|
Dan saiu de Rio Branco, no Acre, dia 28 de Novembro de 2003 e finalizou a viagem na cidade de João Pessoa, na Paraíba, no dia 06 Fevereiro de 2004, totalizando assim, 4.015,17 Km de bicicleta. Confira sobre amigos encontrados nessa grande aventura!
Durante os 71 dias em que me aventurei a cruzar o país de Oeste a Leste tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas maravilhosas, nas mais diversas regiões do nosso imenso país chamado Brasil. Valeu Danleir, você é um verdadeiro brasileiro e tenho orgulho de você ser meu amigo.
Sr. Souza - no final da tarde em um balneário, o proprietário deixou-me montar acampamento dentro do seu estabelecimento, me convidou para jantar e ficamos conversando sobre a minha viagem e as dificuldades que eu poderia encontrar. Ele falou também sobre a época da construção do balneário, onde ele conta que já foram mortas 44 sucuris e hoje elas não aparecem mais nas piscinas naturais que formam o Banho do Souza.
Francisca, Edna e Valdeli - me receberam alegremente no restaurante de sua mãe e confesso que naquela tarde tive um dos melhores dias da minha viagem. Como a chuva estava muito forte e a hora do jantar se aproximava, decidi ficar por ali mesmo. Ficamos conversando pela noite afora e elas fizeram companhia para mim naquela noite fria. Sua mãe me ofereceu um leite quente com queijo fresco da região.
Adriano e Dona Aparecida - à tarde estava muito quente e o sol literalmente fritava as rodas da minha bicicleta no asfalto. Encostei em uma lanchonete e o meu amigo Adriano ficou supresso em alguém pedalar naquele calor insuportável. No final da tarde chegou Dona Aparecida que me ofereceu uma janta maravilhosa. Ficamos na frente da lanchonete conversando sobre os cuidados que tenho que tomar com relação às inúmeras cobras que ficam a beira da rodovia "Surucucu".
Sr. Francisco e sua esposa - me receberam como um parente, alguns dias atrás tive por coincidência a oportunidade de conhecer sua sogra, Dona Aparecida que tem um restaurante no Acre. No restaurante do Senhor Francisco pude experimentar um delicioso suco natural de Guaraná, nunca tinha sentido o real sabor da fruta, sem falar do maravilhoso suco de Açaí gelado, e ainda tinha espaço para 8 mangas tiradas do pé naquele instante.
Rondônia - chegando na cidade de Vista Alegre, avisto o batalhão da Policia (GPPM), sou recebido pelo Sargento Maciel e o Cabo Clodimar, foi uma amizade muito rápida. Expliquei minha viagem para os dois, que ficam surpresos e me desejaram muita sorte e explicaram que na região não teria problemas com assalto, pois a cidade é calma e pacata. Inclusive me deixaram acampar do lado do batalhão.
Paraíba, O Senhor Deusalino - me abrigou em sua casa. Confesso que no começo fiquei meio desconfiado, pois ele me conheceu em uma lanchonete na beira da estrada e em poucos minutos de conversa ele me cedeu pouso em sua casa. Só depois de algumas horas percebi que minha desconfiança era inadequada, pois ele e seus pais me receberam de braços abertos sem nenhuma desconfiança, isso foi uma verdadeira demonstração de solidariedade.
Ceará - lugar de pessoas maravilhosas. Dona Maria seu esposo José e sua neta Hellen foram para mim naqueles poucos dias meus familiares. Tive a sorte de me hospedar em sua casa e conhecer a hospitalidade cearense, assim que cheguei em São Paulo liguei para eles avisando que o fim da viagem foi tranqüilo apesar das fortes chuvas que não cessaram nenhum dia sequer. Com certeza eles fazem parte da minha vida e sempre levarei excelentes recordações de Crato.
Maranhão - durante minha passagem pela cidade de Zé Doca procurei abrigo em uma fazenda, onde o capataz não quis minha presença lá. Fiquei magoado, pois a chuva estava forte e buscava um lugar para me abrigar, graças a Deus 500 metros dali, achei abrigo em uma escola onde os vigias, Valdevino e Manoel me cederam um espaço para montar minha barraca, dentro de uma sala de aula.
Manaus - durante o desvio que tive que pegar por causa das péssimas condições da estrada, fiquei hospedado na casa do meu amigo Alirio Junior, que percorreu um trecho da rodovia transamazônica comigo juntamente com o reporter da revista Discovery, Rodrigo Rudger. Lá conheci o seu pai, Alirio, os seus dois cunhados, Valdemir e Tonico o qual demonstra total intimidade com a bicicleta, e disse que assim que tiver preparado vai comigo em uma outra expedição.
Piauí - logo pela manhã deixo a cidade de Teresina em direção a Picos, mas a chuvas não param de cair, infelizmente pego um buraco coberto pela água e destruo a roda traseira de minha bicicleta. Depois de empurrar a bicicleta por 20 quilômetros encontro abrigo no bar da Senhora Maria e a dona Rita, que me ofereceram um jantar maravilhoso. Elas me ofereceram um lugar para montar minha barraca e fiquei conversando com o Senhor João sobre a minha expedição durante a noite toda.
Pará - tive que voltar para a cidade de Altamira, pois as chuvas destruíram uma das pontes que ligam a cidade até Marabá. Peguei uma nova rota rumo ao porto de vitória do Xingu. Os ficais do posto DEPARA me ajudaram a pegar uma carona na balsa de boiadeiro que iria para a cidade de Belém. A ajuda dos meus amigos José e Isaias foi de suma importância para que pudesse continuar minha viagem rumo as praias de João Pessoa.
Achar um lugar para acampar era sempre a maior dificuldade que tinha no fim da tarde, a rodovia não oferece nenhuma estrutura para turistas ou aventureiros. É preciso muita conversa com os capatazes para poder acampar dentro das inúmeras fazendas que cercam a rodovia transamazônica, sempre desconfiados eles só aceitavam minha presença depois de explicar que estava fazem um trabalho, e que a expedição tinha um objetivo.
Para contatar Dan Robson: dan@dan.com.br
Fonte:
Dan Robson Cidade:
São Paulo-SP-Brasil Fotos: Dan Robson Publicado: Debora Americo da Silva Date: 22/11/2007
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|