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Aconteceu de 16 de julho a 2 de outubro de 2007, a Viagem de WindCar de André Issi, pelos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte da República Oriental do Uruguai. Confira os preparativos!
Amigos, já passa de meia noite, recém voltei de Cidreira onde eu e o Luigi fomos com o Roberto Nardi (fabricante dos windcars e verdadeiro professor Pardal, pois faz de tudo, desde camas hospitalares, efeitos para comerciais (a propaganda da Skol, dos caras tomando choque na geladeira é dele), até pequenos robôs.
Bueno, chegamos na praia, o Nardi vai dando as dicas enquanto monta o carrinho. Frio para dedeu, narizes pingando. Ele dá uma volta sozinho e depois leva o Luigi. O que espanta é o mastro de mais de cinco metros pra um carrinho tão pequeno.
Os dois novatos se entreolham temerosos: - Brody, estamos ralados, não vamos andar nem dois metros nisso aí. Colocamos o Luigi e, para meu espanto, ele que nunca teve um contato com vela ou assemelhados na vida consegue andar e fazer manobras.
O carrinho é incrivelmente rápido, estável e muito simples de manobrar.
É claro que tem as manhas, mas o paciente Nardi (3º no mundial da França, campeão brasileiro e Gaúcho) vai nos ensinando e consegue fazer o quase impossível, ensinou dois bugres a andar em menos de meia hora. Encasacados com roupas de chuva, óculos de proteção, botas e luvas vamos andando.
Ficamos entupidos de areia por todo o rosto, cabelo e resto do corpo. Aliado ao frio que está fazendo pela entrada da frente fria que deixou o Rio Grande branco e abaixo de zero nesta madrugada, fomos congelando na mesma medida que crescia o nosso entusiasmo. À véspera de partir, vimos pela primeira vez um windcar. Dá para dizer que aprendemos a andar.
Amanhã compramos alguma coisa que faltou e seguimos para SC. Talvez a gente inicie só no domingo, é muita coisa para pouco tempo. Consegui andar sem capotar, mas é comum andar só em duas rodas. O Nardi está acostumado a andar a mais de 100 km/h , mas pra falar a verdade, andar perto dos 40 já foi radical demais para nós.
Ainda estamos receosos, mas dá pra acreditar que dá para fazer o que queremos. É claro que teremos um frio de lascar e péssimos momentos, mas a alegria que sentimos esta tarde fez tudo valer a pena.
Queridos amigos acabamos de chegar a Laguna, depois de alguns dias inesquecíveis. Tudo começou dia 14 quando fomos à casa do Nardi buscar os carrinhos. Ele demonstrou ser uma pessoa sensacional pois nos ajudou demais arrumando os carrinhos e nos dando dicas fundamentais para a viagem.
Cada viagem traz uma nova leva de amigos entre eles o Roberto e o Mario Nardi, Bia Bolemann e o Enry. Depois de cinco horas seguimos viagem para a Guarda do Embaú com os carrinhos. Foram seis estressantes horas na Br super movimentada. Depois varamos a madrugada em companhia do Paulo e da Sandra tentando adaptar os tubos.
Não conseguimos e passamos o dia inteiro adaptando peças para colocar os bagageiros nos carrinhos. Depressão. Extremo cansaço físico e a decisão adiar por mais um dia a partida. Com isto dispensamos o Aldo que tinha vindo de Palmas para buscar o carro. O Brody Paulo ainda teria que viajar para POA para fazer uma cirurgia as sete da manhã.
Com isso partimos só no dia seguinte (2ª feira) rumo a Imbituba. Ficamos arrumando e montando os bagageiros nos carrinhos até cerca das 16 horas quando o senhor Doca me levou até a casa de um amigo do Aldo ( João e Zaira ) para deixar o carro e levar de volta a praia da vila. Partimos as 16:30 hs depois de tirarmos fotos com um Russo que apareceu por ali. O senhor Gelson do bar ali do lado foi muito bacana.
Seguimos com areia mole e vento fraco de través até pararmos para a travessia de um riacho pois a maré estava alta. Como já estivesse escurecendo paramos para acampar ao lado do riacho junto à uma cerca. Local lindíssimo e abrigado do vento, Noite muito fria, mas tranqüila.
Fonte:
André Issi Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: André Issi Publicado: Debora Americo da Silva Date: 16/10/2007
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