|
Aconteceu de 7 de junho a 7 de julho de 2007, a viagem do casal motociclista Cicero & Lourdes, cujo objetivo foi conhecer o coração da Amazônia e contatar amigos no trajeto. Confira a primeira parte desta aventura.
1ª Parte - Florianópolis - Porto Velho (4.000 km) - 07 a 14 de junho de 2007. Programamos iniciar essa viagem de férias por um trajeto, porém, na última hora, mais precisamente entre a residência e a BR 101 (12 km), optamos por outro.
Na verdade, quem parte de Florianópolis em direção aos Estados de MS, MT, RO AM, tende a fazer o trajeto Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Presidente Prudente, etc. No nosso caso, são tantas as amizades no interior de SC e Sudoeste do PR, que resolvemos visitar alguns deles no trajeto. Dessa forma, seguimos em direção a Lages e Caçador (SC) e Francisco Beltrão e Capanema (PR).
Nossos anjos da guarda, como sempre, dedicados ao extremo. Na primeira parada para "esticar as pernas", notamos uma mala lateral se desprendendo da moto, ou seja, não tivéssemos parados a tempo, poderíamos ter uma desagradável surpresa mais adiante.
No trajeto entre Florianópolis e Lages, principalmente na serra, enfrentamos temperaturas entre 5 e 10ºC, porém estávamos devidamente abrigados. Nosso primeiro contato com amigos foi com o Gilberto Moreira, de Caçador, onde paramos para almoçar. Ligamos e em poucos minutos ele estava à nossa mesa no restaurante.
Nesse primeiro dia eu trajava uma camiseta presenteada pelo casal amigo Allamo & Chayenne, que iniciavam uma longa viagem pelo Leste Brasileiro, enquanto optávamos pelo Oeste, na qual constava o dizer "Se vamos juntos, vamos bem". Nada mais adequado para um casal que viaja de moto !
Antes de Francisco Beltrão, no PR, contatamos o amigo Biazus, que nos recebeu no acesso da Cidade, acompanhado da esposa e de mais dois amigos motociclistas. Pequeno bate papo, café e seguimos em direção a Capanema, pois o objetivo era pernoitar na residência de outro amigo motociclista.
Boeira & família vivem o motociclismo. Também possuem em sua casa um espaço para apoio estratégico aos motociclistas viajantes: A Toca do Boeira. Papo vai, papo vem, chimarrão, pinhão e vinho, quando percebemos era tarde da noite, hora de dormir.
Durante a noite e na manhã seguinte a Lourdinha sofreu uma indisposição estomacal, necessitando ser medicada, de forma que saímos tarde em direção a Capitão Leônidas Marques, distante apenas 50 quilômetros de Capanema, onde visitamos parentes da Lourdinha.
Dessa localidade seguimos em direção a Cascavel, onde fizemos um rápido contato com o companheiro Jair, que começa a tomar gosto pelo motociclismo. Curioso foi que ele, no intuito de nos acompanhar por alguns quilômetros, retornou 10 kms antes da Cidade, porém nos desencontramos e, não fosse o celular, teríamos perdido o contato.
Resolvemos pernoitar em Guaíra, distante de Capanema apenas 250 quilômetros, considerando que a Lourdinha estava indisposta e não convinha forçar a natureza, afinal a viagem mal começava.
Guaíra é uma cidade sem maiores atrativos, exceto pelo fato de se localizar na divisa dos Estados do PR e MS, separados pelo Rio Paraná, nesse ponto represado pelo Lago de Itaipu, cuja travessia é feita sob uma extensa ponte, onde outrora existia o famoso salto das Sete Quedas, uma bela atração turística do Estado, que sucumbiu pelo lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
O belo nascer do sol contrastando com o lago mereceu um registro fotográfico. O trajeto seguinte também não possui grandes atrativos, salvo se o viajante pretender adentrar ao Paraguay para compras, o que não era nosso caso. Nesse trajeto, antes de Naviraí, uma cena não muito agradável, qual seja, uma grande usina despejando monóxido de carbono na atmosfera.
Em compensação, adiante, um belo trevo de acesso à Cidade, com reproduções de aves típicas da região, o que valeu uma foto. Seguimos em direção a Mundo Novo, Eldorado e Naviraí, chegando em Dourados por volta das 10:30h.
Dourados é uma importante cidade do sul do MS, onde travamos um rápido contato à beira da rodovia com o companheiro Edinho, cujo amizade era até então virtual. Ligamos antecipadamente ao mesmo, notando sua voz sonolenta, o que nos fez pensar que havia chegado de uma noitada, afinal era 08:30 h., porém nos esquecemos que a hora no MS é 01:00h atrasada em relação ao PR, ou seja, em pleno sábado, acordamos um companheiro às 07:30h. Pura mancada ! Edinho, muito atencioso, contatou outros companheiros em Campo Grande para que nos recebessem.
Chegamos em Campo Grande por volta das 13:00h. Mesmo tendo residido lá por 5 anos (1986 a 1991), nos confundimos num acesso da cidade e ficamos meio sem rumo, de forma que ligamos ao companheiro Gargamel para que viesse nos encontrar. Gargamel, acompanhado do Juninho, também eram conhecidos apenas virtualmente.
Almoçamos juntos, colocamos o papo em dia, aproveitamos para tirar o forro quente das roupas e seguimos adiante, indo pernoitar em Rio Verde, pouco antes de Coxim, uma cidade conhecida por qualquer pescador (e isso não é mentira !).
O hotel em Rio Verde era agradável, bom preço e, melhor de tudo, com Internet Wireless, onde pusemos em dia as notícias da viagem. De Rio Verde seguimos a Coxim, passamos direto por Rondópolis, onde temos amigos que estavam ausentes, de forma que não paramos. Uma refeição rápida nas imediações de Cuiabá e seguimos até Cáceres, uma cidade antiga, situada às margens do Rio Paraguay, em pleno Pantanal Matogrossense.
Na manhã seguinte partimos com destino a Rondônia, chegando sob forte calor à cidade de Pimenta Bueno por volta das 15:00h, onde permanecemos por 3 dias, fizemos uma merecida revisão na moto, descansamos o suficiente e iniciamos os primeiros contatos para a segunda e mais complicada etapa da viagem: despachar a moto via fluvial de Porto Velho à Manaus, no que pese distantes ainda cerca de 500 quilômetros da Capital.
O trajeto Pimenta Bueno - Porto Velho, 520 quilômetros, fizemos sob forte calor, sem chuva (aliás, chuva, e ainda pouca, apenas na saída de Florianópolis). Em Ariquemes, 200 quilômetros antes da Capital, fizemos contato com o Lírio, motociclista que conhecíamos superficialmente, batemos um bom papo enquanto almoçávamos, ainda conhecemos outro motociclista (Pietro) do MC Zapata, de Cajamar-SP, que se encontrava naquela Cidade, trocamos adesivos, fizemos fotos e seguimos adiante.
Chegamos em Porto Velho sob sol escaldante e procuramos de imediato um hotel para trocar de roupas que estavam insuportáveis devido o calor. A Capital do Estado é uma cidade que, de certa forma, se assemelha com outras do seu porte em países da América do Sul: trânsito confuso, pouco respeito aos pedestres e motociclistas, muita sujeira pelas ruas, enfim, algo que inicialmente nos deixa um tanto decepcionados, porém, com o passar das horas vamos nos acostumando.
Fonte:
Cicero dos Santos Paes Cidade:
Florianópolis-SC-Brasil Fotos: Cicero dos Santos Paes Publicado: Debora Dias Date: 24/10/2007
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|