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Adriano Gallinari voa de paraglider e participou do 5° Encontro de Vôo Livre, que aconteceu nos dias 10, 21 e 22 de julho de 2007, na cidade de Raul Soares, em Minas Gerais/BR. Confira o relato!
Muitos são aqueles que sonham poder voar... Ver o mundo de cima, ter o vento tocando o rosto e alcançando a alma, sentir o frio na barriga anestesiando a mente, inebriando os pensamentos, saber que a adrenalina percorre sua corrente sangüínea alimentando seu espírito sedento de aventura. Adriano dos Reis Gallinari é uma pessoa privilegiada, visto que ele pode ter esse sonho realizado. Bom, de certa forma, já que ele não voa sozinho, não é um pássaro, mas sim um adorador de esportes radicais e praticante de paraglider, uma modalidade de vôo livre.
Na prática desse esporte ele encontra diversão, liberdade, contato com a natureza, novas amizades, enfim, um mosaico de novas conquistas e descobertas. Ao voar, Adriano consegue aliviar o estresse decorrente do dia-a-dia e descarregar toda a adrenalina retida em seu corpo e espírito. Voar, para ele, pode ser visto como uma espécie de meditação radical, pois junto com a emoção existe a anulação de pensamento, libertando a mente de qualquer preocupação. A vida pode tornar-se mais prazerosa com a inclusão do vôo livre em seu cotidiano.
Adriano voa há sete anos, mas a prática de esportes vai além do vôo. Ele pratica moutain bike, natação e musculação, afinal esporte é sinal de saúde, como ele mesmo nos disse. O paraglider, para ele, é só um hobby, mas ele já tem aproximadamente 200 horas de vôo no currículo. O começo foi na sua cidade, Raul Soares (localizada na Zona da Mata do estado de Minas Gerais), quando via os voadores da região passeando pelo céu, sobre os seus olhos atentos e curiosos e, por achar maravilhoso o homem poder voar sem motor, ele começou a voar.
A primeira vez que ele voou, que saiu do chão, foi a uma altura de apenas três metros, mas ele já estava achando sensacional. Já o vôo de formatura do Curso Completo de Paraglider, que durou cinco meses, foi a uma altura de, mais ou menos, 680 metros e o vôo foi individual (ele nunca fez vôo duplo). Quanta diferença! A sua formação deu-se por meio de aulas de campo, morrotes, aulas teóricas, fitas de vídeo etc. Ele acredita que o medo que todas as pessoas têm é importante para a segurança, para que não se cometa exageros.
A preparação para os vôos resume-se a uma oração para pedir proteção para ele e seus companheiros. Os fins de semana são dedicados ao paraglider, desde que o tempo colabore. O local escolhido para a prática é sua cidade, devido a facilidade de acesso e a rampa que nela se encontra: "a rampa é simplesmente maravilhosa, proporciona ótimos vôos". Além da sua cidade ele já voou no Espírito Santo, na Caratinga, em Santo Antônio do Grama, Mariana, São Domingo do Prata e outros.
Ele já participou de vários campeonatos, mas nunca competindo, somente como demonstração. Adriano nos conta como foi um dos momentos mais marcantes na sua trajetória como voador: "A primeira vez que entubei. Foi aqui mesmo em Raul Soares, foi fantástico, teve um momento que saí de dentro da nuvem e vi a minha sombra numa outra nuvem e em volta de minha sombra tinha um circulo colorido muito bonito, pena que não estava com a câmera fotográfica, mas nunca esquecerei este dia".
Mas ele teve uma situação de risco que preferia que não tivesse acontecido. Quando ele estava fazendo um fechamento frontal do bordo de ataque e entrou aceleradamente numa entrada térmica. Isso poderia ter sido evitado se ele estivesse voando um pouco mais seguro no freio e sentindo mais a vela. Mas foi só um susto. Para a segurança de qualquer voador é necessário voar atento e estar preparado para qualquer incidente, sem contar estar seguro nos freios para sentir o velame.
Para um vôo seguro, equipamentos como velame, pára-quedas, selete e rádio são indispensáveis. Tendo isso em mão estará mais seguro para voar. E é imprescindível procurar um bom curso e instrutor e estudar muito. Adriano diz que, para ele, as melhores partes do vôo são a decolagem e alcançar a maior distância possível. Já o pouso é a parte mais complicada, uma vez que requer bastante concentração para fazer uma boa aproximação de pousar no local certo.
Na sua família, além dele, seu irmão também pratica paraglider. Mas os pais demonstram não gostar muito da escolha de esporte dos filhos, mas em parte. Porque no mais eles apóiam e torcem por Adriano. No início, ele acreditava que voar seria apenas uma coisa boa que ele havia descoberto para fazer. Mas depois viu que a prática do vôo livre era fantástica, indescritível. E para quem quer um lugar para voar, ele indica a rampa de Raul Soares que, segundo ele, é maravilhosa!
Equipe INEMA
Fonte:
Adriano Gallinari Cidade:
Raul Soares-MG-Brasil Fotos: Adriano Gallinari Publicado: Taína Lauck Date: 04/09/2007
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