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O aventureiro Fausto Malheiros fez uma bela expedição por Isla Margaritha, junto com seu companheiro de estrada Bráulio, que iniciou em 1 de fevereiro de 2006. Confira a primeira parte desta aventura:
Conhecer Isla Margaritha, umas das Ilhas do Caribe no Litoral Venezuelano. Mas o caminho nos reservava algumas surpresas, esta viagem mostra a dificuldade que é chegar ao norte do Brasil, isolado por água por todos os lados brasileiros.
1 de fevereiro de 2006:
Saímos bem cedo de Cuiabá-MT para Vilhena-RO(762Km), no Km 200, chegando em Cáceres a Moto do Bráulio acabou a gasolina. Nesse trecho um fato que mostra que o mundo da voltas, na nossa ultima viagem, a moto do nosso amigo Getúlio acabou a gasolina nesse trecho, e quem o socorreu foi o Bráulio, mas dessa vez a moto que acabou a gasolina foi a do Bráulio chegando em Cáceres-MT.
A Falcon durante toda a viagem fez média de 14Km/l e a minha XT600 Curiosamente fez 22Km/l na primeira abastecida e resto da viagem não passou de 16Km/l...forças ocultas.
Chegamos em Vilhena-RO, as 17:30, nos hospedamos no Hotel Shallon, apto. completo por R$ 55,00 e café da manha com direito a pizza e salgados feitos na hora.
2 de fevereiro de 2006:
Com destino a Porto Velho-RO(736Km), asfalto com alguns buracos, aqui é necessário mais atenção. Nessa região fica claro que o desmatamento na floresta amazônica avança a cada dia.
Ao longo da estrada é possível acompanhar trechos recém desmatados por corrente e um fato curioso, ha uma faixa de floresta na beira da estrada que deve ter no máximo uns 50 metros de largura, creio que com a intenção de enganar quem passa por ali, pois atrás daquela estreita floresta o que a há mesmo é campo com plantações e criação de gado.
Chegamos em Porto Velho o dia ainda estava claro, ligamos para nosso amigo Gerber , que nos acolheu em sua casa e nos auxilio na compra das passagens e envio das motos no barco para Manaus, grande amigo e pessoa fantástica. A primeira coisa a fazer foi descer para o Porto.
Em Porto Velho-RO a estrutura portuária é bem simples, quando chegamos um batalhão de pessoas nos cercaram, oferecendo mão de obra para embarcar as motos e intermediando vendas das passagens. Da praia até a embarcação que serve como ancoradouro para os barcos, o acesso é feito através de pranchas de madeira e é por ali que a motos são levadas, equilibradas por 3 ou 4 pessoas ... como balança aquelas pranchas... acho que tivemos sorte das motos não terem caídas no rio.
Uma vez as motos já no barco, o problema é descê-las no porão de cargas, isso é feito através de cordas e de muita gente ajudando, até o fundo do porão são mais ou menos uns 3 metros. Como não havia mais vagas para pessoas, pois o barco estava lotado, embarcamos as motos em Porto Velho-RO e seguimos no dia seguinte de táxi para Humaitá-RO.
Lá não tem fiscalização das Capitanias dos Portos e vai gente até pendurada. No trecho que vai para Humaitá o Asfalto esta em péssimo estado de conservação. Na pressa de não perdermos o barco, o taxista atropelou uma onça, nem paramos para vê-la e nem tempo daria, pois quando chegamos em Humaitá o barco já estava saindo.
Fonte:
Fausto Malheiros Cidade:
Cuiabá-MT-Brasil Fotos: Fausto Malheiros Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 11/01/2008
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