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A expedição Ushuaia- Bariloche 2006, de 05 a 27 de janeiro de 2006, foi realizada por Olir Mocelin e mais 4 participantes. Confira a décima primeira parte desta aventura:
26 de janeiro El Calafate Buenos Aires
Pela manhã alugamos uma caminhonete para nos levar ao aeroporto que fica a 23 km distância. O Nino foi junto para tentar embarcar conosco, pois o vôo dele estava marcado para as 18:30h. Ficou na lista de espera, mas não conseguir embarcar. Só conseguiu unir-se a nós no hotel, em Buenos Aires, às 23 horas depois de uma aventura pela cidade.
O motorista de táxi alegou que não conhecia o Hotel Central de Buenos Aires onde nós estávamos hospedados. Depois de muito rodar, ele decidiu ficar no Hotel Três Sargentos onde tínhamos ficado na ida para Ushuaia. Caminhou até o Hotel Central, ele lembrava do caminho, para saber se realmente nós estávamos lá. Nós tínhamos saído para o jantar mas deixamos o aviso na portaria que ele poderia ficar no mesmo quarto conosco.
Voltou ao Hotel Três Sargentos, apanhou um táxi e foi unir-se a nós. Quando voltamos, depois da meia noite, ele já estava acomodado.
Em Buenos Aires compramos passagem para casa no ônibus das 12:30h e o Nino comprou para o horário das 18 horas porque este ia até Curitiba e ele podia descer em Joinville. Eu fui até Balneário Camburiú onde apanhei outro ônibus para Joinville onde cheguei às 21:30h. Montei a bicicleta e pedalei até em casa.
Epílogo
Nem tudo saiu como planejado mas, tudo que foi feito e visto valeu a pena. Tínhamos escalado os Andes, visitado as Torres del Paine e o Glacial Perito Moreno, tudo numa única viagem e que incluía, ainda, a cidade mais austral do mundo: Ushuaia - El fin del Mundo, chegado ao final da Ruta 3, pedalado na famosa Ruta 40, conhecido a estepe patagônica, enfrentado os ventos bravios frios e fortes, navegado no misterioso Estreito de Magalhães, cruzado território argentino e chileno, feito amigos, conhecido outras formas da Natureza, fauna, flora e um povo hospitaleiro.
De repente descobrimos um povo argentino que nada lembra muito dos turistas arrogantes que costumam nos visitar. Torcem por Teves e o Corintians. Talvez Teves já tenha feito mais pelo relacionamento do que todas as visitas oficiais dos nossos dirigentes. Andávamos como se estivéssemos em nosso próprio país.
Outro ponto que nos chamou atenção foi o grande número de bandeiras na argentina, demonstrando um espírito nacionalista. Dizem que foi despertado a partir da guerra contra a Inglaterra. Placas "Las Malvinas son Argentinas" são muito comuns à beira das rodovias e lugares públicos das cidades.
Os preços dos produtos, em geral, são melhores do que no Brasil. Provavelmente em razão da menor incidência de impostos por lá.
Enfim, temos boas razões para um dia retornar à Argentina e continuar descobrindo as belezas que por lá se escondem.
Fonte:
José Olir Mocelin Cidade:
Calafate-EX-EX Fotos: José Olir Mocelin Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 10/01/2008
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