|
Aproveitar um dia diferente e vivenciar novas experiências é algo que eu adoro. Então, não poderia perder este dia. Era o 3° dia de esqui em Whistler e, apesar da previsão de grande tormenta, fui esquiar. Veja o relato do dia 16 de dezembro de 2007!
Sábado tinha sido maravilhoso, muita neve estava caindo e eu esquiado muito, foi fantástico, talvez só tenha faltado os amigos.
Bom, o cansaço era muito e acabei não saindo à noite. Fui dormir cedo pois o domingo seria de muito frio, tempestade e vento.
Era noite ainda quando ouvi um barulho tocando alto, tipo sirene ou alarme, levantei depois de tentar ignorar e dormir e achei que era o despertador, tentei desligá-lo, mas não parava. Eu estava meio dormindo ainda e era incrível, como fazia barulho! Olhei para fora e vi que estava muito escuro, aí fui conferir a hora: 2h52 da madrugada. Resolvi descobrir o barulho e vi que era o alarme de incêndio do prédio.
Vi o pessoal descendo pela escada, passavam pessoas de casacão e um pessoal com cães. Fui pra a varanda, tava muito frio, teria que me vestir. Vi como sair pela janela, tinha muita neve lá embaixo e dava para saltar em dois estágios que a queda seria na neve. Não senti cheiro de fumaça ou fogo, também não vi clarão algum. Como já tinha presenciado de tarde uns caras aprontando contra o carro de lixo, jogando bolas de neve para assustar o motorista, imaginei que deveria ser isso. Eram uns marmanjos.
Assim, decidi ficar atento, já tinha estudado alternativas de sair do prédio, o que é um hábito meu. Talvez isso se deva à época que morava no centro de Porto Alegre e cada mês tinha um incêndio por perto, tínhamos, então, que descer, etc.
Assim, havia três saídas. Fiquei ali, vendo chegar o carro de bombeiro. Não havia correria nenhuma mas estava cheio de pessoas lá em baixo. Então, decidi descer para saber o que estava havendo. Quando fui sair, passei em frente ao elevador e vi todo mundo subindo e rindo. Era um alarme falso de um bobalhão. Não por nos acordar mas por fazer bombeiros se envolverem.
Então acabei dormindo tarde, de manhã, acordei também pelas 9h e até ir esquiar já era quase 11h.
Na Spice, onde aluguei meus esquis, encontrei um urso, heheh era uma pessoa vestida de urso, muito legal, era sua roupa de esqui.
Na subida da montanha, o lift parou duas vezes por mais de 10 minutos por causa do vento. Falo do lift gôndola, o grande. O pessoal mais velho falou que há muitos anos atrás ele parou por 22 minutos e então todos receberam um tíquete para mais um dia. Porém, em 10 minutos estávamos subindo e o vendo uivava lá fora.
Não se via nada a não ser perto da gôndola.
Assim chegamos lá em cima. Era incrível o temporal que estava acontecendo, não se via quase nada. Sai pra tirar umas fotos, a visibilidade melhorou um pouco, às vezes era possível ver poucos metros apenas e outras abria um pouco mais e podia-se ver uns 20 metros no máximo. Minha máquina tinha uma proteção de chuva, isso foi ótimo.
Voltei para a entrada onde deixei os esquis, coloquei os esquis e fui dar uma descida. Como não se via nada, foi muito legal, as pessoas surgiam de uma hora para outra na frente. Curti até chegar no meio da base.
Tinha nevado 22 centímetros durante a noite.
Agora, na subida do lift de cadeirinha, era um sofrimento de tanto frio. Eu fui preparado, vestido como nos outros dias e com mais uma balaclave sobre a toca. Essa foi a minha solução, só o nariz de fora.
Também quando vinha o vento, balançava tudo... Às vezes dava até medo que fosse nos tirar do lift.
O vento era muito forte e eu sentia frio nas pernas, isso, apesar de duas segundas peles e duas calças. Eu sentia frio nas mãos apesar de uma luva dupla grossa e sentia frio no rosto apesar da balaclave, do óculos de neve e de ter fechado a jaqueta sobre o rosto. Eu já havia sentido esse frio uma vez na Antártica e outra lá em Banff, aqui no Canadá.
No entanto eu estava muito feliz por estar tendo esta experiência. As pessoas que estavam ao meu lado nos lifts conheciam umas as outras, nesse dia, poucas crianças esquiavam. Os restaurantes e bares de abrigo estavam lotados e à tarde o movimento tinha ficado muito pequeno.
Esquiei pelo lado direito da montanha e pelo lado esquerdo. Uma hora filmei toda subida do lift para ter documentado a força do vento e a tempestade. Essa, era considerada uma das mais fortes que o Canadá já teve.
E eu, esquiando...
A visibilidade era ruim, mas para esquiar era muito bom, tinha bastante neve fresca no chão. Eu não caí nenhuma vez novamente. Bom, tinha que descer o máximo de vezes, então, só parei uma hora para tomar um chocolate quente, era umas 2h da tarde e estava muito frio. Aproveitei e tomei uma taça de vinho junto, que mistura, mas foi bom, deu uma esquentada bem legal.
Também nesse dia, vi o pessoal andando de bicicleta de neve. Em vez de pneus tem um esqui e em vez de pedalar, é só descer morro abaixo. Até tentei alcançar eles, mas eles eram muito ágeis e sumiram de vista pela tempestade.
Nesse dia, os snowmobiles andavam pra cima e pra baixo com o bib bib, auxiliando quem tinha problemas.
Já no finalzinho da tarde, (os lifts normais fecham as 3h e o grande as 3h30), vi uma professora com um monte de crianças fazendo uma descida, eles em alto astral. Era um curso para locais que tem durante toda a estação.
Faltava 10 minutos para as 3h quando peguei o último lift. Em 10 minutos eu estava lá em cima novamente. Aí fiz a descida final até a base e minhas pernas, por não ter atividade física regular, estavam sem forca, como foi o dia todo. Decidi filmar a descida toda, devo ter levado mais de meia hora. A cada mil metros, provavelmente, ou 500 metros, eu dava uma parada, alongava e seguia em frente.
Era muita neve caindo e também muito vento. Assim, fui até chegar à Village de Whistler.
Nesse dia já havia luzes acesas, foi lindo ver a cidade assim. Fui entregar os esquis e depois fui para casa. Comprei mais um iogurte para reforço e também porque não comi nada durante o dia, só esquiei. Tinha tomado o chocolate quente e o vinho.
Aí, olhando pela janela do quarto, vi toda aquela neve caindo... Não me contive, troquei de roupa e fui lá para fora tirar fotos.
Assim foi, levei umas 2 horas tirando as fotos novamente, mas agora com muita neve. Fiz um caminho diferente e fui até a village dos Lifts.
Já tinha pego a manha de deixar o número da abertura menor possível, que é deixar a abertura bem aberta, mais o flash e no modo AV, então, saiu as fotos que eu queira.
Muitas pessoas faziam pose, pois só havia eu com uma câmara grande e protegida com capa, também outros me perguntavam qual a configuração etc. Nesse dia não levei o tripé.
Aproveitei também o momento do anoitecer, que é aquela hora depois do pôr-do-sol, que o céu fica muito azul, em geral, a olhos nus não se nota, mas quem tira foto sabe que é um momento mágico.
Também, como sempre, fiz umas experiências de mexer na configuração e assim aprendi um pouco mais sobre tirar fotos em dia de neve.
Antes das 10h eu estava de volta em casa. Aproveitei para fechar as malas, afinal, o próximo dia era segunda e eu iria ainda esquiar, porém, tinha que deixar o Studio antes das 10h. Já tinha planejado que levaria a bagagem até onde eu alugava o esqui, em frente os ônibus para Vancouver.
Mais um ótimo dia, muito diferente de tantos outros que poderei me lembrar e contar em muitos outros detalhes. Consegui descer mais de 10 vezes e sem cair!
Bom, amanhã seria o dia de cair..heheh
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Whistler-Canadá-EX-Canada Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Marília Garske Date: 21/12/2007
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|