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A expedição Ushuaia- Bariloche 2006, de 05 a 27 de janeiro de 2006, foi realizada por Olir Mocelin e mais 4 participantes. Confira a primeira parte desta aventura:
Buenos Aires continua linda. Aproveitamos a nossa estadia de dois dias para conhecer a cidade e comprar algum equipamento para a viagem. Compramos pneus, câmaras de ar, e roupa de ciclismo. Os preços são melhores do que no Brasil mesmo para os produtos "made in Brazil".
Mas o que chamou a atenção dos brasileiros foi o preço dos transportes públicos. A passagem de metrô custa $0,70, equivalente a R$ 0,56 e o ônibus $ 0,80 = R$ 0,64. O táxi também é muito barato. Uma corrida normal de 5 km não passa de $ 6,00. Isto para não falar na passagem aérea. De Buenos Aires a Ushuaia, mas de 3.200 km custa apenas $ 304,00, ou seja, R$ 243,00. É mais barato viajar de avião do que de ônibus. Só que é preciso comprar o bilhete na Argentina, pois no Brasil custa três vezes mais.
No sábado, dia 6, fomos até a rodoviária para recepcionar o Ricardo. Guardamos a bagagem dele e fomos ao restaurante "Siga la Vaca" para comemorar o encontro dos cinco aventureiros. Finalmente o grupo estava completo. No final da tarde compramos bolacha e refrigerante no supermercado e fizemos o lanche na "Calle Forida", muito movimentada. Sentamos na porta de um banco e apesar do "pouco a vontade", vimos que ninguém dava bola para o que estávamos fazendo. Ai nós também ficamos "a vontade".
Já era noite quando o grupo se dividiu. O Armando, o Ricardo e eu comemos uma pizza e voltamos para o Hotel. O Olir e o Nino permaneceram na "Calle Florida" até meia-noite, tomando cerveja e sorvete, vendo os artistas de rua: boa banda de blues, "bandeolonistas", cantores líricos, de tangos, humoristas, mágicos, pintores e outros. Os bares e cafés, alguns com cadeiras na calçada, restaurantes, todos lotados. Os casais que passeavam nas ruas eram acompanhados de filhos pequenos, apesar do horário, o que transmitia a sensação de segurança.
Domingo, dia 7, amanheceu chovendo e a temperatura estava agradável. Quando falávamos sobre bagagem, o Ricardo quase acreditou e ficou impressionado quando o Olir disse que o Nino havia trazido um enorme cobertor que estava sobre a mesa do quarto. Rimos um pouco antes de dizer que o cobertor era do hotel. Quando o Armando perguntou "o que era o tal de manguito", o Olir disse que 'era uma manga cheia de lantejoulas que se usava durante a viagem". Quando ia dar mais explicações o Nino não se agüentou e caiu no riso. Tomamos café na "panadería" em frente ao hotel.
Aproveitamos para participar da Eucaristia na Igreja San Martin e a seguir fomos até o Carrefour para comprar alguma coisa. Esquecemos de um detalhe importante: nunca se deve ir ao supermercado com fome. Compramos tanta coisa, mais de 10 quilos, que no final da viagem tivemos que repartir a sobra. Almoçamos no restaurante do supermercado e dali já seguimos para a rodoviária. O Olir e o Nino foram até o Hotel fechar a conta e levar a nossa bagagem para a rodoviária onde nós os esperávamos com as enormes sacolas de comida.
O Terminal rodoviário de Retiro, em Buenos Aires, é enorme e muito bonito. São 75 plataformas de embarque numa construção linear de mais de 500 metros de comprimento. Havia tanta gente que era quase impossível caminhar no corredor central. Ônibus modernos predominavam com destino a quase todos os paises do Cone Sul, desde a Bolívia, Peru, Chile, Brasil, Uruguai, Paraguai... No embarque para Rio Gallegos não deixaram embarcar as bikes. Depois de muita apreensão concordaram em despachar no ônibus seguinte e pagarmos $ 50.
Fonte:
José Olir Mocelin Cidade:
Buenos Aires-Ex-Argentina Fotos: José Olir Mocelin Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 04/01/2008
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