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De Março a Agosto de 2007, Eduardo Feijó botou o pé na estrada e rodou o mundo. Confira a parte 17, na Grécia, desta grande aventura!
Roma, 12/08/2007 - 19h20 - Um dos momentos mais difíceis quando escrevo para o blog é a escolha do título. Procuro palavras que sintetizem as minhas emoções e percepções. O título deve ser curto e conter o nome do país (ou da cidade em algumas situações). No caso da Grécia, estava em dúvida entre explorar a riqueza arqueológica ou explicitar a liberalidade nas praias.
Uma última revisão das fotos me chamou a atenção para a predominância da cor azul. Seja no céu, no mar, na decoração das inúmeras igrejas ou nas portas e janelas contrastantes com o branco das casas, o fato é que o azul aparece com destaque em mais de 80% das minhas fotos. A própria bandeira da Grécia, com faixas azuis e brancas, ajuda a comprovar a minha tese.
Comecei a viagem por Atenas, onde reencontrei a Mônica e a Carmen. Embora a cidade tenha milhares de anos de história, ela é moderna e não tem o mesmo charme de Istambul. As principais ruínas ficam no complexo de Acrópoles, incluindo o Partenon, construção imponente que ocupa o alto de uma colina há 2.500 anos. Gostei do bairro de Plaka, cujos bares, restaurantes e lojas ficam cheios de turistas.
Decidi ficar somente 1 dia em Atenas e no dia seguinte tomei o ferry até a ilha de Syros. O transporte em ferry é a forma mais utilizada para a locomoção entre as ilhas. Os barcos são grandes, modernos e rápidos, embora este primeiro trecho tenha demorado umas 4 horas. Syros é uma ilha agradável, sem a mesma badalação de Mikonos ou Santorini, e da janela do meu quarto eu podia ver o mar. A principal atração em Syros é a caminhada até igreja que fica no alto de uma montanha.
Fui para Mikonos e a minha primeira experiência não foi nada agradável. Havia enviado um e-mail para a pousada onde informava o horário da minha chegada. No entanto ninguém foi ao porto para me transportar. Tomei o ônibus até a vila e, sem saber direito a localização da pousada, eu decidi enfrentar a ladeira puxando os 20 kg da minha bagagem. Acho que nunca suei tanto na minha vida!
Mikonos é famosa pelo culto ao corpo. As praias são maravilhosas e há muita badalação. Na cidade, as ruas labirínticas estão coalhadas com lojas de grife. Um sentido de tolerância irrestrita permite que a sexualidade seja demonstrada de inúmeras formas. Nas praias é comum o topless, o namoro homossexual e a nudez completa. Não há áreas exclusivas, e as famílias ocupam os mesmos espaços. No meio de alguns sustos, certa indignação e muitas risadas, concluímos que uma temporada em Mikonos não se esquece tão rápido.
A melhor forma para se conhecer as praias em Mikonos é de carro. A ilha é montanhosa e as estradas sinuosas são uma diversão a parte para quem dirige. Em alguns pontos só um carro consegue passar. A paisagem é árida, pedregosa. Pequenas igrejas brancas estão espalhadas pela ilha e contrastam com a paisagem seca. Praticamente todas as casas têm um curioso formato cúbico. Mais uma curva e somos presenteados com a visão panorâmica de uma nova praia. Também fizemos um passeio de meio período pelas ruínas e vistas panorâmicas da ilha de Delos.
A última ilha a ser visitada é Santorini. Esculpida por erupções vulcânicas e terremotos, ela tem o formato de uma lua crescente. O lado de dentro da lua fica no alto da cratera, dezenas de metros acima do mar, enquanto o lado de fora tem praias cobertas por pedras pretas de variados tamanhos. Debruçados na cratera estão as pousadas e os restaurantes.
Ficamos frustrados com as praias de Santorini, que não têm a beleza das que encontramos em Mikonos. Por outro lado, caminhar pela borda da cratera permite um panorama único, maravilhoso. E é claro, tomar vinho e ver o pôr-do-sol bem acompanhado não tem preço.
Fonte:
Eduardo Feijo Cidade:
Mikonos - Grécia-EX-Grécia Fotos: Eduardo Feijo Publicado: Marília Garske Date: 21/11/2007
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