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De Março a Agosto de 2007, Eduardo Feijó botou o pé na estrada e rodou o mundo. Confira a parte 10, no Vietnã, desta grande aventura!
Bangkok, 01/06/2007 - 18h10 - Meu único e exclusivo motivo para visitar o Vietnam era conhecer Halong Bay, um arquipélago com mais de 3.000 ilhas no litoral norte. A maior parte destas ilhas é de rochedos que emergem do mar, como o da foto ao lado. Ao contrário do que estamos acostumados a ver no Brasil, praticamente nenhuma ilha tem praia. Durante a minha viagem recebi várias recomendações para não deixar de conhecê-la. E valeu a pena!
A melhor forma de visitar Halong Bay é de barco. Fiz um mini-cruzeiro que incluiu uma noite a bordo, todas as refeições, a navegação pelos inúmeros canais e o translado desde Hanói (4 horas de estrada). O mar é muito calmo devido à proteção natural oferecida pelas ilhas. É um passeio caro, mas posso dizer que vale cada centavo. Comi lagosta, camarão, lula, peixes diversos e caranguejo. Tive a sorte de conhecer ótimos companheiros durante a viagem. Um casal de holandeses e 3 australianos, todos com muitas viagens na bagagem. Além da ótima companhia, ganhei várias dicas sobre a Austrália, Nova Zelândia, Indonésia e Turquia.
Durante a navegação encontramos inúmeras casas flutuantes. As ilhas não têm solo adequado para a agricultura. Desta forma, centenas de pessoas vivem nestas pequenas casas e sobrevivem à base de pesca. Mais recentemente, com o crescimento do turismo, eles desenvolveram barcos que funcionam como pequenas mercearias. Neles você encontra bebidas, comidas e algumas utilidades.
O barco tem uma lancha na qual exploramos algumas atrações da baia. Uma delas é uma lagoa que fica escondida por trás de uma pequena abertura na rocha. A lagoa é cercada por montanhas escarpadas e não há como atingi-la por terra. Exploramos também uma bela caverna iluminada em outra ilha (há outras 90 e poucas cavernas na região).
Do convés observo de um lado o pôr-do-sol e do outro o nascer da lua quase cheia (eu a fotografei cheia em Hanói). No lado esquerdo, o mirante no qual se consegue uma vista panorâmica da baia. No dia seguinte acordo cedo para o nascer do sol, mas o tempo nublado não permitiu a foto que eu gostaria.
Chego no final da tarde em Hanói, e tenho tempo suficiente para uma rápida caminhada de reconhecimento. O Vietnam foi colonizado pelos franceses, o que é percebido nas construções de 3 andares do centro histórico. Muitas lojas de decoração ficam lado a lado. Como leigo, associo as peças com a China. Tudo muito barato! Acho que com R$ 500 é possível decorar tranquilamente um pequeno apartamento.
Atravessar a rua parece missão impossível! Não há semáforos, e as ruas são povoadas por motos. Os carros são minoria, e não há tuk-tuks. Um pequeno veículo empurrado por uma bicicleta é utilizado para trajetos curtos (há um destes na foto ao lado). A recomendação que recebi é de atravessar a rua numa velocidade lenta e contínua. Nunca corra ou pare bruscamente. As motos simplesmente desviam de você. Testei e realmente funciona!
Reservei um tempo hoje pela manhã para fotografar as pessoas nas proximidades de um templo taoísta. Confesso que é difícil distinguir entre vietnamitas, cambojanos e chineses. São todos parecidos! Vi muitos jovens. O Vietnam, como um dos tigres asiáticos, cresce de forma consistente e oferece diversas oportunidades de trabalho. Embora seja um país socialista, vejo nas ruas um clima de puro capitalismo. Alguém consegue me explicar esta contradição?
O Vietnam está investindo no turismo. Numa única rua, na qual procurei um quarto para a ultima noite em Hanói, encontrei 5 pequenos hotéis, todos novíssimos, limpos e com preços honestos. Descobri que há opções de trekking tanto em Halong Bay quanto em Sapa, perto da divisa com a China. O litoral é extenso, e há diversas praias bem recomendadas. As minhas 72 horas no Vietnam me convenceram de que este país merecia muito mais, talvez uma ou duas semanas.
Cheguei há poucas horas em Ko Samui, uma ilha no sul da Tailândia. Agora estou num dilema. Acho que tirarei férias das minhas férias, deixarei a máquina fotográfica na mala, esquecerei o notebook e ficarei na praia sem fazer nada. A resposta virá em 3 ou 4 dias.
Bangkok, 05/06/2007 - 10h00 - Essa foi a minha rotina nos últimos 3 dias: acordar tarde, tomar um bom café da manhã (um dos melhores da minha viagem), deitar na praia e observar as diferenças entre a maré alta e a baixa. Como os recifes protegem a praia, praticamente não há ondas e, na maré alta, é possível caminhar centenas de metros mar adentro sem molhar o joelho. Quando o mar recua, ele forma imensas piscinas naturais que refletem o céu, como esta da foto.
No final da tarde eu percorria a orla, que é repleta de pousadas, bares, restaurantes e casas de massagem tailandesa ao ar livre. As construções são baixas e na sua maioria ficam por detrás das árvores. Não havia muitos turistas, o que permitia um clima de muita tranqüilidade. Porém, esta tranqüilidade é momentânea, pois em julho a temporada começa e a cidade é invadida por jovens australianos, americanos e japoneses em busca de agitos e baladas.
Fiquei numa pousada de frente para o mar, numas das extremidades da praia (basta virar as costas e andar em direção à pousada ao lado). É fácil conseguir um preço razoável nesta época. Aproveitei o tempo para planejar o meu roteiro em Bali e na Nova Zelândia. Curti muito as férias das minhas férias! Espero repetir a dose.
Hoje é um dia em aeroportos. Estou em Bangkok, às 11h45 tomo o avião até Singapura, e sigo para Bali no final da tarde, onde chego à meia-noite. De volta ao hemisfério sul, amanhã começo a fotografar.
Fonte:
Eduardo Feijo Cidade:
Bangkok - Vietnã-EX-Vietnã Fotos: Eduardo Feijo Publicado: Debora Americo da Silva Date: 09/11/2007
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