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Os motociclistas Alexandre, Geraldo, Lasareno e Cezar percorrem a patagônia em 4 motocicletas 250 cc em uma Viagem ao Fim do Mundo. Confira a preparação da viagem:
Carteira de identidade, carteira de motorista, documento da moto em nome do condutor, seguro carta verde. Estes são os documentos mínimos necessários para esta viagem.Levar o passaporte não é necessário, mas se o tiver, o trâmite na fronteira fica mais rápido e simples.
Nas motos optamos por utilizar óleo mineral de qualidade API SL, que pode manter bem sua qualidade por até 10.000 km, após a troca de óleo nos 1.000 km da moto do Cezar, fizemos apenas mais uma troca em todas as motos, na cidade de Perito Moreno, próximo ao Lago Buenos Aires, mais ou menos metade da viagem, ou um intervalo de 6.000 km entre trocas, cuidando em utilizar sempre óleo de qualidade SL para completar o nível.
Nestas horas, a opção mais segura é meter a mão na massa, pois ao executar o serviço pessoalmente temos certeza do bom resultado, muitas viagens terminam antes da hora por causa deste simples detalhe, cuidado com o óleo do motor. Um filtro mal colocado, ou não completar o nível do óleo quando necessário, farão o motor trabalhar com deficiência na lubrificação e certamente vai quebrar em algum local de difícil acesso.
Cuidado idêntico deve ser atribuído a corrente de transmissão, nossa rotina era lubrificar a corrente a cada 300~500 km, ou logo após terminar um trecho de chão ou chuva, mesmo que logo depois continuasse chão ou chuva, com óleo 90 ou 140 em uma bisnaga de "mostarda". Resumindo, nunca deixar a corrente trabalhar seca. E todo fim de tarde conferir o nível do óleo do motor, completando quando necessário. Notamos que a qualidade da gasolina influencia muito o consumo do óleo do motor.
A gasolina na Argentina e Chile é vendida em três qualidades diferentes, 85, 95 e 110 octanas. A gasolina de alta octanagem é muito boa para os motores preparados para ela, porém nossos motores são preparadas para a gasolina nacional de 82 octanas. Esta preparação tem haver com a construção mecânica do motor, onde se diminui o espaço da câmera de combustão, o que aumenta a taxa de compressão. Para gasolina de alta octanagem podemos utilizar taxas de 14por1, enquanto nossos motores tinham taxa de 10 por 1. Soma-se a isso que a ausência de álcool faz com que a proporção ar combustível diminua, ou seja, precisa menos combustível argentino para mesma quantidade de ar.
Para nós, Brasileiros, o melhor é tentar utilizar a gasolina de 85 octanas sem Chumbo, a melhor, pois devido à falta de álcool também é problema. Por isso que os motores acertados para andar na Argentina quebram com o nosso combustível, temos a pior gasolina da América do Sul. Após alguns abastecimentos ficou claro alguns percalços: A maioria dos postos só tinha a gasolina de 95 ou 110 octanas, pois são as mais caras, e as que o Argentino prefere. Alguns postos tinham chumbo na gasolina, o que agrava o problema da proporção ar combustível, pois com a mistura do chumbo a gasolina fica mais pesada, e o circuito de injeção eletrônica coloca mais combustível que o necessário, que já era muita devido à alta octanagem.
Resultado, as motos trabalham sempre com o motor um pouco frio, pois o excesso de combustível na câmera de explosão retira parte da energia, que sai como vapor pelo escapamento. Antes de sair como vapor, parte do combustível que não queima, se mistura ao óleo e lava as paredes do cilindro, causando consumo do óleo lubrificante.
Mas nada disso trás problema aos motores, pois trabalhar um pouco mais frio é até saudável, pois aumenta a durabilidade. No óleo é só cuidar o nível diariamente, no pior dia foram 300 ml para completar o nível. O pior para o bolso continua sendo o alto consumo, que encarece um pouco a viagem, mas em contrapartida a gasolina está barata na Argentina. A injeção eletrônica das XTZ250, embora com médias altas de consumo, bebeu de tudo sem reclamar e gastou sempre menos que a Tornado carburada.
Os pneus de todas as motos eram novos no começo da viagem, as três XTZ250 com Rinaldi e a Tornado com o Metzeler Enduro 3 original, embora todos tenham agüentado bem, o Metzeler chegou na "capa da gaita", cerca de 2.000 km antes do fim já estava liso, comprometendo seu desempenho na pista molhada, ainda bem que não choveu. Enquanto os pneus Rinaldi R34 do Geraldo e do Lasareno tinham borracha para pelo menos mais 2.000 km. Quanto aos meus Rinaldi HB37, chegaram um pouco mais gastos, no fim da vida, mas melhores que o Metzeler, pois ainda tinham sulcos. Como são pneus pré série, foram enviados ao laboratório da Rinaldi, onde serão analisados para melhorias no projeto e processo de fabricação.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Bento Gonçalves-RS-Brasil Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 22/01/2008
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