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Edgard Batista realizou o projeto CICLOVIDA, de dezembro de 2004 a julho de 2007, no Brasil e na Europa. Confira a parte 10!
10 de julho de 2006
Acabo de completar um mês na "terrinha", e ainda não aprendi a falar português! hehehe... Eles aqui tem quase que uma outra língua, e enquanto não acostumamos o ouvido é até difícil de entendê-los. Agora já estou craque, e consigo até identificar um sotaque algarvio, que é diferente daquele do norte.
Estou agora em Portimão, morando e trabalhando no veleiro Don Silvano, um barcão de madeira feito no Brasil e todo reformado. Trabalho de marinheiro, animador, relações públicas, garoto propaganda, isto é, de novo sou o "Severino" do lugar! E estou adorando, aprendo um pouco da arte da marinharia todos os dias, e acho que no fial da temporada já estarei um perfeito louco, ops, lobo do mar!
Estou conhecendo muita gente boa por aqui, o Vitorino eu já conhecia lá de Salvador e foi quem me apresentou o Joaquim e o Antônio, os donos do barco onde trabalho. Conheci a família deles lá em Aveiro e também o pessoal do clube de Vela AVELA.
O Hernani é o capitão do barco, também muito gente boa, e também conheci toda a família dele. Além disso tem os novos vizinhos de marina... Vai ser um verão bacana!
6 a 17 de outubro de 2006
Depois do período "Don Silvanistico" em Portugal, passei 10 dias em Cabo Verde com uma turma de amigos, O Vitorino, que foi comigo de Portugal, o Marcelo, que veio de Salvador, e o Mario, amigo dele. Cabo Verde é um arquipélago no meio do Atlântico, em frente a costa do Senegal, mais ou menos no meio do caminho entre Portugal e Brasil.
Foi o primeiro pais Africano que visitei, muito interessante por ter sido colonizado por portugueses e ter portanto muitas semelhanças com o Brasil. Os caboverdianos falam creolo, uma mistura de português de Portugal com línguas africanas, mas a língua oficial do pais é o português, então não tivemos nenhum problema em nos comunicarmos.
Na verdade eles adoram o Brasil! E da-lhe TV e novelas brasileiras para todo o lado! Cabo Verde e um pais pobre, árido, mas que tem uma tradição de estabilidade incomum para um pais africano. Principalmente na ilha de Santo Antão, onde chegam menos turistas, me senti como se tivesse voltado 50 anos no tempo, é sé paz e tranqüilidade, e o povo é muito hospitaleiro. Vale a pena!
Ilha de Santo Antão
A travessia das montanhas é espetacular. Do lado da ilha onde desembarcamos vindos de São Vicente é uma aridez total. Então subimos, subimos, subimos até cruzar as montanhas, e do outro lado parece que chegamos no paraíso perdido! Esta parte de Santo Antão é umas das poucas no arquipélago de Cabo Verde com bastante água e vegetação. A caminhada que fizemos junto ao mar me lembrou Macchu Picchu, por causa dos picos pontiagudos das montanhas, mas é como se fosse Macchu Picchu a beira mar.
E-mail para contato: edgardbatista2000@yahoo.com.br
Fonte:
Edgard Antunes Dias Batista Cidade:
Itália-EX-Italy Fotos: Edgard Antunes Dias Batista Publicado: Debora Americo da Silva Date: 29/10/2007
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