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Cavalgada à Serra do Corvo Branco 2007

Quatro amigos se reuniram para fazer uma cavalgada na Serra de Urubici-SC - Serra do Corvo Branco

CAVALGADA À SERRA DO CORVO BRANCO EM SANTA CATARINA

Este relato é diferente de todos que já fiz, pois não se trata de passeio de motocicleta, mas sim de andar a cavalo, isto mesmo, cavalgada.

Há tempos esta idéia passava na cabeça de um amigo, Wilson de Felippe Filho, um gaúcho que mora em Biguaçu/SC.

Ele programava há tempos, fazer uma cavalgada com amigos, pesquisou daqui e dali, viu preços, rotas, acomodações, fez o que teria que se fazer para um passeio dar resultado.

Tudo começa em Grão Pará/SC que fica a 10 km de Braço do Norte/SC.

Chegamos, eu Fabio de Souza, Fernando Alfama de Borba, Fernando Filho (Nandinho) de Porto Alegre e Felippe de Biguaçu na Sexta-feira dia 31 de Setembro de 2007. Felippe já nos esperava na cidade de Grão Para desde as 17h00min. Pelo fato que não conhecíamos o caminho até o sitio do Lezo que está para montar uma estrutura de lazer na região, de onde sairíamos no Sábado para a nossa cavalgada.

No encontro do Felippe na cidade de Grão Pará o mesmo nos levou a uma parada no Bar do Arcangio, este eu recomendo. Para jantarmos foi servido um bife com ovo frito, queijo e cebola, um por cima do outro nesta ordem. Acompanhado de batata frita. Não necessita mais nada. Apelidamos o prato de "bife Grão Pará". Tomamos umas geladas e fomos para o Sitio do Lezo em Aiuré (18 km depois de Grão Pará), nesta localidade fica o Rancho Amigo das Tradições, isto tudo dá uns 4 km do centro da cidade de Aiurê

Chegamos no sitio e fomos para um galpão que no futuro será um CGT.

Tomamos um belo chimarrão para chamar o sono e dar uma esquentada nos pulmões e fomos ao berço, pois iríamos sair para o passeio às 7 horas da manhã de Sábado. Acordamos, lavamos o rosto vimos à paisagem do local que é de babar no pala. Dirigimos-nos a casa do Lezo onde sua esposa nos recebeu com um belo café da manhã. Pão feito em casa, ovo frito, geléia, bolo e salame frito. Terminamos e fomos escolher os cavalos, os nossos guias Ronaldo Carraro (filho do Lezo) e Rogério Oliveira estavam terminando de encilhar. O tal Felippe, que não é bobo saiu na frente para escolher seu cavalo, e assim se sucedeu cada um escolhendo o seu animal de jornada. No meu, coloquei um adesivo dos Parceiros da Estrada (Moto Grupo do qual fazemos parte eu e o Fernando). Afinal seriam 30 km até o nosso ponto de pernoite. Ao vilarejo de São José, pertencente à Urubici. Para informação, a região é grande produtora de hortaliças, maçãs e pêssegos.

Por volta das 08h20min de Sábado demos inicio a nossa cavalgada. De saída muito barro, lama, mas muita mesmo e por entre árvores. Os cavalos sabem onde estão, nós que éramos uns peixes fora d'água. Entre gritos e risos um perde o chapéu. -cuida as arvores nandinho!!! Exclama o pai zeloso. Estava vencida a adrenalina, estávamos nos equalizando em cima das montarias. Sobe e desce picadas, abre porteira entre um sitio e outro. Passear entre os pinheiros de araucárias e ver uma Gralha Azul em pleno vôo e Curicacas não tem preço. (plagiando o tal cartão)

Tomávamos um conhaque para aquecer do frio e tentar relaxar a musculatura. Em certo tempo da cavalgada uma égua estava cansada, então nossos guias resolveram trocar de animal, em outro sitio escolheram um cavalo e fizeram a troca dos arreios. Entre um trote e outro, chegamos ao topo do morro do Corvo Branco, um visual simplesmente maravilhoso.

Fernando Pai estava no seu terceiro cavalo, ou melhor, desta vez na saudosa "lacraia". Ele apelidou a égua prenha de Eguinha Pocotó, e pra instigá-la a um galope, lascava um.. vai lacraia, vai lacraia... a da musica funk. Fernando Filho estava superando nossas expectativas, pois achávamos que ele iria ter dores fortes da montaria, que nada, um peão nato, o Mezenga de Renascer. (o cara se puxou)

Começamos a subir o morro, olhar para baixo e para trás nos deixava fascinados pelo fato da distância já percorrida. Agora já estávamos acostumados com os cavalos e eles com a gente, pelo menos pensávamos. A região é privilegiadíssima de uma beleza impar. Subimos o morro maravilhados, a cada curva olhávamos para baixo, até chegarmos ao cume, 1.130 m de altitude na Rod SC-439 (Futura BR 475).

Ali paramos para fazer o nosso lanche, eram 11h30min. Comemos sanduíches preparado por Carmen Lucia, esposa do Fernando Alfama Pai, salame frito, ovo cozido pela esposa do Lezo e para beber conhaque, nosso velho companheiro pra espantar o "calor". A água das fontes, limpa e fresca, encontrávamos a cada curva em cascatas naturais.

A travessia de um lado para outro é feita entre dois paredões aberto pelo homem. Mas rudimentar, a facão, foice, trator e muita astúcia do povo catarinense. Que respeitou as belezas naturais.

Após cruzarmos o morro, começamos a descer em direção ao nosso QG de pernoite a casa do Paulinho, este não foi por motivo maior. Achamos um boteco de beira de estrada, ali foi a nossa redenção. Cerveja gelada. Eu já espumava igual aos cavalos de tanta sede. Com uns bons goles nos revigoramos e estávamos prontos para mais 20 km. Isto é lorota das grandes. Não deu muitos kilometros e estávamos na casa onde iríamos pernoitar e comer um bom churrasco preparado pelo Felippe e organizado pelo nosso amigo Zezo.

Chegamos por volta das 14h30min. Foram 6 horas cavalgando. Desencilhamos os cavalos e fomos tomar um belo banho quente, menos o nosso assador Felippe, pois faltou água para ele. Não conhecemos o real motivo da falta de água. Comemos, contamos piadas, estórias, contos e fomos dormir por volta das 21 horas.

Domingo, dia de voltar tudo de novo, mais 30 km.

A alvorada no domingo, foi cedita, 06h30min, pra se curtir o visual da bruma serrana e retomarmos o caminho de volta, mais 30 km. Arrumamos a casa, limpamos tudo, encilhamos os cavalos e seguimos para a casa do Zezo e de D. Terezinha. Para inicio fomos para a estrebaria para tomamos um "camargo", ou seja, café com leite tirado na hora, da fonte, da tetinha da mimosa. Depois fomos ao café de D. Terezinha, como disse nandinho: -o coelho perde feio.(café colonial em Gramado).

Terminamos o café demos um breve até logo e começamos a nossa volta. Antes de subir a Serra do Corvo Branco paramos para visitar uma gruta e uma cascata que tem pela região. São mais de 80 cachoeiras catalogadas na região de Urubici.

Novamente no mirante, no topo da Serra conhecemos um pessoal de Orleans que nos serviram um bom vinho tinto (com nome de Felippe) e um whisky que só eu provei. Não esquecendo que no Domingo retornamos com neblina, chuva com granizo, sol e muita lama.

Chegamos na casa do Lezo por volta das 14h20min.

Sujos de lama, cansados, doloridos, mas desopilados. Prontos para mais uma aventura.

Este foi o fim de uma aventura de amigos, amigos motociclistas que trocaram vários cavalos de potência para um só. Mas sempre em contato com a natureza.

Nós os Parceiros da Estrada agradecemos o convite do Felippe e a acolhida do Paulinho em seu aconchegante "rancho".

Sem esquecer os guias Ronaldo e Rogério, que com muita paciência e dedicação, foram incansáveis na atenção a todos. Ensinando-nos as lidas campeiras.

Nosso muito obrigado,
Fabio de Souza
Presidente dos Parceiros da Estrada Moto grupo

Fonte: Parceiros da Estrada
Cidade: Urubici-SC-Brasil
Fotos: Parceiros da Estrada
Publicado: INEMA
Date: 07/09/2007 <%insert_data_here%>

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  Evento 6894 - Cavalgada a Serra do Corvo Branco 2007

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