O narrador Gilberto Guazzenelli, de apenas 26 anos, já completou em 2007, dez anos narrando rodeios. Confira o pefil!
Para ser narrador de rodeio é preciso ter dom. A voz e a criatividade andam juntas nessa profissão repleta de desafios e realizações. Gilberto Guazzenelli tem apenas 26 anos e já tem 10 de experiência como narrador de rodeio. Aos 16 anos ele foi num rodeio em que o narrador estava com a voz cansada, logo prontamente se ofereceu para substituí-lo, alegando que o seu maior sonho era ser narrador e que um dia ainda seria o melhor!
Desde então, não largou mais a narração e seguiu persistente na realização de seu sonho. Ele que já foi técnico em informática e competia como laçador, atualmente reside em Teutônia com a sua mulher. No início, que não foi nada fácil, sua família ia contra sua escolha, mas com o tempo, ao se depararem com o talento nato de Gilberto, acabaram acatando sua vontade.
A escolha por ser narrador de rodeio deu-se "porque é uma paixão além da minha profissão, desde pequeno sempre sonho em narrar uma armada". Ele não lembra quando o gosto pela narração começou, mas a relação com os rodeios, que vem desde a infância, pode ter ajudado na descoberta desse dom. Além da narração ele joga futebol e sonha em ser narrador na área.
O que mais gosta em seu trabalho é a possibilidade de emocionar o público, a adrenalina que sente antes de começar a narração e o sorriso das pessoas. Mas, por outro lado, tem a carga horária pesada, os intermináveis dias que passa longe de casa e as viagens cansativas.
A boa organização dos eventos lhe disponibiliza suporte e assistência. A sua preparação para os rodeios resume-se a falar o mínimo possível nos dias antecedentes ao evento, comer muito gengibre e maçã e tomar muita água. Além disso, a concentração é indispensável para uma bom desempenho.
Ele acredita que os únicos fatores que poderiam tirá-lo dos rodeios seria um problema na garganta, ou uma mudança de profissão para a área esportiva. Do contrário, pretende ficar narrando até os 60 anos. Características como entusiasmo, emoção e vontade não podem faltar em um rodeio, na opinião de Gilberto.
Quanto ao processo de criação de rimas ele diz: "crio muito, às vezes à noite eu não durmo e vem algo. Sempre tenho um caderninho e anoto uma palavra ou outra e assim vai. Lanço a frase e vira mania nacional. A marca PAPAPA eu patenteei, ela é minha, um orgulho". Para não perder nenhum momento de inspiração ele sempre anda com um gravador pequeno a tira colo.
Para quem tem interesse na profissão ele diz que é preciso, antes de tudo, ter talento. Mas como bem sabemos o talento não é de muita valia quando não se tem trabalho, é preciso inventar, se preciso imitar, sempre ter ética e, principalmente, humildade e respeito pelos outros. Gilberto agradece ao INEMA pelo trabalho e apoio, além de sua esposa e dos amigos Flávio Torres e Bira Gomes.
Equipe INEMA.
Fonte:
Gilberto Guazzelli (Papapa) Cidade:
Teutônia-RS Fotos: ..:Sem fotos:.. Publicado: Taína Lauck DATA: 13/09/2007
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