aquecer meu coração.
Estava com o GPS plotado pelo irmão Henrique, o vermelho. Agora estou com mais segurança nos próximos reservatórios, pelo menos alguma coisa ficou resolvida. Exelente equipamento, agora terei as distancias das remadas diárias exatas.
Sai com um vento de popa que ajudava o caiaque a progredir bem, chegando a fazer 12 a 13 Km/h. porém nos ultimos 13 Kms o vento foi ficando insano e formava ondas com quase 1, 5 metros. O caiaque carregado, surfava velozmente nas ondas e me obrigava a fazer um trabalho desgastante para trabalhar o leme. Ele é controlado por um dispositivo nos pés, nessas condições de tempo mal deixa-os arrebentados no esforço em manter o leme. Fotografar nessas condições é um ofício simplesmente impossível!
Cheguei próximo a ponte de Pederneiras a noitinha. Com ondas asssutadoras até para um experiente canoista, tive que descer um pouco mais o rio pois estava na margem direita e a praia de Pederneiras fica na outra margem.
Tive que atravesar com as ondas pela proa do caiaque, pois era impossivel cruzar o rio de través (lateral da embarcação). Finalmente cruzei a margem aportando as 18:15, com uma lua fantastica que iluminava a praia. Ensopado e debaixo de um vento geladissímo que congelava até os ossos puxei o caiaque até onde deu na praia e o amarrei, subi as escadas e entrei no bar do novo amigo Eduardo falando alto; "Promessa é divida e estou aqui para cumpri-la!" disse issso pois ele havia me "entimado" a chegar ali nesse dia para participar de um lual. Algumas pessoas que já sabiam de minha viagem começaram a me saudar com palmas me deixando envergonhado.
Logo recebi o abraço de toda familia do Eduardo e em seguida chega o "irmão" Mauricio que tinha ido até a ponte com os binóculos tentar me avistar, estava preocupado. Fui recebido com um sorriso e um abraço fraterno, ajudou-me a descarregar o caiaque e juntamente estavam os netos do Eduardo.
Giovana de no maximo dez anos, muito falante e prestativa, ajudou até na montagem da barraca. Nesse momento ela disse que gostava de acampar na praia com seu pai, mas um dia mataram alguem ali e ai eles não acamparam mais! Em seguida disse toda preocupada "Mas agora não tem perigo pode ficar tranquilo, só foi uma vez, nós estamos todos aqui". Sinceridade de criança é demais. Maurício e eu caímos na risada!
Bem depois fui tomar deliciosos caldos feitos pela esposa do Eduardo Dona Marisa, fantásticos caldos por sinal. Depois de um bom papo fui me recolher na barraca pois o cansaço de remar em três horas esses 33 Km com mal tempo, só indo dormir para se recompor.
O lual rolou com ótima musica que ouvi um pouco da barraca. Peço desculpas aos amigos de Pederneiras por não poder ter compartilhado mais da companhia e nem ter prestigiado a festa. Fui vencido pelo cansaço. O Mauricio ficou até as quatro da manha "zelando" por minha segurança da lanchonete, onde foi varias vezes ver como eu estava. Coisas fantásticas feitas por pessoas fantásticas.Adormeci tranquilo e aquecido dentro de minha barraca, mesmo com o grande frio o equipamneto me garante o conforto nescessário.
Fonte:
Nilton Zerlin Cidade:
Pederneiras-SP-Brasil Fotos: Nilton Zerlin Publicado: Debora Dias Date: 30/08/2007
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