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Os motociclistas Alexandre, Geraldo, Lasareno e Cezar percorrem a patagônia em 4 motocicletas 250 cc em uma Viagem ao Fim do Mundo. Confira o 4° dia desta aventura:
Dia 2 de dezembro de 2007 - Rufino - 25 de Mayo - 894 km
Após um café com meia luas, pãozinho matinal típico da Argentina, saímos 8:00 horas do hotel, tudo muito calmo por ser domingo.Tomamos a Ruta 7, e após 158 km estávamos em Vicuña Mackena, chegamos antes da 10 horas, abastecemos e entramos na cidade, era uma cidade do tamanho de Carlos Barbosa no RS, limpa e agradável. Estacionamos as motos junto a área de box, nem todas as equipes haviam chegado até o momento.
Era uma prova final do Campeonato Nacional Argentino de Super Moto, 12ª etapa, apenas para motos S2 (125 2T e 250 4T importadas) e S1 (250 2T e 450 4T importadas). O circuito era muito interessante, pois fecharam 10 quadras em torno da praça central da cidade e fizeram o circuito nas ruas de pavimento em concreto. Em retas foram montadas chicanas com pneus para criar dificuldades, e todas as curvas, postes e obstáculos urbanos foram cuidadosamente protegidos com sacos cheios de feno. As equipes mais fortes eram de fábricas, Honda, Yamaha, Kawasaki e outras.
Os treinos começariam próximo ao meio dia, e as 2 baterias por categoria estavam marcadas para o meio da tarde. Mais de 4.000 pessoas se reuniram para assistir ao evento, quase toda a população da cidade. Esta fórmula me deu novo ânimo e inspiração, pois embora simples, a idéia é eficiente e boa para colocar em prática nas dezenas de pequenos municípios do Rio Grande do Sul, a exemplo do que já se pratica no MotoCross, onde os melhores eventos acontecem nos municípios pequenos.
Após essa grande aula de moto competição, voltamos para a estrada, tomando a Ruta 35, seguimos desde Uruguaiana pela região central da Argentina, onde é imensa a produção de trigo, soja, milho e grãos em geral, são plantações a perder de vista pelas imensas planícies. Mas conforme avançávamos em direção ao Santa Rosa, nos aproximávamos do deserto, em General Acha tomamos a Ruta 152, logo depois a 143 e por fim a Ruta 20. Passar pelo deserto das Colilas é um grande contraste após os campos verdes dos dias anteriores, numa região em que os vales mais profundos estão abaixo do nível do mar, só existe água onde a mão do homem perfurou poços e com a força do vento bombeia água para cisternas ao longo da rodovia.
Uma parada para abastecer em La Reforma, e começa a preocupação, pois se não houvesse combustível ali, seria difícil seguir na viagem, pois são grandes distâncias sem postos de abastecimento, e em alguns não há combustível, pois existe uma "operação padrão" acontecendo, as companhias querem aumentar o preço, mas o governo não autoriza, então elas entregam o mínimo, muitas vezes deixando o posto sem combustível por algumas horas, e na maioria deles, parte das bombas não é mais utilizada devido a escassez do produto.
Por conta disso levamos sempre 6 litros ou mais de combustível em cada moto, pois os tanques são de apenas 11 litros, dando uma autonomia próxima a 300 km, mas que em alguns trechos devido a força do vento e serras cai para 200 km. Ao fim do dia tínhamos vencido o deserto e chegamos ao vale do Rio Colorado, na cidade de 25 de Mayo. Na nossa busca por hotel, de novo nos deparamos com hotéis lotados, mas na quarta tentativa achamos vaga, enquanto passamos 3 vezes pela avenida central na nossa busca por hotel, nós chamamos a atenção do Moto Clube Sem Fronteira. Alguns integrantes vieram falar conosco, Dario explicou que haveria uma reunião com assado de tira, e éramos convidados.
De pronto aceitamos, voltariam as 21 horas para nos buscar. Na hora marcada fomos com eles até uma casa, cerca de 12 km do centro. Ali no pátio, sobre as estrelas, ao som de musica típica foi preparado o assado de tira, enquanto a conversa girava sobre motos e viagens. Estavam comemorando a compra de uma moto nova pelo Marcelo, uma Suzuki M800. Participaram além de nós: Dario, Guajo, Jocelia, Jonatan, Hugo, Cristiam e Emanoel. Além de outros que foram se chegando durante a noite. Nesta região, embora a temperatura estivesse em torno de 15 graus, não havia sereno, pois a umidade é mínima, chove muito pouco, tornando a noite ali com nossos novos amigos muito agradável.
O Argentino toma algumas bebidas diferentes da nossa, eles faziam uma espécie de caipirinha, utilizando um tipo de vermute misturado com água com gás e essência de limão.Em vários lugares que fizemos refeição, o refrigerante típico deles é esta essência de limão com ervas, misturada com água com gás, servido em garrafas separadas a mistura é feita na hora a gosto de quem enche o copo.Meia noite fomos dormir, utilizando o GPS para nos guiarmos, pois eles continuariam ali por mais um bom tempo ainda. O Argentino no geral é bastante boêmio.
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
25 de Mayo-EX-Argentina Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Thainá Costa da Silva Date: 02/12/2007
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