Cesar Augusto Rosado Palma esta em uma expedição que começou , no dia 01 de janeiro de 2008. Confira mais uma parte desta aventura:
Durante o deslocamento desde José Felicino até La Paz, comecei a pensar e criar uma idéia que pretendo apresentá-la daqui alguns dias. Trata-se de uma boa surpresa, onde os senhores poderão desfrutar com alegria. Aguardem!
Em conjunto com Don Carlos, proprietário do empreendimento hoteleiro que se chama CABAÑA EL PATO, programamos uma jornada muito especial para vocês. Conseguimos realizar cenas de animais que habitam os deltas e alagados do Rio Paraná na cidade de Esquina.
Devido ao forte calor que faz aquí, decidimos começar nossa jornada às 05h da manhã. Rengo, guia de pesca da CABAÑA EL PATO, e eu nos organizamos com todo o material de pesca e fomos buscar exemplares belíssimos. Com uma cuia de mate a bordo damos partida ao nosso destino. Primeiro uma captura de surubim e a outra de uma serpente de 5 mts que tem o nome de CURUYÚ, semelhante a Sucuri que habita a área pantanosa do Mato Grosso.
Inicialmente, dedicamos a pesca ao surubim pintado. Havia bom pique, mas as palometas (peixe semelhante as pirañas) não deixaram as nossas iscas vivas inteiras antes que os surubins chegassem próximo para abocanhá-las.
Como o predadorismo das palometas era muito forte no pesqueiro A , decimos ir ao B. Canal de água corrente e com bons poços. Utilizamos como iscas peixes tuviras vivas em tamanho avantajado. Aquí chamam de MAMACHA. Já na primeira rodada, um pique forte atingiu a ponta do meu caniço e tensionando a linha percebi que tratava-se de um surubim pintado. Liberei linha, pois estávamos com a lancha a deriva, técnica que denominamos de rodada ,e aquí chamam de "a camalote", o danado puxou firme e então cravei o anzol em sua boca ao golpear o caniço para cima e para trás, de forma firme e decidida. A partir deste momento começou uma pelea emocionante, pois o surubim é conhecido como touro dos rios. É comum em lugares onde existem muitas palometas, elas perceberem que o animal está em desvantagem e desta forma atacam arrancando pedaços. Não foi desta vez, mas, em outras jornadas, aconteceu de fisgarmos um surubim e enquanto trazíamos o peixe, até embarcá-lo, as palometas já tinham comido a metade do peixe. Elas reúnem -se em cardumes para atacar quem lhes ofereça oportunidades. Elas possuem mandibulas fortes. Arrancam pedaços em apenas uma mordida.
Próximo ao meio dia ,decidimos ir ao encontro das CURIYÚ. Falamos com um senhor que reside em uma ilhota adentro do delta. Ele disse: Vi duas ontem aquí bem pertinho. Elas estavam enrroscadas ali bem perto da margem. Vamos lá ve-las?Afirma ele com decisão. De pronto o Rengo e eu convidamos ele para nos guiar até o ponto. Decidimos inicialmente olhar de dentro da lancha. Mas, o ruido do motor estava atrapalhando.
Veio então o convite de descermos e irmos ao encontro delas. Em certo momento fiquei um tanto apreensivo ,e ao mesmo tempo curioso. Decidimos avançar adentro dos banhados. Rengo avista uma e nos chama. Por aquí !Por aquí!disse ele.
Sai correndo e ao mesmo tempo me atolando dentro do aguapezal. Rengo a minha frente indicava a posição exata. O animal ,mais esperto e com medo das reações do homem, decide fugir até a água, pois é o local onde ele encontra mais refúgio, proteção e habilidade. Desta forma, pensamos melhor em não avançar.
Fico feliz nessa jornada em saber que nossos amigos estão me acompanhando e interagindo comigo.
Fonte:
Cesar Augusto Rosado Palma Cidade:
Esquina-EX-Argentina Fotos: ..:Sem fotos:.. Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 09/01/2008
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