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Nei esquiou por quatro dias na maravilhosa estação de esqui do Canadá. Veja o relato em detalhes da sua aventura no dia 14 de dezembro de 2007!
Sexta feira dormi bem. Como dormi cedo, às 6 da manhã já havia acordado. Era escuro, fiquei na cama olhando pela janela lá fora e esperando amanhecer. Foi legal ver a montanha aparecendo, pelas 8 horas já era claro, mas aí uma cerração começou a fechar a montanha e depois começou a nevar.
Levantei e arrumei as roupas, me preparando bem para que não passasse frio. Aqui vão umas dicas:
Nos pés, duas meias, uma mais fina e outra grande e grossa por cima. É importante que as duas sejam transpirantes, pois se você suar não vai ficar com os pés gelados.
Nas calças, usei duas roupas de baixo, também daquelas que transpiram, que comprei ainda no Brasil. Em dia de sol, apenas uma bastaria, mas em dia de neve, eu uso duas das grossas.
Ainda coloquei duas calças de neve, uma por cima da outra, assim me protegem bem. Da outra vez que estive em Whistler, senti frio por ter usado apenas uma segunda pele e uma calça de neve (tem calças de neve que têm forro, aí apenas uma basta). Às vezes, com muita chuva, a calça de fora fica úmida e a de dentro se torna útil para proteger.
Em cima, usei também quatro camadas: duas de segunda pele, um blusão grosso e a jaqueta de neve com forro. Para o pescoço uso um cachecol, mas tipo gorro, sem a parte de cima. Além disso, uma boa toca e umas luvas.
Essa preparação toda é extremamente necessária para passar o dia inteiro abaixo de neve, considerando que o esqui não faz a gente se esquentar em nenhum lugar além das pernas, e, quando se volta para cima de lift, pode demorar e você pode passar muito frio, fora pegar uns ventos fortes!
Ahhh não pode esquecer de usar um óculos! Paradoxalmente, em dia de sol ele é dispensado mas em dia de neve, chuva ou vento forte, se torna um acessório importantíssimo.
Além disso, sempre levo uma mochila com um par de meias, uma luva e uma toca, em caso de molhar ou perder. Ela se torna útil também para poder guardar algo que você não quer usar, como por exemplo, se estiver muito quente, pode-se tirar algo e guardar na mochila.
Bom, depois de pronto, com a casa arrumada e vestido, fui em direção aos lifts, cheguei lá e achei o lugar para alugar botas e esqui. Já que se torna um peso a menos para levar é melhor alugar mesmo. Nesse primeiro dia não levei a máquina, pois seria melhor esquiar apenas.
Aluguei os esquis bem perto dos lifts e paguei 105 cads por quatro dias. Era possível escolher pelas montanhas deWistler ou para Blackcomb.
Decidi andar em Whister e outra hora iria a Blackcomb.
Nevou a tarde toda e aproveitei bem. Fiz seis descidas sendo que na última fui até a base.
O horário dos lifts é das 8:30 as 3:30 mas as 3 já começam a fechar alguns deles. Assim, eram 4h e eu já estava na cidade que fica junto à montanha. Ela se encontrava toda coberta de neve, o que era lindo de ser ver mesmo sem sol.
Larguei as botas, não tinha sentido as dores nos pés desta vez, pois coloquei com calma as botas e deixei só as meias para dentro da bota. Dessa vez, as segundas peles e calças ficaram para fora! Com as segunda peles para cima e as calças sobre as botas, evita-se dores nas dobras, que podem se tornar insuportáveis, e, se não tiver um lugar bom para sentar e ajeitar, pode estragar o esqui.
Bom, entregue os esquis e botas, por estar perto dos lifts, não precisei andar muito e fui direto para casa para ver se achava o meu mp3. Na hora de subir, descobri que tinha perdido ele e fiquei revirando os bolsos muitas vezes.
Enquanto andava, via os bares cheios de gente alegre curtindo o dia, contando suas histórias e os europeus tomando muita cerveja.
No fim, achei meu mp3 preso junto aos meus documentos, mas como ficava no pescoço eu não o via. Aliviado, fui fazer um rancho no supermercado que fica ao lado. Gastei 70cads mas comprei comida para 3 dias. Como estava sozinho decidi só compra lanches e doces, o que não faltou foi sorvete e queijinho, depois só faltava achar o vinho.
A maioria do pessoal da cidade janta em casa. O super estava lotado. Cheguei, tomei iogurte e fiz uns três sanduíches estilo brasileiro, com tomate, pão, queijo, presunto.
Continuava nevando muito, não resisti e acabei pegando a máquina para fazer o mesmo roteiro de fotos do dia anterior. Só que esse dia tinha um diferencial: a neve! Protegi a câmera com a capa de chuva e fui lá. Com essa saída aprendi uma coisa: quando se coloca um número de abertura muito alto (pouco abertura) não aparece a neve, tem que ser um número baixo. Então, coloquei 5.6 no AV e fui presenteado com boas fotos, com a neve caindo aparecendo. Mesmo assim, tirei dos dois modos para depois comparar. Tentei várias outras configurações no flash e na máquina, mas não deram bom resultado. Com zoom também não ficaram legais pois não pega a neve direito.
Closes não dão o mesmo efeito!
Depois, contente com a minha descoberta, voltei para o studio e tentei entrar na internet, mas não sei por que, não estava pegando. Talvez fosse por causa da neve. Assim, meia noite já estava indo dormir, mas não antes de olhar as previsões: chuva e para a região de Toronto e Quebec, essa estava sendo a maior tormenta de inverno, em um dia nevou mais de 30 cm. Para sábado e domingo o noticiário anunciava outra, começando pelo lado em que eu estava (Whistler) e atravessando o Canadá.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Whistler - Canada-EX-Canada Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Marília Garske Date: 14/12/2007
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