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Dan no projeto Petar 61 - Diário 1

Dentro de uma Caverna por 61 dias, este foi o grande desafio de Dan Robson em 2002, Dan ficou confinado de 12 de agosto de 2002 até 12 de outubro de 2002. Confira a 1° Parte do diário!

Durante os 61 dias Dan teve muito tempo para escrever tudo o que aconteceu dentro da caverna, neste diário ele descreve as emoções de conviver com a solidão, os sonhos de sua longa experiência, sonho aos quais o psicólogo interpretou como um surto, em vários relatos Dan descreve os contatos que teve com a outras dimensões e seus seres, Gnomos, Mestres, Cavalos Alados, criaturas Bizarras das Infras Dimensões. Será que tudo isso foi mesmo um surto psicológico?, Ou a realidade do homem esta dentro do seu "EU" interior ?

OBS: Os relatos abaixo contem alguns erros, deixamos o diário com a sua total integridade, Dan Robson teve a difícil tarefa de suportar o confinamento extremo do ser humano longe da sociedade.

12 de Agosto à 12 de Outubro

Diário de Dan Robson

(Projeto Petar61)

Véspera 11 de Agosto

Chegando no Parque Petar, me hospedo na Pousada do Quiririm onde fico com meu amigo Marcelo Magon, logo que amanhece preparamos os equipamentos para minha longa estada de 61 dias dentro da caverna Alambari de Cima. Como estávamos em 2 pessoas tivemos um peso extra, cerca de 30 quilos de equipamentos para cada um de nós carregamos.

Depois de percorrer 3 km em quase uma hora de meia, O Marcelo sente mal na estrada e senta um pouco, mas nada sério, apenas um mal estar, logo já estávamos na boca da caverna. Não é apenas entrar, tem que abrir um portão que mais parece um ralo, uma pequena fenda nos separa da entrada até o começo da decida que tem ser muito bem pensada para ninguém cair.

O pequeno abismo é cheio de barro e as pedras formam um limo, após mais uma hora de cuidados chegamos todos cheios de lama, com os sacos estanques até o fim do abismo. Agora, vamos passar por um teto baixo com água, o teto baixo tem 100 metros de extensão e muitas vezes é preciso ajoelhar para conseguir passar pela água. Porém, não podemos mesmo com os sacos estanques correr o risco de molhar os equipamentos eletrônicos. Após alguns minutos, estamos em fim perto do lugar escolhido para minha longa estada, logo que escolhemos o local ideal, firmamos minha barraca de 2,80 x 2,80 com altura de 2,20, uma verdadeira casa na caverna, mas eu preciso de espaço pois vou passar 61 dias dentro dela.

Após sua instalação começamos a instalar as câmeras de vídeo que vão registrar toda minha estada, em seguida, instalamos o vídeo cassete e a televisão. Após quase 5 horas de testes, pronto, todo o equipamento está pronto, são 2 câmeras fixas e 2 câmeras moveis, um vídeo cassete e uma televisão, agora vamos instalar a comunicação com a parte externa, são 2 interfones interligados a um fio de 180 metros. Este interfone é alimentado a uma bateria de 60 ampares, também foi interligado outro meio de comunicação, um microfone a um gravador para registrar separadamente meu áudio.

A instalação do gravador será acionada logo após meu comando em uma chave interruptora, logo após este árduo trabalho, estávamos prontos para a nossa saída, como estávamos em duas pessoas, registramos nossa entrada e saída para, já neste instante, medir alguma mudança no micro clima da caverna registrada nos aparelhos que marcam a umidade e temperatura do ar na caverna. Os aparelhos instalados 15 dias antes da minha entrada (Loger aparelhos da SBE), após tudo instalado e registrado começamos a preparação da nossa saída, foram mais uma hora até deixamos a caverna e comento com meu amigo Marcelo, espero que tudo possa estar pronto para a data marcada, e ele responde, para eu não me preocupar porque já esta quase tudo bem definido.

Hoje o Marcelo vai embora, mas o Fred chega ainda hoje e ele vai comigo terminar a instalação do restante dos cabos e outros materiais, porque agora basta puxar os fios e cabos ate a saída da caverna e fazer a fixação dos cabos, logo depois de sairmos da caverna, fechamos a caverna e vamos em Direção ao nosso descanso na pousada pois já passa das 9 horas da noite e estamos famintos.

Chegando na pousada encontro meu amigo Fred com a jornalista da Revista Nez Adventure, Ana Paula Brasil, e Fred me diz que a Ana esta chateada porque a televisão não vai cobrir a minha entrada, então explico para ela que eu já filmei todo o trajeto e as montagens do meu acampamento e não era preciso que a emissora faça as filmagens, uma vez que eu já tinha gerado imagens suficientes para eles.

Logo após o nosso café da manhã faço os preparativos para mais uma etapa para levar material para o acampamento, agora nessa etapa temos a companhia de Jurandir, o "Jura", nosso amigo guia, juntamente com os dois auxiliares, Ivanildo e Cezinha, onde em forma de agradecimento recebem um kit contendo uma mochila estanque um saco de dormir roupas pochetes e garrafas de água pela participação no projeto.

Depois de uma pequena reunião todos entramos no carro do Jurandir onde nosso amigo atravessa de carro dois pequenos riachos, não tínhamos opção somente de carro poderíamos levar o rolo de fio com 400 metros de extensão e 40 quilos. Após chegarmos com o carro super perto da entrada deixamos o carro e carregamos todo o equipamento, após alguns minutos chegamos na boca da caverna, onde o Jurandir começa a preparar a corda para dar mais segurança para a Ana e o Fred, como o buraco da entrada da caverna é super pequena, Jurandir instrui Ana Paula passar com cautela pelo buraco, após alguns minutos Ana passa pela fenda, e me xinga bastante. - Tanta caverna para escolher escolheu justo a pior de todas elas.

Mas assim mesmo eu ri da minha assustadora amiga, e comento, ainda tem um abismo e um teto baixo de 100 metros para chegar no meu acampamento, Ana queria me estrangular.

Depois de andar mais alguns minutos chegamos no meu acampamento, Jurandir me pede para ajeitar tudo para ele começar a passar os cabos, Jurandir tem que prender todo o cabo no teto da caverna para evitar o contato com a água, precisa ficar suspenso e isto deu um enorme trabalho.

Após a instalação começa o teste da comunicação, beleza o telefone esta perfeito, mas o gravador ainda esta muito baixo, mas depois peço para o meu amigo Marcelo Magon, ajeitar tudo, minha amiga Ana fica um pouco impaciente e esta afoita para sair da caverna, ela não acredita que eu possa ficar sozinho ali, e respondo para ela fica fria, você vai ler tudo o que acontecer aqui dentro pois você será responsável pelo livro.

Após tudo pronto e a comunicação testada estamos pronto para deixar a caverna eu sou o ultimo a sair e dentro da caverna pela dificuldade de sair, respondo para minha amiga, se fosse muito fácil não teria graça, mas tudo bem, você vai ter que entrar aqui dentro mais uma vez para acompanhar Minha saída daqui a 61 dias.

Agora vamos de carro para a pousada para um belo jantar, que na manhã seguinte Ana e Fred voltam para São Paulo.

Agora estou sozinho no quarto da pousada, já estou sentindo na pele o que é ficar sozinho, uma sensação estranha toma conta de mim, mas assim mesmo estou pronto para encarar o desafio, espero agora pelo meu amigo Jurandir, estamos preparando tudo para levar mais alguns itens para meu acampamento, no meio do caminho encontramos um amigo de Jurandir, Cidão um homem franzino, um pouco meio sem jeito pede para mim se poderia me acompanhar na caverna, olho para Jurandir e digo para deixar ele ir conosco.

Agora eu e Jurandir e mais dois amigos formamos uma equipe de cinco pessoas Jurandir sabe que Cidão tem pouca experiência em técnicas verticais e pede que sempre siga as ordens dele, como já esperado, Cidão esta apavorado e fica literalmente travado, somente após alguns minutos Cidão começa a ouvir as ordens de Jurandir, então com pouca alternativa segue as ordens e fica mais fácil conduzi-lo ao interior da caverna não foi fácil.

O que levávamos 30 minutos para descer foi necessário o dobro do tempo porque Cidão estava com tanto medo que foi rebocado para baixo, Cidão ficou encontrado com a beleza do local, deu um pouco de trabalho para passar o teto baixo de 100 metros pois ele ficava o tempo todo reclamando de cansaço, mas tudo bem ele já estava perto do meu acampamento, aproveitando sua presença peço que me ajude a descarregar os sacos estanques com o resto da comida, Cidão fica maravilhado uma verdadeira casa dentro da caverna com Tv Vídeo Cassete Cd Player, comida para dois meses e um colchão inflável que maravilha exclama Cidão.

Como tudo que é bom dura pouco logo temos que deixar a caverna, Jurandir e os outros dois amigos guia do parque saem na frente deixando eu e o Cidão para sairmos juntos, mais tarde apesar de apavorada. Cidão é um homem divertido, tirando o sarro do próprio medo.

Após alguns minutos chamo Cidão para irmos embora logo após sairmos do teto baixo encontramos com um dos guias, Cezinha estava esperando nos dois, então ele pediu para eu ir na frente que ele vai orientar Cidão para subir e eu subi na frente demorei apenas cinco minutos, mas Cidão estava a quase meia hora pendurado na corda como estava próximo a boca da caverna Jurandir avisa para deixar a corda livre pois uma das pedras estava se soltando e poderia fechar a boca, mas para deixar Cidão desesperado pede para Cezinha não alertar Cidão sobre o perigo, mas não adiantou como Cidão não queria largar a corda eu disse para ele que a corda estava forçando uma pedra lá fora e que poderíamos ficar presos ali dentro caso ele não soltasse a corda de vez, foi impressionante mal acabei de falar sobre o perigo e Cidão não largou a corda e sim subio o resto do abismo com um raio em pouco segundo estava do meu lado bufando e preocupado.

Como estávamos perto da boca da caverna eu sou o primeiro a sair e em seguida vem Cidão, mas ele não consegue sair e entra em desespero se debate todo se rala por interiro, somente quando estava exausto ele deu ouvido a nós para a posição correta para deixar a caverna, Ufá pensei que fosse ficar aqui para sempre comenta Cidão.

Agora sim é o dia que vou entrar na caverna, acordo sozinho no quarto, marcamos as 2:00 horas depois do café e do meu ultimo almoço aqui na superfície, Marisete a dona da pousada pede para mim se poderia acompanhar a minha ultima entrada na caverna, e digo que sim, meu ultimo café da manhã foi bem simples, leite com café pão de batata com patê de atum e um bolo de chocolate.

Após um breve café sigo para meu quarto e percebo o lindo dia que esta me saudando um dia com céu limpo e claro, como se deus me disse-se, este é meu presente para ti antes e depois de deixares a caverna, percebo o toque dos raios de sol tocando minha pele, onde cada célula do meu corpo arde com o simples toque dos raios solares.

Logo o almoço se aproxima e no belo almoço Marisete me serve uma Maminha ao ponto, e pergunta o que gostaria de comer após minha saída da caverna, então digo gostaria de comer uma bela lasanha e tomar um belo champanhe, então ela ri e responde que este desejo será realizado após 61 dias, rirmos muito e já estou pronto a meu ingresso na caverna.

Logo após o almoço Jurandir chega e já estamos colocando tudo dentro do carro, todos comentam que eu sou mesmo louco, Jurandir comenta que ficou no Maximo cinco dias e já parecia uma eternidade, todos comentam o lindo dia que brinda a nossa ida para a caverna.

Em poucos minutos já estamos de novo na entrada da caverna, deixo todos por um instante e faço uma pequena prece em silencio, peço que deus ilumine minha estada no mundo das trevas e proteja minha alma de qualquer ego maligno, e também peço para Santa Clara que vai estar comigo sempre dentro da caverna que não deixe faltar luz para mim.

Logo em seguida eles me chamam para entrar dentro da caverna, sou o primeiro a entrar e tomo muito cuidado, porque em uma das nossas visitas tinha uma cobra onde Jurandir sem querer pisou em sua cabeça e morreu em seus pés, mas após observar tudo espero por Cezinha que vem em seguida, e tudo esta bem a próxima pessoa a descer e Marisete depois Jurandir pode para nos irmos para a Cabana para testar a comunicação, chegamos novamente na Cabana e conversamos sobre como vai ser minha estada e Marisete fica impressionada com os espeleotemas, Jurandir me chama pelo interfone, e tudo bem tudo esta perfeito então Jurandir pede para esperarmos por ele e outro amigo dele, em 30 minutos todos estavam perto do acampamento em uma roda tivemos uma longa e boa conversa, Jurandir comenta que eu estava esquecendo de uma coisa, deixar o relógio com ele pois lá dentro não vou poder saber como anda o tempo lá fora.

Após alguns minutos é hora de dizer Adeus, e Marisete comenta não esquece da lasanha após sua saída, e Jurandir comenta eu volto daqui a pouco para te buscar daqui a 61 dias e 61 noites, então todos nos abraçamos e dizem adeus para mim e acompanho suas luzes do carbureto a se perderem pela escuridão, em poucos segundos estou sozinho pela primeira vez dentro da caverna a sensação e de total isolamento e abandono.

Fonte: Dan Robson
Cidade: São Paulo-SP-Brasil
Fotos: Dan Robson
Publicado: INEMA
Date: 07/01/2008 <%insert_data_here%>

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  Evento 7706 - Projeto Petar 61 - 2002

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