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Du Nunes foi um dos freeriders participantes do 9° Jet Waves World Championship, que aconteceu na Praia Brava, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, entre os dias 7 e 9 de setembro de 2007. Confira como foi a sua participação!
Você sabe qual é o seu limite? Até onde você iria por paixão a alguma coisa? O freerider Du Nunes foi longe, até o seu limite. Mesmo com pneumonia, participou do 9° Jet Waves que aconteceu entre os dias 7 e 9 de setembro de 2007, na Praia Brava, na cidade portuária de Itajaí, em Santa Catarina/BR.
Na terça-feira, 4 de setembro, estava tudo pronto para ir para a competição que participa há cinco anos. Porém, nesse mesmo dia foi diagnosticado que estava com pneumonia. Ai foi aquele choque, mas começou o tratamento imediatamente. Todavia, o pior foi conformar-se em não participar, em não andar de jet.
Esse cara cheio de garra e determinação, que reside em Tubarão, também em Santa Catarina, já foi campeão do Mundial Amador de Free ride, e começou no mundo do freeride em 1992. Para o Jet Waves, devido ao problema de saúde, tentou chegar atrasado para ter desculpa em não participar, mas não deu certo, pois as baterias de Sit-Down não tinham começado quando chegou.
Como se não bastasse, seu jet-ski estragou, mas um amigo emprestou-lhe outro. Du entendeu, depois de todo o acontecido, que deveria competir. O que ajudou nessa hora foi o apoio de amigos, como Ivo Sehn. Acredita que o Jet Waves está no padrão de um campeonato mundial, pois pilotos de ponta de vários lugares do mundo compareceram.
Sem esquecer que vieram todos que estão na briga pelo mundial que terá a final em outubro, na Califórnia, nos EUA. O fato do Brasil não sediar a última etapa do mundial já é uma novidade, então como tem muito ponto correndo, também tem muito piloto que veio para aumentar a pontuação, o que aumenta a adrenalina e as manobras no mar.
"A Praia Brava tem um diferencial porque a ondulação, no mar, é muito rápida e cavada. O pilloto tem que ter bastante experiência em ondas, porque não dá para brincar. Se o cara passar um pouquinho do tempo no dropar uma onda ou no saltar, realmente ele está sujeito a levar um baita de um bolo na onda", diz sobre as condições do local escolhido para sediar a competição.
Infelizmente, devido à falta de patrocínio, diz que: "esse foi um ano que eu decidi não fazer nada, parei completamente, inclusive com os treinos. O que eu acho que é uma pena, pois assim como eu, tem bastante gente que tem condições de estar representando o Brasil em várias competições, não só no jet ski, mas em outros esportes Mas, infelizmente, por falta de apoio, acabam não tendo condições de participar de competições".
Para mudar essa difícil realidade pela busca de patrocínio, ele acredita que, em primeiro lugar, deveria ter um projeto do governo federal, como existe hoje a secretária de cultura, turismo e esportes, em Santa Catarina. Esse projeto federal deveria apoiar qualquer tipo de esporte.
Ele acredita que as empresas deveriam contribuir não com 5% do seu ICMS e sim com 20, até 30%. Mas para isso os esportistas precisariam ter profissionalismo e responsabilidade. "Porque esporte é educação. Se as escolas começassem a incentivar o esporte, a violência ia se acabar aos poucos. Porque a violência nada mais é do que resultado da falta de educação", acrescenta.
Equipe INEMA
Fonte:
Carlos Eduardo Nunes Cidade:
Itajaí-SC-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Taína Lauck Date: 19/09/2007
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